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Eventos com múltiplas vítimas configuram situações críticas que demandam resposta rápida, organização dos serviços de saúde e atuação integrada da Rede de Atenção à Saúde. Na região da Zona Norte, caracterizada por alta densidade populacional e elevada demanda assistencial, emergências coletivas representam um desafio significativo para Unidades Básicas de Saúde (UBS), Unidades de Pronto Atendimento (UPA), Pronto-Socorro (PS), Assistências Médicas Ambulatoriais (AMA) e Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). Historicamente, não havia na região uma capacitação estruturada e específica voltada ao atendimento a múltiplas vítimas, o que limitava o preparo das equipes frente a cenários de catástrofe. Essa lacuna evidenciava fragilidades na organização dos fluxos, na definição de papéis e na integração entre os serviços. Diante desse contexto, tornou-se necessária a implementação de ações educativas que qualificassem e validassem os profissionais, preparando-os para atuação segura, organizada e integrada, fortalecendo a capacidade de resposta do Sistema Único de Saúde (SUS) frente a eventos de grande magnitude.
Capacitar profissionais das Unidades Básicas de Saúde (UBS), Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), Pronto-Socorro (PS), Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e Assistências Médicas Ambulatoriais (AMA) da região da Zona Norte para atuação qualificada em situações de múltiplas vítimas. A capacitação teve como foco o alinhamento de protocolos assistenciais, a integração entre os diferentes pontos da Rede de Atenção à Saúde e o fortalecimento da resposta organizada frente a eventos de emergência coletiva e catástrofes, contribuindo para maior segurança assistencial, comunicação efetiva entre serviços e redução de improvisos em cenários críticos.
Relato de experiência de uma capacitação teórico-prática realizada de forma contínua desde 2023. Em 2025, a capacitação envolveu profissionais de 17 Unidades Básicas de Saúde, 2 Centros de Atenção Psicossocial, 1 Pronto-Socorro, 1 Unidade de Pronto Atendimento e 3 Assistências Médicas Ambulatoriais da Zona Norte. As atividades incluíram momentos teóricos realizados na própria unidade, com abordagem de protocolos, fluxos assistenciais e discussão de cenários, além de atividades práticas desenvolvidas nas próprias unidades, com estudo de casos, simulações e reconhecimento dos fluxos internos e áreas estratégicas. Houve a preocupação em contar com facilitadores capacitados e certificados em atendimento em rodovias e situações de catástrofe, garantindo maior autoridade técnica, segurança e qualidade no processo de capacitação.
No ano de 2025, foram capacitados 846 profissionais da Rede de Atenção à Saúde da Zona Norte. Observou-se ampliação do conhecimento técnico relacionado ao atendimento a múltiplas vítimas, maior alinhamento dos protocolos assistenciais e fortalecimento da comunicação entre os serviços. Os participantes demonstraram maior segurança para atuação em situações de emergência coletiva, com melhor compreensão dos fluxos, definição de papéis e organização da resposta assistencial. A capacitação contribuiu para reduzir fragilidades previamente identificadas, promovendo integração entre os diferentes pontos da rede e fortalecendo a capacidade de resposta frente a eventos de catástrofe.
A capacitação em atendimento a múltiplas vítimas na Zona Norte mostrou-se uma experiência exitosa ao qualificar e validar profissionais da Rede de Atenção à Saúde, fortalecer a integração entre os serviços e aprimorar a organização assistencial frente a emergências coletivas. A iniciativa contribuiu para preparar os profissionais para possíveis eventos de catástrofe, reduzindo improvisos e promovendo respostas mais seguras e coordenadas. Evidencia-se o papel da educação permanente em saúde como estratégia essencial para o fortalecimento do SUS, com potencial de replicabilidade em outros territórios e contextos assistenciais.
Emergências; Múltiplas vítimas; Educação em saúde;
ANA PAULA RODRIGUES SOBRINHO, DEBORA DE SOUSA, ALDIRENE MARTINS DOS SANTOS, RODRIGO LUIS CARVALHO DE CASSIA