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Quem cuida também precisa ser cuidado. Cuidadores, sejam profissionais ou familiares, dedicam-se intensamente ao outro, mas, muitas vezes, à custa da própria saúde. O cansaço se acumula, a atividade física é adiada, a hidratação é esquecida, e o uso de ansiolíticos se torna uma fuga silenciosa. O impacto disso não é apenas individual—afeta a qualidade do cuidado prestado e sobrecarrega o sistema de saúde. Para transformar essa realidade, realizamos uma pesquisa na UBS para traçar o perfil epidemiológico dos cuidadores e identificar os principais desafios que enfrentam no autocuidado. Com base nos resultados, estruturamos uma intervenção multidisciplinar, com ações mensais para quebrar barreiras e fortalecer hábitos saudáveis.
Compreender o perfil epidemiológico dos cuidadores da UBS, identificando hábitos de saúde, desafios e barreiras para o autocuidado, a fim de desenvolver e implementar uma intervenção multidisciplinar com ações mensais que promovam mudanças efetivas no bem-estar físico e mental desse público.
Na primeira etapa, realizou-se uma pesquisa quantitativa e qualitativa por meio de um formulário online (Google Forms). O questionário investigou o perfil epidemiológico dos participantes, abrangendo aspectos como prática de atividade física, consumo de água, uso de ansiolíticos e outros hábitos de saúde. Com base nos dados coletados, deu-se início à segunda etapa: uma intervenção multidisciplinar composta por ações mensais voltadas ao fortalecimento do autocuidado dos cuidadores, cada uma abordando uma temática específica identificada na pesquisa.
Os dados coletados revelaram alterações significativas no IMC, indicando tendências preocupantes em relação ao peso corporal. Além disso, observou-se baixa prática de atividade física, consumo insuficiente de água e hábitos alimentares inadequados. O uso de ansiolíticos também se mostrou presente entre os cuidadores, sugerindo um impacto na saúde mental. Outro ponto relevante foi o autoconhecimento limitado sobre aspectos de lazer e diversão, demonstrando a necessidade de estímulo para momentos de descanso e prazer. Por outro lado, as horas de sono foram relatadas como satisfatórias, embora não necessariamente com qualidade adequada. Esses achados reforçam a importância de intervenções que promovam o autocuidado e o equilíbrio na rotina dos cuidadores. Diante desse cenário, as intervenções implementadas têm gerado um impacto significativo, sendo amplamente avaliadas como positivas pelos cuidadores e profissionais da UBS. As ações têm promovido reflexões, mudanças de hábitos e fortalecimento do autocuidado, reforçando a importância da continuidade do projeto.
O projeto está demonstrando resultados promissores, com a implementação das intervenções mensais, já impactando positivamente os cuidadores. A combinação de levantamento de dados e ações, direcionadas ao fortalecimento do autocuidado, tem gerado uma mudança visível nos hábitos de saúde dos participantes, com grande aceitação por parte dos cuidadores e colaboradores da UBS. Este trabalho continua a mostrar a importância de focar no bem-estar dos cuidadores, não apenas para a melhoria da saúde individual, mas também para potencializar a qualidade do cuidado oferecido. A continuidade e expansão das ações são essenciais para otimizar os resultados e garantir a saúde integral dos cuidadores.
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FERNANDO MUNIZ DA SILVA