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O Centro de Operações de Emergência em Saúde (COE) de Franco da Rocha foi instituído para acompanhar a situação epidemiológica das principais doenças transmissíveis e de alerta nacional. Sua importância para o SUS municipal reside na capacidade de planejar, coordenar e executar ações de resposta a situações de emergência, calamidade pública, desastres naturais e outras ocorrências que demandem intervenção imediata do poder público. Iniciada em janeiro de 2025, a experiência integra as diversas diretorias da Secretaria Municipal de Saúde, envolvendo gestores, técnicos e profissionais da linha de frente. A justificativa para sua implementação pauta-se na necessidade de superar o modelo de gestão isolada, garantindo que o município tenha uma estrutura técnica integrada capaz de antecipar riscos e mitigar impactos sanitários de forma eficiente e transparente, fortalecendo a autoridade sanitária local.
O propósito da experiência é coordenar a mobilização de recursos humanos, materiais e logísticos para garantir uma resposta rápida e eficaz às situações de emergência em saúde, endemias, epidemias e situações que possam gerar catástrofes. Entre os objetivos específicos, destacam-se: garantir a comunicação eficiente entre as diversas diretorias, órgãos envolvidos, população e mídia; atuar em parceria estratégica com órgãos estaduais e federais em situações de grande magnitude; e elaborar relatórios técnicos detalhados sobre as ações realizadas. Busca-se assegurar a transparência total das atividades do COE e a eficácia das intervenções, visando o controle de endemias e a preparação para agravos sazonais.
A experiência vem sendo desenvolvida através da institucionalização de reuniões ordinárias a cada 15 dias e encontros extraordinários sempre que a situação epidemiológica exige, como observado a partir de Janeiro de 2025 com o risco epidemiológico de Dengue principalmente levando em conta a situação do ano anterior onde tivemos situação de emergência no Estado de São Paulo inteiro. As atividades integram todas as diretorias da Secretaria Municipal de Saúde de Franco da Rocha, promovendo uma atuação intersetorial. No decorrer do ano de 2025, foram realizados mais de 25 encontros técnicos. A metodologia baseia-se no monitoramento sistemático de indicadores, discussão de temas críticos como Dengue, SRAG e Tuberculose, e a pactuação de fluxos de resposta. O COE atua na articulação logística para distribuição de insumos e na organização das equipes de campo, garantindo que as decisões técnicas sejam traduzidas em ações operacionais imediatas nos serviços de saúde e no território. apresenta um cenário complexo, caracterizado por altos riscos socioambientais, saneamento em fase de expansão e uma forte presença do sistema carcerário. A cidade enfrenta vulnerabilidade ligada a eventos climáticos, com histórico de enchentes e deslizamentos, além de lidar com a superpopulação nas unidades prisionais locais.
A experiência consolidou-se como um marco na gestão pública ao transformar a resposta a crises em uma estratégia de governança integrada. Quantitativamente, a realização de mais de 25 encontros em 2025 superou a previsão ordinária, indicando alta capacidade de mobilização. Qualitativamente, alcançou-se a unificação das diretorias da Saúde, permitindo que a mobilização de recursos humanos e logísticos ocorresse de forma imediata. O planejamento iniciado para a contenção da Dengue serviu de alicerce para o monitoramento de outros agravos, como SRAG e Tuberculose. O resultado mais significativo foi a sustentabilidade das ações com programação para 2026, transformando o COE de um grupo de reação em uma estrutura de inteligência. Para a população, isso se traduziu em um atendimento organizado e menor incerteza diante de surtos sazonais; para a gestão, resultou em uma máquina pública mais resiliente e transparente.
A atuação do COE em Franco da Rocha revela que a gestão de emergências evoluiu de uma resposta reativa para uma cultura de prontidão estratégica. A principal reflexão deste processo é que a vigilância epidemiológica não deve ser isolada; ela depende da integração entre logística, assistência e comunicação. A manutenção de reuniões periódicas criou um músculo institucional capaz de suportar pressões sazonais sem colapsar o sistema local. A conclusão é que a agilidade na mobilização de recursos e a padronização de documentos salvaram vidas ao antecipar riscos dados comparativos sucintos talvez?. Para o futuro, a expectativa é a consolidação deste modelo em 2026, com o desafio de manter o engajamento das equipes e aprimorar o uso de dados preditivos, bem como expandir a colaboração intersetorial entre Saúde, Defesa Civil, e as secretarias de Educação e Segurança Pública. O COE reafirma-se como núcleo de inteligência da saúde municipal, garantindo resiliência frente a novos desafios sanitários ou desastres naturais.
Emergências, vigilância epidemiológica, gestão
JULIANA ARANTES MANHA, NATALIA GOMES DE MATTOS