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A dor torácica aguda representa um dos principais motivos de atendimento em unidades de pronto atendimento (UPAs), exigindo resposta rápida e precisa para garantir o diagnóstico e tratamento adequados, especialmente em casos de eventos cardíacos potencialmente fatais. Nesse contexto, os protocolos de dor torácica surgem como ferramentas essenciais para a padronização e otimização do atendimento, visando reduzir o tempo de resposta e melhorar os resultados clínicos dos pacientes. Estudos demonstram que a implementação de protocolos por si só não é suficiente para garantir a efetividade do atendimento. Fatores como a familiaridade da equipe com os protocolos, a comunicação interprofissional e a sensibilização para a importância do tempo podem influenciar significativamente o desempenho dos protocolos [1,2].
Objetivo Geral Analisar o impacto do treinamento e da sensibilização para a importância dos tempos dos protocolos de dor torácica na melhora dos scores de tempo na UPA Vera Cruz, comparando os resultados antes e após a intervenção. Objetivos Específicos Identificar os scores de tempo dos protocolos de dor torácica na UPA Vera Cruz antes da intervenção. Implementar um programa de treinamento e sensibilização para a importância dos tempos dos protocolos de dor torácica. Comparar os scores de tempo antes e após a intervenção, utilizando testes estatísticos adequados. Analisar a percepção da equipe sobre a importância dos tempos dos protocolos de dor torácica após a intervenção.
Objetivo: Analisar o impacto do treinamento e da sensibilização para a importância dos tempos dos protocolos de dor torácica, comparando quantitativamente a melhora ou piora dos scores de tempo antes e após a intervenção. Delineamento: Estudo de corte retrospectivo, com análise de dados de prontuários de pacientes com dor torácica atendidos na UPA Vera Cruz em dois períodos: Período 1: Três meses antes do treinamento (retrospectivo) nos meses de março, abril e maio. Período 2: Três meses após o treinamento nos meses de julho, agosto e setembro. População: Pacientes de protocolos de dor torácica atendidos na UPA Vera Cruz durante os períodos pré-definidos. Critérios de Inclusão: Maior de 18 anos Abertura de protocolos de dor torácica Prontuário médico completo com registro dos tempos dos protocolos de dor torácica Critério de Exclusão: Outras causas de dor torácica não relacionadas a eventos cardíacos Coleta de Dados: Revisão de prontuários médicos eletrônicos da UPA Vera Cruz. Coleta de dados específicos relacionados aos tempos dos protocolos de dor torácica, incluindo: Tempo de porta para ECG Tempo de porta para agulha (TNK) medicação Análise de Dados: Análise descritiva dos dados coletados, incluindo médias e medianas. Comparação quantitativa dos scores de tempo entre os períodos pré e pós-treinamento, utilizando testes estatísticos adequados. Análise de subgrupos para identificar possíveis variáveis que influenciam o impacto do treinamento no tempo dos protocolos.
A implementação do programa de capacitação e sensibilização sobre os tempos dos protocolos de dor torácica na UPA Vera Cruz revelou resultados significativos. A seguir, são apresentados os principais achados da análise comparativa dos scores de tempo antes e após a intervenção: Melhoria nos Tempos de Porta para ECG: Período Pré-Intervenção: A média do tempo de porta para ECG era de 15 minutos. Período Pós-Intervenção: Após o treinamento, a média reduziu para 9 minutos, indicando uma melhora significativa de 60% no tempo de resposta. Redução no Tempo de Porta para Agulha (TNK): Período Pré-Intervenção: O tempo de porta para agulha era de até 30 minutos (administração de TNK), superado em 4 IAMs. Período Pós-Intervenção: Este foi reduzido para menos de 30 minutos no único IAM que tivemos na unidade, sem casos acima de 30 minutos. Impacto na Percepção da Equipe: Pesquisa de Opinião: Após a intervenção, 78% dos profissionais relataram maior conscientização sobre a importância dos tempos dos protocolos de dor torácica. Satisfação com o Treinamento: 98% dos participantes do treinamento avaliaram positivamente o conteúdo e a metodologia aplicada, destacando a relevância e aplicabilidade prática.
A implementação do programa de capacitação e sensibilização sobre os tempos dos protocolos de dor torácica na UPA Vera Cruz revelou resultados significativos. Os principais achados incluem:Melhoria nos Tempos de Porta ECG: A média reduziu de 15 minutos no período pré- intervenção para 9 minutos pós-intervenção, uma melhoria de 60%.Redução no Tempo de Porta para Agulha (TNK): No período pré-intervenção, o tempo era de até 30 minutos, superado em 4 IAMs. Pós-intervenção, nenhum caso ultrapassou 30 minutos.Impacto na Percepção da Equipe: 78% dos profissionais relataram maior conscientização sobre a importância dos tempos dos protocolos e 98% avaliaram positivamente o treinamento. Os resultados preliminares deste estudo indicam que a capacitação e sensibilização dos profissionais de saúde sobre os tempos dos protocolos de dor torácica na UPA Vera Cruz podem melhorar significativamente os tempos de resposta para procedimentos críticos e aumentar a conscientização sobre a importância desses tempos. No entanto, conclusões mais definitivas requerem a continuidade da coleta de dados e análises mais detalhadas. Programas contínuos de treinamento são essenciais para garantir a melhoria contínua na qualidade da assistência ao paciente.
Protocolo;dor torácica;treinamento;sensibilização
CÁSSIO DOS SANTOS PINTO, RONY COELHO DE SOUZA, WALTER DOMINGOS SHIOTA, WALTER DOMINGOS SHIOTA