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Através de portarias e resolução conjunta entre as secretarias de saúde e da assistência social do município de São Paulo , foram estabelecidas diretrizes para a composição e funcionamento de serviços sócio sanitários no município. Segundo a SMADS, os equipamentos sócios sanitários para a população idosa são: * Centro Dia para Idosos (CDI), * Centro de Acolhida Especial para Idosos (CAEI) e, * Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI). Na coordenadoria Regional de Saúde Centro há 12 CAEI e 1 CDI. Nos 12 CAEIS , vivem cerca de 1.300 idosos. Em cada equipamento foi implantada 1 equipe de saúde in loco , composta por 1 enfermeira e 1 técnica de enfermagem as quais estão vinculadas a uma unidade básica de saúde do território.
Descrever a experiência de criação de espaços de articulação do cuidado voltado aos idosos nos CAEIS
OS CAEIS destinam-se ao acolhimento de pessoas a partir dos 60 anos, ambos os sexos, objetiva-se acolher e garantir proteção integral, contribuindo para sua reinserção social. Para ser atendida neste serviço o idoso deve apresentar as Atividades Básicas de Vida Diária (ABVD)preservadas, boa mobilidade, mesmo que requeira dispositivos auxiliares de marcha, função cognitiva preservada ou com alteração leve. Acesso é definida por meio de demanda encaminhada e/ou validada pelos CREAS ou Centros de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro POP) e na ausência destes, pelo CRAS. Nosso desafio tem sido articular o cuidado integrado diante das seguintes constatações: necessidade de estabelecimento de rotina de cuidado ainda não previstas nas portarias e resoluções; há Idosos nos CAEIS em condições de maior dependência do que a preconizada nas portarias e resoluções; a lógica da implantação não seguiu a distribuição das ubs no território havendo desproporção no número de CAEI por ubs; elevado número de idosos com questões em saúde mental e abuso de substância em especial o álcool. Assim , criamos espaços de encontro periódicos onde estimula-se o diálogo e articulação diante de situações e casos práticos : 1. Trabalho articulado da crs e sts com a Referencia de Enfermagem nos CAEIS e com a gestão dos centros pop e creas 2. Reunião de alinhamento CAEIS 3. GT do idoso vulnerável e saúde mental 4. Visitas in loco para acompanhamento da rotina de cuidado
Reuniões de Alinhamento CAEIS, mensais, público alvo gestores dos CAEI, equipe de enfermagem dos CAEIS, gestores dos Centro POP , das STS e CRS e gestores de equipamentos da saúde que mantem relação com os CAEIS, RUE, Hospital, RAPS/ GT Idoso Vulnerável e saúde mental: Reuniões bimensais iniciadas, público alvo: Gestores e trabalhadores dos equipamentos da RAPS (Rede de Atenção Psicossocial) Centro, representantes dos equipamentos da RASPI (Rede de Atenção a Saúde da Pessoa Idosa) Centro , interlocutores das STS e CRS. Objetiva-se discussão de casos em saúde mental para acompanhamento da implantação dos serviços e estruturação do suporte pelas equipes de saúde mental. Inicialmente foi proposta a inclusão das equipes de CAEI nas reuniões de matriciamento das UBS, para discussão dos casos e construção de estratégias de cuidado em rede. Desenvolvemos a proposta de CAPS matriciador, a ser implementada em 2024, considerando cada CAEI como cliente de um determinado CAPS. Dessa forma, buscamos condições para o acolhimento mais qualificado das demandas institucionais, orientação sobre os percursos possíveis para o acesso à rede e também possibilidade de avaliação e acompanhamento efetivo dos casos pelas equipes de saúde mental, a depender da discussão e encaminhamentos considerados entre as equipes envolvidas/ Visitas in loco bimensais da interlocução pessoa idosa CRS Centro aos CAEIs objetivando-se desenvolver uma plano terapêutico singular e integrado aos idosos.
Discussão e Conclusão Há grande desafio em articular um cuidado integrado do idoso no CAEI com a Rede de Proteção e a Rede de Atenção a Saúde diante das singularidades de cada pessoa e de recursos disponíveis no território . Avançamos ao criar espaços de diálogo entre as secretarias e parceiros que se desdobram em ações mais coordenadas inclusive para idosos fora dos CAEIs. Juntos compartilhamos as limitações de cada instância gestora, da função de cada equipamento e dos trabalhadores o que facilita direcionamentos dos casos. Em conjunto também percebemos necessidade de um trabalho coordenado para dar conta dos idosos mais frágeis diante da limitação de vagas em ilpis e leitos de retaguarda no municipio. Será necessário avançar nesse trabalho para com responsabilidade atender aos idosos em suas necessidades para que possam acessar e usufruir da melhor forma sua rede de proteção.
centro acolhida, intersetorialidade , idoso, rede
Renata Luciana Hasegawa Fregonezi, Ana Paula Rodrigues Navas Manhani, Mariane Moyses de Queiroz Alves, Cristiane Lopes Cavalcante, Solange Rocha Domingues, Merari Dias Ribeiro Prates, Fabiana da Silva Pires