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A dengue segue como um grande desafio de saúde pública no Brasil, demandando estratégias eficazes para seu controle. O Monitoramento Integrado do Aedes se destaca como uma metodologia inovadora, reduzindo a transmissão da doença por meio de armadilhas em áreas estratégicas. Em 2024, Ituverava/SP adotou essa iniciativa como parte de sua vigilância epidemiológica, abrangendo todo o município e distritos com 37.571 habitantes (IBGE, 2022). A estratégia considerou a ocorrência de casos autóctones, índices de infestação do mosquito e densidade populacional, contando com o trabalho dos agentes de endemias e da população. O monitoramento permitiu identificar precocemente focos do Aedes aegypti, viabilizando respostas rápidas para eliminação de criadouros e aplicação de medidas corretivas. Além disso, as armadilhas auxiliaram na mensuração dos níveis de infestação, orientando ações preventivas baseadas em dados concretos. Como resultado, Ituverava registrou 63 casos positivos de dengue em 2024 (NIES, 2025), um número significativamente menor que o de municípios paulistas com perfis epidemiológicos semelhantes. O sucesso da iniciativa evidencia a importância da vigilância ativa e da prevenção na gestão pública. A redução da infestação e o controle da transmissão reforçam o papel da tecnologia e do engajamento comunitário, tornando-se um modelo eficaz para outras cidades enfrentarem desafios semelhantes.
Reduzir a incidência de casos de dengue em Ituverava e distritos adjacentes; Monitorar e controlar os focos do Aedes aegypti de maneira sistemática; Identificar áreas de maior vulnerabilidade para intervenção prioritária; Ampliar a participação social na prevenção e combate ao vetor, fortalecendo a educação em saúde; Fortalecer o trabalho de Informação, Educação e Comunicação com parcerias intersetoriais para a promoção de ações conjuntas no combate ao mosquito; Fortalecer o trabalho dos agentes de controle de vetores e integração com a população; Produzir dados epidemiológicos confiáveis para embasar a tomada de decisão na gestão municipal de saúde.
O monitoramento integrado é um serviço contínuo de vigilância do Aedes aegypti, vetor de dengue, chikungunya, zika e febre amarela. A equipe utiliza um dispositivo com GPS para rastrear a infestação e supervisionar atividades com precisão. A ferramenta funciona com armadilhas contendo substância atrativa para fêmeas do mosquito em busca de locais para oviposição, distribuídas por todo o perímetro urbano e distritos de Ituverava. Os dados coletados são transmitidos por dispositivos móveis para um banco de dados integrado, onde um software processa as informações e gera relatórios. O sistema cruza a quantidade de mosquitos capturados com a localização, gerando mapas e análises em tempo real. As amostras são enviadas a um laboratório especializado para análise, permitindo rápida identificação de focos e adoção de medidas como visitas domiciliares, eliminação de criadouros e conscientização da população. Esse modelo de vigilância possibilita um diagnóstico mais preciso da infestação, reduzindo custos operacionais. Com informações detalhadas, a equipe municipal de controle de vetores planeja e executa ações antecipadas e eficazes. Em 2024, Ituverava registrou 63 casos de dengue, um número inferior ao de municípios da região. O sucesso da iniciativa reforça a importância da vigilância ativa, do uso de tecnologia e da capacitação contínua, fortalecendo a gestão pública no controle das doenças.
A implementação do monitoramento integrado em Ituverava, em 2024, reduziu significativamente os casos de dengue em comparação com municípios da regional DRS VIII – Franca (22 cidades), especialmente os de porte populacional semelhante. A estratégia permitiu a identificação precoce do vetor, viabilizando medidas eficazes de controle e prevenção. No período avaliado, foram notificados 255 casos suspeitos, com 63 confirmações, 164 exames negativos e 28 sem coleta de amostras. O impacto do monitoramento é evidente ao comparar os dados de Ituverava com municípios vizinhos de mesma população, onde os casos positivos ultrapassaram 1.000 registros (NIES, 2025). Essa diferença demonstra a eficácia da estratégia na redução da disseminação do vírus e no controle do Aedes aegypti. O sucesso do programa se deve ao trabalho conjunto dos agentes de controle de vetores e da vigilância sanitária, que garantiram um acompanhamento contínuo das armadilhas e intervenções rápidas. As visitas domiciliares fortaleceram a educação em saúde, conscientizando a população sobre a eliminação de criadouros. A mobilização comunitária e ações em escolas e creches foram essenciais para o impacto positivo do programa. Com maior conscientização, os moradores adotaram práticas preventivas eficazes, reduzindo a proliferação do vetor. Os resultados em Ituverava mostram que o monitoramento é uma abordagem eficiente e replicável, contribuindo para a redução da dengue e o fortalecimento da saúde pública.
O monitoramento integrado demonstrou ser uma estratégia eficaz para a redução da infestação do Aedes aegypti e o controle da dengue em Ituverava. A abordagem integrada, baseada na análise epidemiológica e na atuação dos agentes de saúde, permitiu a detecção precoce de surtos e a implementação de ações preventivas direcionadas. A experiência exitosa de Ituverava pode servir de modelo para outros municípios do Estado de São Paulo, destacando a importância de políticas de monitoramento sistemático e participação comunitária para o controle das arboviroses.
Controle de Vetores, SUS, Aedes aegypti.
SÉRGIO RENATO MACEDO CHICOTE, MÁRCIO OLIVEIRA CARVALHO, RAQUEL DE PAULA SOUZA REZENDE, JÉSSICA CRISTINA CARETTA TEIXEIRA