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O diabetes mellitus tipo 1 (DM1) é uma doença autoimune que causa deficiência de insulina, necessitando de uma abordagem multidisciplinar para o controle glicêmico e a prevenção de complicações, especialmente em crianças. A assistência compartilhada entre médicos e farmacêuticos tem mostrado eficácia na adesão ao tratamento e na educação em saúde. Este estudo relata a experiência do cuidado farmacêutico entre Diadema e São Bernardo do Campo, SP, no manejo de uma criança com DM1, cujos pais possuem guarda compartilhada e residem em diferentes municípios. A troca de informações entre serviços de saúde otimiza o tratamento, contribuindo para uma assistência farmacêutica mais eficaz no SUS. O acompanhamento contínuo do diabetes tipo 1 em crianças é crucial para o controle glicêmico e a prevenção de complicações. A adesão ao tratamento pode ser desafiadora devido à complexidade do manejo da insulina e à necessidade de monitoramento frequente. A assistência multiprofissional, com médicos e farmacêuticos, melhora a adesão e promove a educação em saúde. O farmacêutico orienta sobre insulina e incentiva o autocuidado. A integração entre Diadema e São Bernardo do Campo, onde uma criança com guarda compartilhada recebeu atendimento coordenado, fortalece a assistência no SUS e pode ser replicada em políticas públicas.
Este estudo avalia o impacto do cuidado farmacêutico compartilhado no manejo do diabetes tipo 1 (DM1) em uma criança, com foco na experiência entre Diadema e São Bernardo do Campo, SP. Os objetivos incluem reduzir internações e complicações, facilitar o acompanhamento de crianças com guarda compartilhada e descrever a assistência integrada entre municípios. Também busca analisar os benefícios da parceria entre farmacêuticos e médicos no controle glicêmico e na adesão ao tratamento, identificar desafios na implementação do modelo e ressaltar a importância do farmacêutico na orientação sobre insulina e monitoramento glicêmico. O estudo visa contribuir para estratégias colaborativas no SUS, melhorando a assistência e os desfechos clínicos em crianças com DM1.
Este relato descreve o impacto do cuidado farmacêutico compartilhado no manejo do diabetes mellitus tipo 1 (DM1) em uma criança, por meio de uma abordagem integrada entre Diadema e São Bernardo do Campo, SP, entre julho de 2024 e janeiro de 2025. O acompanhamento ocorreu nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) de Canhema, com coordenação entre as equipes de saúde. A população-alvo incluiu uma criança diagnosticada com DM1, recebendo atenção simultânea de profissionais de ambos os municípios. Os dados foram coletados por meio de registros clínicos, relatos de profissionais e observações sobre a evolução do paciente, focando na adesão ao tratamento e controle glicêmico. Os critérios de inclusão foram o diagnóstico de DM1 e a participação ativa do farmacêutico. A exclusão foi aplicada a casos sem acompanhamento regular. As consultas seguiram quatro etapas: avaliação inicial com o método SOAP, ajustes de medicação, consultas compartilhadas para estabelecer metas e uma avaliação final após cinco meses para verificar a eficácia do tratamento e discutir novos planos de ação.
Os resultados do cuidado farmacêutico compartilhado entre Diadema e São Bernardo do Campo no manejo de uma criança com diabetes mellitus tipo 1 (DM1) mostraram impactos positivos na adesão ao tratamento, controle glicêmico e autonomia do paciente e da família. Observou-se uma diminuição nas internações relacionadas ao diabetes e uma redução no absenteísmo nas consultas. Melhoria no controle glicêmico: Houve redução nas frequências de hipoglicemias e hiperglicemias, com o paciente monitorando a glicemia regularmente, facilitando ajustes na insulina. Aumento da adesão ao tratamento: A orientação farmacêutica ajudou o paciente e seus responsáveis a reconhecerem a importância da adesão ao tratamento, aumentando o comprometimento da família. Desenvolvimento da autonomia: A abordagem centrada na criança favoreceu o autocuidado, com o paciente aprendendo a reconhecer sinais de variações glicêmicas e a ajustar sua rotina. Fortalecimento da comunicação: A troca de informações entre os profissionais dos dois municípios permitiu um tratamento contínuo, evitando descontinuidades. Desafios identificados: Conflitos familiares, como a separação dos pais, dificultaram a continuidade do cuidado. Para mitigar esses desafios, a equipe adotou uma abordagem acolhedora, um plano terapêutico estruturado e encaminhamentos para um psicólogo.
A experiência de cuidado farmacêutico compartilhado no manejo do diabetes tipo 1 em uma criança, entre Diadema e São Bernardo do Campo, mostrou a importância da integração entre profissionais de saúde para melhorar os desfechos clínicos. A colaboração entre farmacêuticos e médicos foi essencial para aumentar a adesão ao tratamento e promover a autonomia da criança. A educação em saúde facilitou a compreensão das necessidades do tratamento. Desafios, como conflitos familiares, evidenciaram a necessidade de estratégias para garantir que ambos os responsáveis compartilhassem a responsabilidade pelo tratamento. Conclui-se que o modelo de assistência farmacêutica compartilhada é valioso na atenção primária, especialmente para pacientes pediátricos com doenças crônicas. A experiência ressalta a importância da comunicação entre municípios, da capacitação contínua dos profissionais e do suporte às famílias, assegurando uma assistência integrada e humanizada. Este estudo contribui para a discussão sobre a assistência farmacêutica no SUS e o impacto positivo da colaboração entre profissionais de saúde na qualidade de vida de pacientes com DM1.
Troca de informações; qualidade de vida
THALITA ARANTES GARCIA NEGRI DE OLIVEIRA