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O Cuidado desenvolvido pelo farmacêutico, tem o intuito de promover, proteger e prevenir agravos à saúde, otimizando a terapia medicamentosa, aumentando a adesão ao tratamento, reduzindo danos, contribuindo para a manutenção da qualidade de vida e promovendo o alcance a resultados terapêuticos pré-definidos, permitindo o acesso ao medicamento e promovendo seu uso racional. O Cuidado materno infantil com enfoque no aleitamento materno é um excelente benefício para o binômio mãe filho no qual repercutem positivamente no estado nutricional da criança, sistema imunológico e no seu desenvolvimento cognitivo e emocional. Ressalta-se que os profissionais e os serviços de saúde são fundamentais para a promoção do aleitamento materno. O ideal é dar início ao processo de orientação durante o pré-natal, de modo a promover uma comunicação eficaz ou mais próxima para envolver a compreensão dessa mãe quanto a importância da amamentação e seus benefícios e mitos com vistas à redução de intercorrências e intervenções. Entretanto, amamentar não é um ato simples. É uma ação complexa que envolve questões sociais, biológicas, psicológicas e culturais. Portanto, deve-se respeitar os desejos e decisões da mulher, orientando-a para garantir uma amamentação saudável. A UBS/ESF é representada como um pilar no cuidado da saúde materno infantil, o acompanhamento se dar do início da gestação até o crescimento e desenvolvimento da criança.
Objetivo Geral: Promover a adesão à prática da amamentação e seus efeitos positivos na saúde da população. Inserir o cuidado farmacêutico nas atividades coletivas e individuais de educação em saúde na atenção básica. Objetivos Específicos: Promover informações importantes sobre a gestação, parto e puerpério, bem como proporcionar troca de experiências e criação de vínculo entre as mesmas, assegurando melhor assistência à saúde da gestante e criança.Fornecer conhecimento das ações de incentivo ao aleitamento materno pelo farmacêutico. Destacar como o apoio familiar é enaltecido para que a influência seja positiva à amamentação, comparar os períodos antes e após o desenvolvimento de ações incentivadoras ao aleitamento materno realizadas na unidade. Relatar a prática de aleitamento materno observada na unidade.
Trata-se de um estudo descritivo, com abordagem qualitativa do tipo relato de experiência, no âmbito da unidade de saúde Parque Alvorada, a qual possui inserida cinco equipes da estratégia saúde da família. Foi criado um projeto por meio de um grupo mensal de gestante no período de pré-natal e as pacientes pós-parto identificadas pela equipe de saúde com problemas relacionados ao aleitamento materno foram encaminhadas para atendimento individual no consultório ou domicílio. As consultas individuais aconteciam com acolhimento, orientações, cuidados e manejo do aleitamento materno. O grupo foi desenvolvido com intuito de promover informações importantes sobre a gestação, parto e puerpério, bem como proporcionar troca de experiências. Foi abordado os temas mais relevantes com enfoque principal no aleitamento materno. Um dos temas abordados, e que traz muitas dúvidas entre as famílias, foi como buscar informações acerca do uso seguro dos medicamentos durante o período da amamentação, pois infelizmente muitos bebês ainda acabam desmamando por falta de conhecimento. Além disso, houve as reuniões de equipe para potencializar a importância da assistência farmacêutica na unidade de saúde.
As pacientes identificadas e encaminhadas pela equipe de saúde com problemas relacionados ao aleitamento materno para atendimento individual (no domicílio ou consultório) foi observado dificuldades com a pega e posicionamento, fissuras nos mamilos causados pela pega incorreta, relataram falta de orientação sobre amamentação durante a internação na maternidade, prescrição de fórmula infantil sem necessidade, desencorajando e invalidando o poder daquela mulher de produzir leite suficiente para seu bebê, além dos mitos inseridos pela sociedade como por exemplo, que o bebê precisa tomar água, pois o leite não mata a sede da criança, ou que o leite materno é fraco e precisa complementar, que as avós argumentavam que a criança chorava muito porque estava com fome. Dessa forma, muitas delas, por falta de conhecimento, complementava a amamentação muito cedo e a criança fazia a transição do aleitamento exclusivo para o misto antes do tempo correto. Com as orientações e o manejo do aleitamento materno, desfiz os mitos e retiramos o complemento das fórmulas utilizados sem necessidade evidente. Foi observado que as gestantes que participaram dos grupos de educação não relataram dificuldades com a amamentação.
O cuidado farmacêutico ainda é algo novo no Brasil, entretanto, garante uma maior conscientização dos demais profissionais da saúde e da população em geral acerca da capacidade do farmacêutico, visto que o atendimento clínico permite uma atuação mais incisiva e eficaz, demonstrando que os farmacêuticos não são simples dispensadores de medicamentos. A educação em saúde é um instrumento indispensável durante toda a assistência no pré-natal, pós-parto e consultas de puericultura. Mulheres que antes passavam por inúmeras dificuldades com relação à pega incorreta, fissuras nos mamilos, ingurgitamento mamário dentre outros, conseguiram êxito com as práticas desenvolvidas. O profissional farmacêutico pode contribuir de forma muito positiva para o aleitamento materno, por ser um profissional de fácil acesso e posicionando-se de forma muito próxima da lactante e sua família. É de extrema importância que o farmacêutico forneça orientações e aconselhamentos, bem como informações corretas sobre as dúvidas mais frequentes durante a amamentação para que não ocorra um abandono precoce do aleitamento e nem que haja prejuízos para saúde da criança e da mãe.
aleitamento, gestante, puerpério, amamentação
BRUNA SANCHES DE MELO MEDEIROS