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Pacientes com patologias crônicas, como doenças musculoesqueléticas e neurológicas, necessitam de acompanhamento contínuo para manutenção da funcionalidade e prevenção de complicações. A criação de estratégias que facilitem o acesso à reabilitação é essencial para reduzir filas em centros especializados (CER), melhorar a qualidade de vida dos pacientes e otimizar o uso dos serviços de saúde. No contexto da atenção básica, a utilização de tecnologias digitais, como sistemas informatizados de gestão em saúde e ferramentas de comunicação, podem facilitar a identificação, acompanhamento e reabilitação de pacientes crônicos, otimizando os recursos disponíveis e melhorando a qualidade dos serviços. O desenvolvimento de grupos terapêuticos no nível primário de atenção oferece uma alternativa viável e eficiente para suprir essa demanda. O tempo de espera para vagas no CER é frequentemente prolongado, dificultando o acesso dos pacientes a tratamentos adequados e comprometendo a evolução clínica dos casos crônicos. Essa realidade reforça a necessidade de reorganização da assistência por meio de estratégias que possibilitem a manutenção e a reabilitação desses pacientes. Nesse cenário, a utilização de sistemas digitais, como o SIGA, permite a busca ativa e a triagem mais eficiente desses pacientes. Além disso, o uso de ferramentas de comunicação facilitam o contato com os pacientes, garantindo maior adesão ao programa e promovendo a continuidade do cuidado de forma ágil e acessível.
O objetivo principal foi realizar a manutenção e o acompanhamento de pacientes crônicos na Unidade Básica de Saúde (UBS) com modelo Tradicional por meio de grupos terapêuticos de reabilitação, utilizando tecnologias digitais para facilitar a captação e o monitoramento dos pacientes, contribuindo para a redução das filas de espera nos Centros Especializados de Reabilitação (CER) e promovendo a melhora da qualidade de vida dos participantes e a continuidade na assistência.
A metodologia adotada consistiu em busca ativa de pacientes utilizando o sistema SIGA, pela fila de espera da regulação. Inicialmente foi feita a avaliação da posição dos pacientes na fila para centros de reabilitação e, posteriormente, por se tratar de uma UBS com modelo tradicional o contato foi facilitado pelo uso de WhatsApp e telefone institucional, garantindo uma comunicação mais rápida e direta com os pacientes. Após a avaliação pela equipe de reabilitação da UBS composta por Fisioterapeuta e Educador Físico, foram aplicados critérios de inclusão, como: Diagnóstico de patologias crônicas compatíveis com a reabilitação em grupo. Possibilidade de participação nas atividades propostas. Histórico de reabilitação prévia e indicação para manutenção da função motora. Após a triagem, 13 pacientes foram selecionados e inseridos no grupo de reabilitação intensiva. As atividades focaram na manutenção da marcha, equilíbrio, otimização da força muscular global e amplitude da mobilidade articular, previamente avaliados em consulta com uso de testes específicos.
Entre os 13 pacientes inseridos no grupo de reabilitação intensiva, seis atingiram plenamente os objetivos estabelecidos, apresentando evolução significativa nos seguintes aspectos: Manutenção da marcha e do equilíbrio. Melhora na força muscular global. Aumento da amplitude de movimento. O uso das tecnologias digitais agilizou o processo de captação e comunicação, garantindo maior adesão e continuidade no acompanhamento dos pacientes. Esses resultados demonstram que a integração de recursos tecnológicos com as atividades de reabilitação intensiva potencializa a eficácia do atendimento e contribui para a redução da demanda nos serviços especializados.
A implementação de grupos de reabilitação para pacientes crônicos na atenção básica, associada ao uso de tecnologias digitais, mostrou-se uma estratégia viável e eficaz para a manutenção da funcionalidade e redução das filas em centros especializados de reabilitação. O uso do sistema SIGA para busca ativa e o contato direto por WhatsApp e telefone facilitaram a comunicação, promovendo maior adesão ao tratamento. Assim, iniciativas semelhantes podem ser replicadas e ampliadas, potencializando o impacto das tecnologias na gestão de recursos e na melhoria da qualidade de vida dos pacientes atendidos na rede pública de saúde.
Reabilitação tecnologias digitais grupos
IANI DOS SANTOS LIPPI, AERLON BEZERRA MENDONÇA, FLÁVIA CARRASCOSA DA SILVA