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O Tabagismo é reconhecido como uma Doença Crônica Não Transmissível (DCNT), que causa dependência física, psicológica e comportamental e configura a maior causa evitável isolada de mortes precoces em todo o mundo. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o tabagismo é uma doença infanto-juvenil, e alguns dos fatores que podem levar os jovens a fumar são: curiosidade pelo produto, imitação de adultos, necessidade de autoafirmação, encorajamento da propaganda. Em razão do seu modo de ser e das suas formas de se comportar, os adolescentes tornam-se mais vulneráveis às estratégias da indústria tabagista e à publicidade (Brasil, 2018). Um hábito crescente, sobretudo entre os jovens entre 13 e 19 anos, o uso do narguilé e de cigarro eletrônico representam um grande perigo à saúde. Estudo coordenado pela professora Deborah Carvalho Malta, do Departamento de Enfermagem Materno-infantil e Saúde Pública da Escola de Enfermagem, da Faculdade Federal de Minas Gerais, revela que a prevalência de experimentação de narguilé no Brasil foi de 26,9%. Seu consumo é mais elevado no Paraná (52,4%), seguido do Distrito Federal (50,6%), Mato Grosso do Sul (48,9%) e São Paulo (45,9%.). Em relação ao cigarro eletrônico, 16,8% dos adolescentes do Brasil experimentaram essa substância alguma vez na vida. Distrito Federal, Paraná e Mato Grosso do Sul são, nessa ordem, as unidades da federação com maior prevalência, com 30,8%, 27,6% e 25,2%.
Fazer uma extensão do trabalho realizado na UBS INOCOOP para pessoas que desejam parar de fumar através da conscientização sobre os malefícios causados pelo uso de Narguilé e de Cigarro Eletrônico entre os adolescentes da Escola Estadual Inocoop II, na tentativa de diminuir seu consumo e futuramente as doenças associadas ao tabagismo. Assim, visamos a melhoria da qualidade de vida da população, propondo um olhar que vai além do tratamento de doenças. A promoção da saúde e os trabalhos de prevenção são de extrema importância para o SUS e para a Saúde Pública como um todo.
Realização de palestras e de rodas de conversas sobre Tabagismo, Narguilé e Cigarro Eletrônico.
Os adolescentes foram participativos e trouxeram várias questões além das propostas. Foram discutidos a legalidade das drogas, a arrecadação de impostos das drogas lícitas e o rendimento escolar de adolescentes usuários de drogas. Tivemos também os relatos do impacto do uso de cigarros na estrutura familiar e de como acontece a transformação deste ambiente quando os indivíduos adoecem.
Segundo a OMS, os estudos apontam que até 2030 serão 10 mil mortes ao ano em decorrência do Tabagismo. É importante intensificar as ações de combate ao Tabagismo e investir nos trabalhos voltados para conscientização dos adolescentes e nos programas de promoção de saúde para o reduzir o número de fumantes.
Adolescentes – Conscientização – Tabagismo
FÁBIO SOARES SILVA, MALU MIDORI NAKAO DOS SANTOS