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No contexto da Atenção Primária em Adamantina/SP, o manejo de Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNTs) exige estratégias que integrem promoção de saúde e fortalecimento de vínculos. Esta experiência, iniciada em setembro de 2023, destaca-se pela atuação conjunta da equipe da Estratégia Saúde da Família (ESF), unindo Médico, Enfermeira, Auxiliar de Enfermagem, Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Agentes de Combate a Endemias (ACE). A justificativa baseia-se na necessidade de oferecer um cuidado integral e humanizado, combatendo o sedentarismo e a solidão. A ação ocorre semanalmente na comunidade, beneficiando idosos portadores de cronicidades. Para o SUS municipal, a relevância reside na consolidação de um modelo de cuidado coletivo que aproxima a equipe do território e otimiza a prevenção de agravos.
Promover a saúde funcional e a autonomia de idosos com DCNTs por meio de práticas corporais coletivas. Fortalecer o trabalho interprofissional através da atuação conjunta de toda a equipe da ESF. Utilizar as rodas de conversa como ferramenta de educação em saúde e troca de saberes. Monitorar parâmetros clínicos de forma dinâmica e ampliar a rede de apoio social dos idosos.
As atividades são desenvolvidas integralmente em conjunto pela equipe de saúde. Os encontros semanais iniciam-se com o acolhimento e a aferição de parâmetros (como pressão arterial e glicemia), realizados pela Enfermeira e Auxiliar de Enfermagem. Na sequência, toda a equipe participa da condução das práticas corporais, que incluem alongamentos e exercícios de equilíbrio, com orientações do Médico e suporte dos ACS e ACE na execução. O diferencial da metodologia é a realização de Rodas de Conversa ao final das práticas. Nestes momentos, profissionais e usuários discutem, de forma horizontal, temas como alimentação saudável, uso correto de medicações e saúde mental. Os ACS e ACE garantem a mobilização constante e a integração de orientações preventivas ambientais ao cotidiano do grupo.
A condução conjunta potencializou a adesão e o sentimento de pertencimento, o grupo mantém participação ativa de 30 idosos. Observou-se melhora na mobilidade e redução de queixas de dores crônicas. As rodas de conversa revelaram-se fundamentais, resultando em usuários mais informados e engajados no autocuidado. Clinicamente, nota-se maior estabilidade nos níveis glicêmicos e pressóricos. O impacto qualitativo é visível na humanização do atendimento; a presença de toda a equipe da ESF no mesmo espaço quebra barreiras hierárquicas, aumenta a confiança no serviço de saúde e permite que o Auxiliar de Enfermagem e os Agentes tenham um papel protagonista na escuta qualificada dos idosos.
A experiência em Adamantina demonstra que a prática corporal e a roda de conversa são dispositivos potentes quando conduzidos por uma equipe coesa. A união entre Médico, Enfermeira, Auxiliar, ACS e ACE permite que o idoso seja enxergado além da patologia, em sua dimensão social e emocional. As reflexões apontam que o trabalho interprofissional no território fortalece a ESF e democratiza o conhecimento técnico. A expectativa futura é que a metodologia se torne um padrão de cuidado na unidade, servindo de modelo para outras equipes do município, reafirmando que a saúde se faz na convivência, no movimento e no diálogo compartilhado.
Necessidades e Demanda de Serviços de Saúde
EDUARDO RIBEIRO FERRACINI