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A OMS estima que, a cada ano, mais de 700 mil pessoas morrem por suicídio, sendo 77% em países de baixa e média renda. O suicídio é a quarta causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos, com 20 tentativas para cada caso consumado. No Brasil, em 2022, 16.468 óbitos foram registrados. Ubatuba, com 92.981 habitantes (IBGE, 2022), registrou 50 suicídios e 494 notificações de violência autoprovocada entre 2018 e 2024, com predominância de jovens de 15 a 34 anos, incluindo suicídios de indígenas. Trata-se de um fenômeno social crescente e com possíveis prejuízos transgeracionais, ainda cercado de estigmas e dúvidas. Esses números motivaram intervenções com uma nova abordagem, adotando uma estratégia de ações processuais e sequenciais. O Núcleo de Educação Permanente em Saúde (NEPS), em parceria com a Vigilância Epidemiológica, CAPS IJ, sociedade civil, intersetorialidade (Conselhos Municipais, Conselho Tutelar, ONG’s) e Secretaria de Educação, trabalhou a temática de forma eficaz, utilizando documentários e técnicas de intervenção adequadas a cada área, com ações contínuas, sequenciais e pontuais.
Relatar a Implantação do CINEVIDA no município de Ubatuba, evento com abrangência intersetorial, com encontros sequenciais e ações contínuas, de maneira a levar técnicas de manejo, reconhecimento de sinais, preenchimento de ficha de notificação compulsória de violência autoprovocada, técnicas de acolhimento e abordagens eficazes para pessoas com ideação suicida.
Após deliberação com a gestão da Secretaria Municipal de Saúde, desenhamos a estratégia, que teria a sua abertura oficial no Teatro Municipal, com os professores e demais servidores da secretaria de educação, assim como os ACS e servidores da Secretaria de Saúde, o convite foi feito para os Conselhos Municipais, OAB, Ministério Público, Santa Casa, Conselho Tutelar e demais atores da rede. O evento teve a exibição de Documentário, depoimentos gravados, música, abordagem de uma psicóloga suicidóloga, membro da Sociedade Civil, que nos trouxe valorosa contribuição, técnicas de abordagem ao paciente suicida com a psiquiatra da infância, atuante no CAPS IJ e explanação do quadro epidemiológico do município, apresentado pelo NEPS. Utilizamos o aplicativo Mentimeter, onde os participantes puderam responder questões em tempo real, com projeção dinâmica no telão, conferindo interatividade e ampla participação social. O mesmo evento foi reapresentado para os trabalhadores administrativos dos serviços de saúde , seguimos no processo de disseminação de saberes, realizamos oficina com os professores da rede municipal, para o preenchimento da ficha de notificação de violência autoprovocada, que também teve apresentação híbrida, tivemos novamente a participação da Psicóloga suicidóloga, contribuindo para o fortalecimento dessa rede em prol da vida. Encerramos o primeiro dia no Teatro com apresentação de uma bailarina, também membro da sociedade civil, conferindo leveza ao evento.
O evento, que teve seu início no Teatro teve uma participação maciça da rede intersetorial, consideramos um ganho imensurável a parceria com todos os participantes, principalmente os servidores da rede municipal de educação, a apresentação gráfica da série histórica dos suicídios no município trouxe uma reflexão coletiva de que a responsabilidade social sobre a prevenção do suicídio não trata-se de uma ação isolada, ou delegada apenas à Secretaria de Saúde, os tristes números despertaram a consciência de que trata-se de uma questão de manejo coletivo, onde toda a sociedade precisa estar engajada nessa luta. Estender as apresentações para as reuniões dos trabalhadores administrativos dos serviços de saúde também foi positivo, no sentido de humanizar o acolhimento ao paciente que busca as unidades de saúde, os servidores sentiram-se parte da construção de pontes que conectam as pessoas em sofrimento psíquico à redes de apoio, essa percepção humanizou o olhar do nossos profissionais que recebem esses pacientes. A sequência foi a oficina com os professores, e eles aprenderam a preencher o SINAN, passo a passo, e as notificações tiveram aumento após a oficina, que foi híbrida. O NEPS criou um QR Code que é exibido em todas as apresentações, onde os participantes são direcionados ao Google Drive com materiais da USP, Ministério da Saúde, Documentários, Filmes e até uma playlist do Spotify, e essa estratégia foi muito bem recebida. Seguimos disseminando ações…Agenda cheia !
O evento, iniciado no Teatro, marcou um momento importante de reflexão e união, com a presença expressiva da rede intersetorial. A parceria com todos os participantes, especialmente os servidores da rede municipal de educação, foi um ganho imensurável, consolidando o compromisso coletivo com a prevenção do suicídio. A apresentação gráfica da série histórica dos suicídios no município despertou uma consciência comum de que a responsabilidade social nessa área não é tarefa isolada, mas um esforço coletivo que envolve todos os setores da sociedade. Os números, dolorosos e urgentes, alertaram para a necessidade de uma abordagem colaborativa, onde cada ator tem um papel vital. A inclusão dos trabalhadores administrativos dos serviços de saúde nas apresentações foi um passo fundamental para humanizar o acolhimento aos pacientes. Sentir-se parte da construção de pontes que conectam as pessoas ao apoio psicossocial fortaleceu o olhar dos profissionais. A oficina com os professores foi um marco, com o aumento das notificações após a capacitação. A inovação do QR Code, que direciona para materiais educativos, também se mostrou eficaz e bem recebida. E a caminhada segue…
Setembro Amarelo, Suicidio, Intersetorialidade
MARIA OLIVIA PIMENTEL SAMERSLA, AMÁLIA ROCHA BARROS VIEIRA, ALYNE CHRISTINA BITTENCOURT AMBROGI COLI, SÍLVIA MARIA TENÓRIO DA SILVA, SIMONE BRITO DOS SANTOS MARCONDES, ROGÉRIO CARVALHO DE OLIVEIRA, ALESSANDRA REGINA DE SOUSA SANTOS, MARCELA PELLEGRINO RODRIGUES, VICENTE PAULO NUNES ARAÚJO, JOSEMÉIA GOMES TEIXEIRA PRADO, JULIANA PICOLI SANTIAGO, KELVIN RANIERI ABREU DA SILVA, LUIZ CLAUDIO MARTINS DE ALCANTARA, LUKAS GOMES DE CAMPOS, RAUL DE OLIVEIRA BARBOSA