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O Grupo Carpe Diem existente na USAFA Guilhermina, iniciou seus trabalhos, em novembro/2022. Desde então, já se formaram 3 turmas, contando com 37 participantes do projeto. A iniciativa veio após uma reunião de equipe que foi discutido a grande demanda de pessoas em sofrimento mental. Então surgiu a proposta da construção deste grupo de para mudar o foco de atendimento individualizado e da medicalização do sofrimento para uma prática integrativa focando no diálogo, relato de troca de experiências e direcionadas para outras práticas de bem-estar. OBJETIVOS: 1. Dar voz aos pacientes com sofrimento mental leve, em ambiente seguro, fora do consultório onde podem compartilhar experiências /vivências de seus anseios e dor e da alma 2. Proporcionar educação em saúde, quanto as práticas Integrativas (meditação, respiração, alongamento, alimentação que beneficiam a saúde mental, roda de terapia comunitária, terapia em grupo). Trazendo proposta de melhor bem-estar, otimizando assim fala obtida em consultório. 3. Direcionar olhar do paciente, além de sua própria dor, com intuito de proporcionar esperança e leveza em seu cotidiano.
1. Dar voz aos pacientes com sofrimento mental leve, em ambiente seguro, fora do consultório onde podem compartilhar experiências /vivências de seus anseios e dor e da alma 2. Proporcionar educação em saúde, quanto as práticas Integrativas (meditação, respiração, alongamento, alimentação que beneficiam a saúde mental, roda de terapia comunitária, terapia em grupo). Trazendo proposta de melhor bem-estar, otimizando assim fala obtida em consultório. 3. Direcionar olhar do paciente, além de sua própria dor, com intuito de proporcionar esperança e leveza em seu cotidiano.
Utilizando metodologia qualitativa, realizamos a captação de pacientes de saúde mental (sofrimento leve), cadastrados pela unidade, selecionados em consultório médico e/ou de enfermagem, não ocorrendo discriminação quanto idade/sexo. Prioriza-se o máximo de 10 pessoas em cada turma . Essas atividades são executadas pelos profissionais: Médico, Enfermeiro, Dentista, Agente Comunitário de Saúde), Psicólogo (NASF ou Secretaria Saúde). A incorporação de práticas integrativas, como meditação, respiração consciente e alimentação saudável, desempenha um papel crucial no fortalecimento do bem-estar emocional e na promoção da saúde. Estas práticas, muitas vezes agrupadas em programas coletivos, podem oferecer benefícios significativos para indivíduos que enfrentam sofrimentos mentais, como descrito abaixo: 1. Meditação e a respiração consciente têm sido associadas à redução do estresse e da ansiedade. 2. Alimentação saudável é um componente essencial da saúde mental. Em grupos, a promoção da alimentação consciente não apenas incentiva escolhas nutricionais equilibradas, mas também destaca a relação entre o corpo e a mente. 3. Roda de conversa terapêutica. Essas práticas formam um ambiente de apoio, permitindo que os participantes compartilhem experiências , capacitando a incorporar essas práticas em suas rotinas diárias; cria-se uma base sólida para a manutenção da saúde mental a longo prazo, e são mais acessíveis do que abordagens individuais.
Durante a realização das atividades, com os profissionais envolvidos, foi observado que os participantes, sempre demonstraram muita disposição em sua maioria, quanto a participação de cada proposta semanal, trazendo suas vivências para com os envolvidos. Também observado uma expressiva diminuição dos mesmos, quanto a frequência nos consultórios. Existe também, relatos dos próprios, quanto a mudanças observadas em seu cotidiano (resiliência e autonomia). A educação em saúde pode efetivar mudanças do comportamento e da subjetividade de agrupamentos, ao ampliar a intervenção das pessoas sobre sua própria realidade, modificando seu contexto de vida (CAMPOS, 2007).
A implementação de práticas integrativas em grupos é uma estratégia valiosa para abordar o sofrimento mental de maneira abrangente. Ao enfocar não apenas os sintomas, mas também a promoção do bem-estar geral, essas abordagens oferecem um caminho sustentável para a saúde mental com impacto positivo na vida diária dos participantes, criando laços entre os participantes, onde eles encontram apoio e incentivo, fortalecendo os objetivos propostos ao longo dos encontros do grupo, também reduzindo a frequência dos participantes em consultório com a demanda de sofrimento mental.
Saúde Mental, Práticas Integrativas, Bem-estar.
Noemi Pimentel Dias dos Santos, Clovis Colares de Castro Filho, Michele Akemi Lopes Yoshizaki