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O processo de formação de profissionais da saúde, estimulado pelos Ministérios da Saúde e da Educação, está fundamentado nos princípios e diretrizes do SUS (Sistema Único de Saúde) estabelecendo o compromisso das instituições de ensino e gestores municipais com o desenvolvimento de atividades educacionais e de atenção à saúde. Para atingir as metas das diretrizes curriculares e o SUS desempenhar o seu papel formador é de suma importância a integração do serviço-ensino-comunidade-gestão e esta capacitação pretende favorecer o diálogo entre essas partes, fortalecendo a rede e formando preceptores educadores.
Os objetivos do projeto foram: Fortalecer a Integração Ensino-Serviço entre as Instituições Capacitar os profissionais da rede de saúde pública do município para atuarem como preceptores dos estudantes da Faculdade de Medicina de Jundiaí. Ampliar o número de profissionais da rede de saúde pública, interessados em atuar como preceptor
Docentes da FMJ e representantes da Unidade de Gestão de Promoção de Saúde se reuniram para definir o objetivo do curso e os conteúdos necessários. O curso, com duração de 24 horas, foi composto por quatro módulos, realizados quinzenalmente, sendo programadas atividades online com encontros virtuais síncronos e atividades presenciais, seguindo a proposição dos temas por metodologias ativas de ensino, priorizando aquelas que envolviam trocas de experiências e integração. Os temas abordaram as diretrizes do SUS e as grades curriculares nacionais, os regulamentos institucionais da faculdade e o Grupo Interdisciplinar de Trabalho Ensino e Serviço (GITES) com a Prefeitura Municipal. Foram discutidos aspectos de aprendizagem na prática, raciocínio clínico, manejo de agenda e tempo de consulta, avaliação, feedback, gestão de conflitos, registros de prontuários, diferenças geracionais nos processos de aprendizagem, sob a forma de portfólios, rodas de conversa, oficinas e dinâmicas de grupo. Foi disponibilizado material didático via plataforma de ensino (aulas em slides, artigos, livros, vídeos), tanto antes quanto durante os encontros presenciais.
Participaram 30 profissionais que trabalham na atenção primária do município, sendo médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, assistente social, psicólogos. Destes, 20 concluíram o programa com frequência igual ou superior a 75% e avaliação satisfatória. A avaliação do curso foi muito positiva segundo os preceptores e trouxe ferramentas e principalmente o diálogo para encontrar meios para exercer a preceptoria, ultrapassando as principais barreiras identificadas: o tempo de consulta, a comunicação entre o serviço, a gestão e a instituição e problemas estruturais dos locais envolvidos. Seguem respostas de alguns participantes em relação ao curso: O curso foi bastante proveitoso, oferecendo bases para melhorar o gerenciamento do tempo nas ações de preceptoria. O curso de preceptoria colocou mais luz naquilo que já sabíamos que precisava ser iluminado, renovado, recriado. Permitiu que eu colocasse aquilo que tanto recebi em minha graduação, em prática para o próximo: empatia, acolhimento, ensino mútuo.
A utilização de metodologias ativas e integrativas foi importantíssima para as discussões geradas, levando a intensas reflexões e impacto positivo na construção e consolidação da integração ensino-serviço-comunidade que compõem a proposta de atenção primária na rede de saúde municipal.
capacitação, preceptoria, integração
Jane Rodrigues de Campos Tonetti, Ana Paula Zanin dos Santos Felgueiras, Célia Martins Campanaro, Fabiana Petter Camillo, Monica Vannucci Nunes Lipay, Marília Jesus Batista de Brito Mota