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O município de Novo Horizonte, localizado no estado de São Paulo, apresenta uma rede composta por 5 UBS (12 equipes de atenção primária em processo de transição para equipes de estratégias de saúde da família com a contratação de 48 ACSs), 2 equipes de NASF-AB e 1 CAPS (modalidade I). Dentro da equipe, O ACS tem um papel muito importante no acolhimento, pois é membro da equipe que faz parte da comunidade, o que permite a criação de vínculos mais facilmente, propiciando o contato direto com a equipe. É considerado o protagonista no que se refere à relação de trocas de experiências estabelecidas, permitindo assim, o fortalecimento do vínculo com a família, proporcionando a aproximação das ações de saúde ao contexto domiciliar, aumentando, com isso, a capacidade da população de enfrentar os problemas e motivar o conceito em prevenção em saúde¹. Visando conhecer as características da população, no mês de junho de 2023 foi realizado a contratação de 48 ACSs, que realizaram a atualização dos cadastros da população. Através dessa atividade foi possível realizar o diagnóstico do município. Foram cadastrados e analisados o registro de 39.114 pessoas, onde, 17.210 (44%) estavam na faixa etária acima de 60 anos. Do total de idosos identificados, 2.055 (12%) eram portadores de Diabetes Mellitus e 4.501 (26%) de hipertensão. Nesse cenário, a equipe da atenção básica sentiu a necessidade de ampliar as estratégias visando o acesso e qualificação do cuidado prestado aos usuários.
Demonstrar a importância do elo do ACS entre a equipe de saúde e a comunidade para a melhoria das condições de saúde da população, manutenção dos grupos. Além dos grupos terem os objetivos de melhorar as habilidades de socialização, aumentar a energia, a disposição, a autonomia, a capacidade para se movimentarem e a independência para realizar as atividades do dia a dia.
Após avaliação dos dados, a primeira ideia foi a retomada do grupo de caminhada, onde foram convidados os pacientes portadores de doenças crônicas não transmissíveis, assim como, todo usuário que tivesse interesse em buscar uma vida com hábitos saudáveis. A busca ativa desses pacientes foi reforçada diante dos indicadores do Previne Brasil, gerando integração da equipe no cuidado e vínculo desse paciente com sua equipe de referência. Os grupos acontecem no período da manhã em todas as unidades de saúde do município. Os encontros contam com a participação de todos os ACS da unidade, um representante do NASF, sendo mais comum a fisioterapeuta, onde realiza atividades de alongamentos e exercícios físicos, assim como uma enfermeira, na intenção de manter a proximidade do paciente com a equipe. Após o término das atividades, os participantes se direcionam para a unidade de saúde, onde é proporcionado pela equipe um café da manhã para recepcioná-los.
As equipes multidisciplinares conseguiram elaborar cronogramas e dinâmicas que atendessem as necessidades da população, avaliando indicadores de saúde, para a contribuição da melhoria da qualidade de vida, assim como, fatores sociais. A partir da adesão aos grupos de caminhadas, as unidades conseguiram pôr em prática o calendário da saúde mensal, com ações preventivas conforme preconizado para o mês vigente. Foram desenvolvidas ações do agosto dourado, setembro amarelo e vermelho, outubro rosa, novembro verde e azul, dezembro vermelho e janeiro branco. Considerando a efetiva participação da comunidade, os ACSs puderam realizar um encontro inédito “Café com Agente”, onde os agentes proporcionaram para a população do território um café da manhã com palestra em conjunto com a equipe do NASF, dinâmicas e muitas trocas de experiências. Com engajamento da equipe em fortalecer o vínculo e motivar a participação dos usuários nas atividades realizadas, houve a participação do projeto “Corrida Noturna”, realizada pelo município de Novo Horizonte, contando com a presença de colaboradores, ACS e usuários do serviço de saúde. Como resposta ao vínculo realizado entre a população e ACS, pode ser realizado uma comemoração do “Natal das Crianças”, onde houve participação da comunidade e colaboradores em proporcionar um dia de recreação e entrega de presentes às crianças do território.
O vínculo como ferramenta, encontra no ACS um pilar para a sua construção, uma vez que este está mais próximo da realidade vivenciada pelas pessoas e possibilita a responsabilização mútua entre os profissionais da equipe de saúde e os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Com o início das atividades dos agentes comunitários de saúde (ACS), a adesão aos grupos de atividade coletivas tiveram uma resposta positiva significativa. O vínculo formado entre o ACS e a população de seu território foi essencial, pelo fato de que os profissionais puderam por em prática ações de promoção e prevenção de saúde, assim como, os usuários puderam participar de forma ativa nas decisões sobre a terapêutica aplicada. O estabelecimento de vínculo permite que o outro possa usufruir da sua condição de sujeito ativo nas decisões acerca da sua vida. Torna-se um dispositivo potencializado pelo encontro de trabalhadores e usuários, favorecendo a troca de experiências e possibilitando a construção de ações terapêuticas. Logo, a população, partir do apoio que recebem do ACS, terão múltiplas possibilidades para superação dos seus problemas, bem como na amplitude decisória para suas práticas saudáveis.
ACS; ESF; Promoção da Saúde.
Janaina Martins Lopes, Tiago Aparecido da Silva, Amarilis Biasi de Toledo Piza, Bruna Fernanda Cavalcante