Siga a gente
Av. Angélica, 2466 - 17º Andar
Consolação - São Paulo / SP
CEP 01228-200
55 11 3083-7225
cosemssp@cosemssp.org.br
Em abril de 2025, a articuladora da Atenção Básica da Secretaria Estadual de Saúde procurou a gestão do município de Paraguaçu Paulista para implantação de um Projeto Estadual de Educação Permanente sobre Hipertensão e Diabetes na Atenção Básica. O município foi selecionado por apresentar boa cobertura de Atenção Básica, organização das equipes e apoio institucional da gestão para desenvolvimento da proposta. O projeto iniciou com quatro equipes piloto e, no mês seguinte, contou com a inclusão da equipe eMulti, fortalecendo o cuidado multiprofissional. Os encontros quinzenais promoveram discussões sobre manejo clínico, organização do processo de trabalho e qualificação da linha de cuidado das condições crônicas. A cada tema trabalhado, as equipes elaboraram planos de ação para aplicação no território, resultando na implantação de projetos locais de melhoria, como o grupo “Peso e Saúde”, reorganização da agenda por risco cardiovascular e fortalecimento do autocuidado apoiado. A iniciativa consolidou a educação permanente como estratégia de qualificação da Atenção Básica.
Objetivo Geral: Qualificar o cuidado às pessoas com hipertensão e diabetes por meio de educação permanente e reorganização do processo de trabalho na Atenção Básica. Objetivos Específicos: • Atualizar territorialização e cadastro das microáreas. • Identificar e acompanhar pacientes hipertensos e diabéticos. • Realizar estratificação de risco cardiovascular. • Organizar agendas conforme grau de risco. • Implantar Projetos Terapêuticos Singulares para casos complexos. • Fortalecer práticas de autocuidado apoiado. • Revisar protocolos municipais e qualificar manejo clínico. • Monitorar continuamente as ações implantadas.
O projeto iniciou em abril de 2025 com quatro equipes piloto da Atenção Básica e, em maio, incorporou a equipe eMulti. Foram realizados encontros quinzenais conduzidos pela articuladora estadual e pela gestão municipal, abordando temas relacionados à linha de cuidado de hipertensão e diabetes com duração de 5 meses e monitoramentos até hoje. Cada encontro gerou um plano de ação a ser desenvolvido pelas equipes no território. As principais estratégias incluíram atualização da territorialização das microáreas, levantamento de pacientes com hipertensão e/ou diabetes, estratificação de risco cardiovascular, reorganização das agendas conforme risco, implantação de Projetos Terapêuticos Singulares, fortalecimento do autocuidado apoiado e revisão do protocolo municipal. Também foram implantados grupos educativos, como o “Peso e Saúde”, orientações sobre alimentação saudável, atividade física e cuidados com os pés para pessoas com diabetes. O monitoramento das ações ocorreu em reuniões periódicas com análise de indicadores e compartilhamento de experiências.
A experiência fortaleceu o processo de trabalho das equipes, ampliando o registro e acompanhamento dos pacientes com hipertensão e diabetes. A atualização das microáreas melhorou a identificação dos usuários e a estratificação de risco permitiu priorização adequada das consultas. A reorganização da agenda aumentou o acesso dos pacientes de maior risco, enquanto os Projetos Terapêuticos Singulares qualificaram o cuidado aos casos complexos. As práticas de autocuidado apoiado promoveram maior adesão ao tratamento e mudanças de estilo de vida. O grupo “Peso e Saúde” ampliou ações educativas e envolvimento comunitário. A integração com a equipe eMulti fortaleceu o cuidado multiprofissional. O monitoramento contínuo permitiu ajustes nas ações e consolidou a educação permanente como estratégia para melhoria da qualidade assistencial.
O Projeto Estadual de Educação Permanente demonstrou que a articulação entre Estado e município, aliada ao apoio da gestão, qualifica o cuidado das condições crônicas na Atenção Básica. A metodologia baseada em encontros quinzenais e planos de ação territoriais fortaleceu a organização das equipes e melhorou o acompanhamento de hipertensos e diabéticos. A experiência mostrou-se sustentável, replicável e alinhada às diretrizes do SUS para cuidado integral das condições crônicas, reforçando a importância da educação permanente e da gestão participativa na melhoria dos indicadores de saúde.
Hipertensão, Diabetes, Educação Permanente, APS
DEISE PEREIRA RAMALHO DA SILVA