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O pé diabético é uma condição comum e grave que acomete pacientes com diabetes mellitus, sendo caracterizada pela presença de úlceras e lesões nos pés, frequentemente associadas a complicações infecciosas e dificuldades no processo de cicatrização. O tratamento de feridas em pacientes diabéticos requer cuidados especializados devido à tendência desses indivíduos desenvolverem complicações como má circulação sanguínea, neuropatia e infecção. A utilização de técnicas inovadoras, como a aplicação de laser terapêutico, hidrogel e debridamento mecânico, tem demonstrado bons resultados no controle dessas complicações, promovendo a cicatrização de feridas crônicas. A aplicação de laser de baixa potência (LBP) tem mostrado eficácia na aceleração da cicatrização das lesões, enquanto o uso de hidrogel tem se mostrado vantajoso por suas propriedades hidratantes, o que favorece a regeneração tecidual. O debridamento mecânico, por sua vez, é um procedimento essencial para a remoção de tecidos necrosados, permitindo a regeneração de tecidos viáveis e, consequentemente, melhorando o processo de cicatrização. O objetivo deste estudo é relatar a evolução do tratamento de um paciente com pé diabético utilizando uma combinação dessas técnicas.
Descrever a evolução do tratamento de um paciente com pé diabético submetido a desbridamento de fáscia plantar e tratamento com laser terapêutico, aplicação tópica de hidrogel e debridamento mecânico, destacando os efeitos dessas intervenções na cicatrização da ferida.
Trata-se de um trabalho do tipo estudo de caso (exploratório-descritivo), de abordagem qualitativa, que acompanha a evolução de um paciente com ferida. As etapas metodológicas incluíram: Anamnese e coleta de dados do paciente. Avaliação Clínica: Onde foi descrito o uso de parâmetros como localização, tamanho (comprimento, largura, profundidade), presença de tecidos (granulação, esfacelo, necrose), tipo de exsudato (quantidade, cor, odor) e pele perilesional. Registro Fotográfico: O uso de fotografias com datas, padronizando a distância e ângulo para acompanhar a cicatrização. O paciente S.A.S., 60 anos, do sexo masculino, portador de diabetes tipo 2 e hipertensão arterial sistêmica, foi submetido a um debridamento de fáscia plantar extensa do membro inferior direito. O tratamento iniciou-se na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Fazendinha, em Santana de Parnaíba, São Paulo, com início imediato de antibioticoterapia oral e tópica com hidrogel.
Ao longo do tratamento de 60 dias, o paciente apresentou uma melhora significativa na cicatrização da ferida. A combinação do debridamento mecânico, aplicação de laser terapêutico e o uso do hidrogel contribuiu para a remoção eficaz dos tecidos necrosados, promovendo o desenvolvimento de novos tecidos saudáveis. O uso do laser de baixa potência acelerou a regeneração celular e diminuiu a inflamação na área afetada, enquanto o hidrogel manteve a umidade ideal para o processo de cicatrização. A infecção foi controlada com a antibioticoterapia e o acompanhamento contínuo.
O tratamento com laser terapêutico, aplicação tópica de hidrogel e debridamento mecânico mostrou-se eficaz na aceleração da cicatrização de feridas em pacientes com pé diabético. A abordagem multidisciplinar, que inclui limpeza adequada da ferida, controle de infecção e remoção de tecidos necrosados, contribuiu para a cura da lesão em um período de 60 dias. Este estudo reforça a importância da combinação dessas técnicas no manejo de feridas crônicas, particularmente em pacientes diabéticos, que são suscetíveis a complicações graves em seu processo de cicatrização.
Curativos, lesão, Enfermagem, Pé Diabético
EMERSON DE OLIVEIRA, WILLIAM DE SOUZA BRITO, ANA CAROLINA DE LIMA BARBOSA, ALEXANDRE GRAÇA MARQUES, MARIA SILVIA DE ALMEIDA MELLO FREIRE, SUELENE MACHADO SANTANA