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Os CAPS (Centros de Atenção Psicossocial) nas suas diferentes modalidades são pontos de atenção estratégicos da RAPS, como serviços de saúde de caráter aberto e comunitário constituídos por equipe multiprofissional que atua sob a ótica interdisciplinar e realiza prioritariamente atendimento às pessoas com sofrimento e transtornos decorrentes do uso de múltiplas substâncias ilícitas. A OMS (Organização Mundial de Saúde), define Saúde Mental como o completo estado de bem-estar vivido pelo indivíduo, dentro de suas complexidades, incluindo que lhes sejam assegurados os direitos encontramos nos princípios do SUS (Sistema Único de Saúde) universalidade, equidade e integralidade. Atualmente nos deparamos com um cenário de inúmeros desafios, superados diariamente por parte dos pacientes e profissionais. Tendo em vista esta realidade e para compor essa experiência foram realizados: Exploração dos espaços; Planejamento estratégico; Desenvolvimento de material didático reflexivo e de fácil compreensão; Reorganização de Grupos; Confraternização; Assembleias; Reunião multidisciplinar; Adequação no PTS (Projeto Terapêutico Singular), Levantamento de materiais disponíveis;. Diante disso, buscamos o dispositivo Oficina seria o lugar onde se propicia promoção da autonomia, fortalecimento do vínculo entre profissionais e pacientes e diversas formas de comunicação e expressão.
Garantir aos usuários espaço para a troca de experiências, viabilizando o conhecimento de forma adequada; Integrar as equipes multidisciplinares em Saúde, proporcionando atendimento digno, humanizado e personalizado; Verificar o processo de construção das oficinas terapêuticas em saúde mental, atentando-se ao surgimento de um saber-fazer produtivo e de fato terapêutico; Identificar caminhos que promovam a autonomia, expressividade, criatividade, fortalecimento de vínculos e acolhimento da singularidade.
Com o intuito de alcançar os objetivos elencados nas oficinas terapêuticas, foram utilizadas estratégias de aproveitamento de recursos, explorando temas dos meses de prevenção ( Ex: Janeio Branco/ Novembro azul), ornamentação da unidade com cores e festividades da época, orientação nos grupos diretivos quais alterações que acontecem no corpo humano simultaneamente com as medidas de prevenção. A cada encontro realizado, foram analisados o grau de conhecimento, sanando as dúvidas remanescentes, elaborando formas didáticas englobando, dinâmicas, ornamentações, receitas, uso de materiais audiovisuais, excursões e confraternização temáticas. Todas as práticas são planejadas, desenvolvidas e realizadas pelos aos usuários, com o intuito de gerar pertencimento.Os profissionais, nas reuniões Multiprofissionais frequentes, focam em favorecer reflexões relativas à rotina do serviço, elaborando os projetos de atendimento, discussões de casos clínicos e atualizações. Os Caps têm contribuições extremamente significativas a oferecer neste sentido, pois se consolidam como serviços de saúde mental abertos, cujos objetivos essenciais são a promoção da autonomia dos usuários através do acesso ao trabalho e ao lazer e o fortalecimento de seus laços com a família e com a comunidade (Ministério da Saúde, 2004).
Conclui-se que, da maneira como atualmente vem sendo ofertadas as oficinas, tem-se garantido resultados positivos para atingir os objetivos gerais de prevenção, de redução de danos e de reabilitação psicossocial. Na readequação de espaços ofertados, no uso de ferramentas de intervenção, no manejo clínico, apoio à construção reflexiva da autonomia e empoderamento dos usuários de SPA’s, a ampliação de estratégias para o fortalecimento à adesão ao PTS proposto e a manutenção no tratamento, vem sendo aceita de maneira leve. A estrutura branca cedeu espaço à arte juntamente com as decorações, conferindo o sentimento de pertencimento, no uso do poder de transformação. Com este novo olhar as oficinas visam estimular a integração social , a manifestação de sentimentos e problemas, o desenvolvimento de habilidades, realização de atividades produtivas e exercício da cidadania. (BRASIL, 2004)
Essas estratégias são realizadas de forma permanente, onde busca-se influenciar mudanças diárias à inclusão social, capacitando e potencializando habilidades, onde dentre outras coisas, os usuários aprendem que falar NÃO é ao mesmo tempo dizer SIM à abstinência e ao tratamento. Constantemente buscamos estabelecer um vínculo de empatia onde os profissionais e pacientes buscam juntos superar as expectativas do tratamento e transformar a Instituição em um ambiente acolhedor. Com a avaliação positiva do processo, considera-se a importância de criação de espaços que fomentem o protagonismos dos usuários, seguindo a Política Nacional de Saúde Mental e a Rede de Atenção Psicossocial, e não com mero intuito de ocupar e distrair os usuários.
Álcool, Drogas, acolhedor, oficina, inclusão.
CRISTIANE PINHEIRO LIMA DE BRITO, MARIA SILVIA DE ALMEIDA MELLO FREIRE, ENEIDA COSTA RAMALHO, SOLANGE RODRIGUES ROSSONE