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A comunicação em saúde exerce papel estratégico na organização e no funcionamento dos serviços públicos de saúde, sendo fundamental para assegurar que informações, ações e orientações sejam divulgadas de forma clara, padronizada e alinhada às diretrizes técnicas e institucionais. No período que antecede a experiência relatada, a comunicação da Secretaria de Saúde apresentava-se de maneira descentralizada, fragmentada e pouco sistematizada. As demandas de comunicação eram produzidas pelas áreas técnicas e encaminhadas diretamente à Secretaria de Comunicação do município, sem padronização e sem análise técnica prévia por parte da área da saúde. Esse fluxo fragilizava a qualidade das informações divulgadas, dificultava o alinhamento às diretrizes da Secretaria de Saúde e comprometia a coerência das publicações nos canais oficiais, além de gerar retrabalho, inconsistências e sobreposição de solicitações. Diante desse cenário, evidenciou-se a necessidade de organização da Divisão de Comunicação e Projetos em Saúde, com foco na estruturação administrativa do setor, na criação de fluxos internos e no estabelecimento de critérios técnicos para análise, validação e encaminhamento das demandas. A experiência justifica-se pela necessidade de qualificar a gestão da comunicação em saúde no âmbito da Secretaria de Saúde, fortalecendo os processos internos, ampliando o controle e a segurança das informações divulgadas e promovendo maior eficiência na comunicação das ações em saúde.
Aprimorar a gestão da comunicação em saúde no âmbito da Secretaria de Saúde de Barueri, por meio da organização administrativa da Divisão de Comunicação e Projetos em Saúde, da criação de fluxos internos e da qualificação dos processos de análise, validação e encaminhamento das demandas comunicacionais. Objetivos específicos – Organizar e operacionalizar a Divisão de Comunicação e Projetos em Saúde, considerando sua inserção na estrutura administrativa; – Estabelecer fluxos para recebimento, análise técnica, validação e encaminhamento das demandas de comunicação em saúde; – Definir critérios técnicos e padronizados para a produção e divulgação de conteúdos relacionados às ações da Secretaria de Saúde; – Implementar processo de análise técnica das demandas comunicacionais antes do encaminhamento à Secretaria de Comunicação; – Instituir a validação das publicações pelo Gabinete do Secretário de Saúde, assegurando controle, alinhamento institucional e autorização superior das informações.
Trata-se de um relato de experiência, de abordagem descritiva, desenvolvido no âmbito da Secretaria de Saúde de Barueri, a partir do processo de organização da Divisão de Comunicação e Projetos em Saúde. Inicialmente, foi realizado o diagnóstico do fluxo de comunicação existente, identificando que as demandas comunicacionais eram encaminhadas diretamente à Secretaria de Comunicação, sem análise técnica prévia, critérios de priorização ou validação institucional pela área da saúde. Esse levantamento permitiu mapear fragilidades, retrabalhos e inconsistências no processo de divulgação das informações. Com base nesse diagnóstico, foram definidos e estruturados fluxos internos para o recebimento das demandas de comunicação em saúde, contemplando as etapas de análise técnica do conteúdo, adequação da linguagem, alinhamento às diretrizes da Secretaria de Saúde e validação institucional. As demandas passaram a ser analisadas pela Divisão de Comunicação e Projetos em Saúde antes do encaminhamento à Secretaria de Comunicação. Após a análise técnica, as publicações passaram a ser submetidas à validação do Gabinete do Secretário de Saúde, garantindo autorização superior e controle institucional das informações divulgadas. Paralelamente, foram estabelecidos critérios técnicos e administrativos para padronização das solicitações e organização do acompanhamento das publicações, contribuindo para maior eficiência, segurança e qualidade da comunicação em saúde no âmbito da Secretaria.
A implantação dos novos fluxos de comunicação resultou em avanços significativos na organização e no controle das demandas comunicacionais da Secretaria de Saúde. As solicitações passaram a ser centralizadas na Divisão de Comunicação e Projetos em Saúde, onde passaram a ser submetidas à análise técnica prévia, contemplando a adequação do conteúdo, da linguagem e do alinhamento às diretrizes institucionais da área da saúde, antes do encaminhamento à Secretaria de Comunicação do município. Esse novo arranjo possibilitou maior padronização das informações divulgadas, aumento da clareza das mensagens e fortalecimento do alinhamento entre as áreas técnicas e a gestão da Secretaria de Saúde. Observou-se redução expressiva de inconsistências nas publicações, diminuição do retrabalho e maior racionalização das solicitações encaminhadas para divulgação nos canais oficiais. Outro resultado relevante foi o fortalecimento do controle institucional das informações divulgadas, uma vez que as publicações passaram a ser validadas pelo Gabinete do Secretário de Saúde, garantindo autorização superior e maior segurança administrativa. A definição dos fluxos e dos critérios técnicos contribuiu para maior previsibilidade do processo comunicacional, melhoria na organização interna do setor e qualificação da comunicação em saúde como ferramenta estratégica de apoio à gestão e às ações desenvolvidas pela Secretaria de Saúde.
A organização da Divisão de Comunicação e Projetos em Saúde trouxe avanços na gestão da comunicação da Secretaria de Saúde, com definição de fluxos, centralização das demandas, padronização da linguagem e maior alinhamento técnico das informações. Contudo, ainda ocorrem encaminhamentos diretos à Secretaria de Comunicação sem o trâmite pela Divisão de Comunicação e Projetos em Saúde, o que indica a necessidade de aprimorar o processo e reforçar a sensibilização das áreas quanto ao cumprimento dos fluxos. Assim, a experiência demonstra que a comunicação em saúde é um processo contínuo, que exige monitoramento, ajustes e fortalecimento institucional para se consolidar como ferramenta estratégica de gestão.
Comunicação em Saúde; Gestão em Saúde
DANIELA CONRADO CHAGAS MUNHOZ, ÍRIS FERNANDA FLORÊNCIO MOREIRA, SANDRA LISBOA DA SILVA MARQUES COSTA