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A violência sexual é um fenômeno universal, em que não existem restrições de sexo, idade, etnia ou classe social. Seus autores às vezes estão camuflados sob o título de pessoa de confiança, ex: amigo, parente, pai ou sua própria genitora. Considerada como um dos maiores danos acometidas por uma pessoa, causa consequências imediatas ou a largo prazo. A violência sexual é uma agressão muito mais frequente que pensamos, cujo danos podem ser físicos, psicológicos, sociais, jurídicos. Nós profissionais da saúde que acolhemos essas vítimas nos deparamos com diversas ocorrências em que o “agir médico e social”, exige sermos especializados, sigilosos e protetivos, inclusive quando a vítima apresenta danos físicos como: sangramentos, rompimento anal, vaginal, etc. ofertando atendimento afetivo, empático, personalizado e multidisciplinar. Conjecturas como: “isso é falta de higiene”, “foi a calcinha que causou isso”, etc. são olhares que não cabem mais no agir de profissionais da saúde, devido a abusos serem descobertos na minuciosidade destes atendimentos, detalhes que às vezes não aparecem diretamente nos atendimentos rotineiros, sendo necessário a intervenção e apoio da equipe interdisciplinar. Com a parceria Médico e NAV (Núcleo de Apoio a Vida – que atende a vítimas de crimes sexuais em Guarulhos), em agosto/2023 iniciamos os atendimentos e ofertamos aos pacientes, indiferente da posição biopsicossocial que ocupa, dinâmicas para desconstruir na vítima os mitos.
Realizar atendimento compartilhado, protetivo, sigiloso, diferenciado a pessoas vítimas de violência sexual com foco no acolhimento humanizado.
• Escuta qualificada acolhendo histórico pessoal (cultural, social, econômico, e saúde); • Não emitir juízos de valores e ou condição da pessoa; • Pedir consentimento antes de qualquer procedimento; • Falar de forma simples e objetiva; • Acolher emoções e sentimentos; • Ter uma fala tranquila, suave; • Nunca pedir que fique nua totalmente e ter um avental que cubra; • Realizar atendimento médico humanizado para avaliar conduta medica a partir da situação de violência vivenciada, relatos dos técnicos da própria vítima e/ou familiar.
• Atendimento Médico mais humanizado e sigiloso a todas, todos e todes vítimas de violência n sexual; • Reduzir a exposição da vítima de violência objetivando sua proteção e segurança; • Cuidado e recuperação da saúde; • Envolvimento de todos os médicos da unidade. • Atendimento integrado entre medico e serviço social, estabelecendo confiança do paciente. • Apresentação do consultório, em caso de crianças, para perder o medo, dialogo, contação história para estabelecer a relação confiança, caso seja necessário.
O atendimento especializado, diferenciado, protetivo e humanizado a vítimas de crimes sexuais exige que sejamos profissionais capazes de empatia pelo outro cuidando dele como se cuidássemos de nós mesmos. Como diz Fidel Castro “a medicina é uma ciência que se revoluciona incessantemente, daquelas que mais exige estar a par das dores que acontece, das que mais exige a capacidade de análises e observação do homem e a que menos pode suportar a rotina.
Atendimento, humanizado.
VERA APARECIDA DOS SANTOS, SANDRA REGINA DOS SANTOS ROCHA