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A prematuridade é definida como é todo nascimento que ocorre antes de 37 semanas completas de gestação, podendo ser classificada de acordo com a idade gestacional (IG), em prematuridade extrema (de 22 a menos de 28 semanas), prematuridade severa (de 28 a menos de 32 semanas) e prematuridade moderada a tardia (de 32 a menos de 37 semanas)é considerada um grande desafio em saúde pública, uma vez está intimamente relacionada a morbimortalidade infantil, sendo uma das principais causas de morte no período neonatal. Para GONZAGA et al., 2016 a prematuridade está intimamente relacionada à morbimortalidade infantil, sendo uma das principais causas de morte no período neonatal. De acordo com Andreani, Custódio e Crepaldi (2006), no mundo, nascem todos os anos 20 milhões de bebês prematuros, de modo que desses, um terço vão a óbito antes de completar um ano de vida. Diante da relevância do tema no país, compreender suas causas e principais fatores de risco impacta diretamente na taxa de mortalidade infantil, permitindo assim, aprimorar as políticas de saúde e dessa maneira utilizar as melhores intervenções para evitá-la.
OBJETIVOS GERAL Traçar o perfil epidemiológico dos recém-nascidos atendidos no ambulatório de prematuros na cidade de Mauá-SP entre os anos de 2021-2025, a fim de revisar a qualidade dos atendimentos após a criação do protocolo de atendimento para prematuro de alto risco do município. ESPECÍFICOS ●Descrever os números de atendimentos por pacientes e a adesão ao seguimento de prematuros; ●Avaliar o índice de mortalidade entre os pacientes prematuros do município após criação do ambulatório de prematuros e protocolo de atendimento ao prematuro de alto risco; ●Avaliar a qualidade do atendimento após a criação do protocolo de atendimento para prematuro de alto risco.
Trata-se de um estudo quantitativo, transversal, descritivo retrospectivo com abordagem analítica, realizado com base nos prontuários dos pacientes atendidos no ambulatório de prematuros na cidade de Mauá entre 2021-2025. O estudo analisou características dos prematuros atendidos no ambulatório como: número de atendimentos, assiduidade nas consultas e índice de mortalidade infantil no período.
Foram selecionados 75 prontuários válidos após analisados critérios de inclusão destes 39% eram do sexo feminino e 61% do sexo masculino, em relação a classificação de prematuridade quanto a idade gestacional, temos 41% muito pré termo, 13% pré termo extremo, 32% pré termo tardio e 14% pré termo moderado, em relação ao seguimento e adesão ás consultas, obtivemos uma perda de seguimento de 30% dos pacientes prematuro extremos, 23,3% dos pacientes muito prematuros e 30% dos pacientes prematuro moderados e 29,2% dos pacientes prematuros tardios. Em relação ao índice de mortalidade no período desde a implantação do ambulatório em 2021 foi registrado 1 óbito em 2023 e nenhum óbito após criação do protocolo de atendimento ao prematuro de alto risco.
A pesquisa evidenciou que os maiores números de prematuros atendidos estão classificados em muito pré termo e prematuro tardio, sendo que a maior perda de seguimento ocorreu entre os prematuros extremos e prematuros moderados, diante da importância assistencial desta classe no geral, comprovou-se a necessidade em elaborar medidas que promovam a redução na perda de seguimento e manutenção em relação a adesão.
prematuridade, ambulatório, qualidade atendimento.
ALANA CARDOSO ALBERTO, GABRIELA CAMPOS DE CASTRO, ERMELINDA FELICIANA DE BARROS RODRIGUES, KATHLEEN CAMPELO D’ALBUQUERQUE MIRANDA, MARIANA MAIA DIAZ, ANA PAULA BARBOSA PINTO