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O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um distúrbio neurodesenvolvimental caracterizado por dificuldades na comunicação, interação social e comportamentos repetitivos. O diagnóstico, geralmente feito na infância por avaliação clínica, é essencial para intervenções precoces, melhorando o desenvolvimento e qualidade de vida da criança. No entanto, o impacto do TEA se estende às mães, que assumem papel central no cuidado e enfrentam desafios como exaustão emocional, dificuldade no autocuidado e sobrecarga nas tarefas diárias (Arruda, 2020; Zanatta, 2024). Esses fatores podem comprometer sua saúde mental, afetando o bem-estar familiar. Para mitigar esses desafios, é essencial oferecer suporte às mães, promovendo sua saúde física e mental (Mokarin, 2023). A criação de um espaço acolhedor para troca de experiências, acesso a informações e atividades de autocuidado pode beneficiar tanto as mães quanto seus filhos. O fortalecimento do vínculo entre mães e equipe multiprofissional também é essencial para redes de apoio eficazes. Este projeto busca preencher essa lacuna, fornecendo informação, suporte emocional e ferramentas para lidar com os desafios diários com mais segurança e qualidade de vida.
Este estudo busca oferecer suporte emocional a pais e cuidadores de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), criando um ambiente acolhedor que reduza o impacto emocional do cuidado diário. Também visa disseminar conhecimento cientificamente embasado, auxiliando na compreensão do transtorno e na adoção de estratégias eficazes para o manejo dos desafios cotidianos. Além disso, promove práticas de autocuidado, incentivando o bem-estar físico e emocional das mães, prevenindo doenças associadas ao estresse e sobrecarga. As crianças terão espaço para interação social, permitindo a participação ativa das mães nas atividades. O fortalecimento do vínculo entre as famílias e a equipe multiprofissional também é um objetivo essencial, garantindo um acompanhamento mais integrado. Por fim, o estudo busca reduzir o estigma e preconceitos sobre o TEA, promovendo uma sociedade mais inclusiva e respeitosa.
O estudo foi realizado em Bragança Paulista/SP, tendo como público-alvo pais e cuidadores de crianças diagnosticadas com TEA. A seleção ocorreu por meio de divulgação em unidades de saúde, cartazes e redes sociais. 1. Local e Período de Execução Os encontros semanais ocorreram na ESF São Francisco de Assis – Unidade Escola, com participação de alunos da Universidade São Francisco (USF) e equipe multiprofissional. 2. Atividades e Intervenções Foram abordados temas como nutrição, saúde bucal, manejo emocional e autocuidado. As intervenções incluem palestras educativas e oficinas de artesanato e empreendedorismo, estimulando independência financeira e criatividade. 3. Inclusão e Acolhimento Os encontros contam com um espaço lúdico para crianças, com brinquedos arrecadados e supervisão de alunos do projeto, permitindo interação segura enquanto as mães participam das atividades. 4. Capacitação da Equipe Antes do início, alunos e profissionais participam de capacitação sobre TEA e acolhimento, promovendo uma abordagem humanizada e eficaz. 5. Aspectos Éticos O estudo seguiu a Resolução nº 466/12 do CNS. A participação foi voluntária, mediante assinatura do TCLE, garantindo sigilo e confidencialidade das informações coletadas.
Este estudo demonstrou impacto positivo na qualidade de vida dos pais e cuidadores de crianças com TEA, promovendo suporte emocional, bem-estar e autonomia. 1. Suporte Emocional e Educacional A troca de experiências fortalece redes de apoio, reduzindo o isolamento e facilitando estratégias para desafios diários. 2. Qualidade de Vida e Hábitos Saudáveis Palestras e oficinas sobre nutrição, saúde bucal e manejo emocional aumentaram a conscientização sobre autocuidado e prevenção de doenças relacionadas ao estresse. 3. Interação Social O espaço lúdico para crianças garantiu a participação ativa das mães e cuidadores e contribuiu para o desenvolvimento infantil. 4. Empoderamento e Independência Financeira As oficinas de artesanato e empreendedorismo estimularam a autonomia e a geração de renda, promovendo maior segurança econômica. 5. Integração com a Equipe Multiprofissional A interação com profissionais de saúde resultou em um atendimento mais humanizado e na adesão aos serviços de saúde. 6. Sensibilização sobre o TEA A capacitação de alunos e profissionais ampliou o conhecimento sobre TEA, favorecendo um acolhimento mais empático. 7. Efeitos a Longo Prazo O projeto demonstrou potencial como modelo para futuras iniciativas, promovendo melhorias sustentáveis na qualidade de vida das famílias.
Os resultados deste estudo evidenciam a importância de oferecer suporte integral às mães de crianças com TEA, promovendo seu bem-estar emocional e físico. A criação de espaços de acolhimento e a disseminação de informações científicas são fundamentais para melhorar a qualidade de vida dessas mulheres e de suas famílias. Além disso, a interação social das crianças contribui para seu desenvolvimento, permitindo que as mães se envolvam plenamente nas atividades. A integração entre famílias e equipe multiprofissional se mostrou essencial para a construção de redes de apoio mais eficazes. O projeto também demonstrou potencial para reduzir preconceitos sobre o TEA, promovendo uma sociedade mais empática e inclusiva. Dessa forma, espera-se que iniciativas semelhantes sejam ampliadas, garantindo um impacto positivo e duradouro na vida das mães, crianças e da comunidade como um todo.
Autismo, Autocuidado, Pais e Cuidadores, Saúde.
MAIARA MIRELLA DOS SANTOS MAIA, DEBÓRA MAGRINI BARATELLA ASSIS, JULIANA GUEDES DA ROSA, MAYARA IDALINA DE ANDRADE, MIRNA YAMAZATO KODA, RODINEI VIEIRA VELOSO, TÂNIA REGINA DE OLIVEIRA, CARMEM SILVIA GUARIENTE, LISAMARA DIAS DE OLIVEIRA NEGRINI, ROSICLÉIA BENDER FERREIRA FRANCHI, DANIELA FERNANDES GUSMÃO