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Rancharia – SP, município do interior, enfrentava uma rede fragmentada, com serviços existindo “no papel”, filas longas e pouca integração entre equipes e setores. A nova gestão municipal, iniciada em 01/2025, reorganizou a rede, fortaleceu a gestão do trabalho e instituiu o cuidado compartilhado, envolvendo diretores, equipes multiprofissionais, educação permanente e integração com a rede de educação. A experiência beneficiou toda a população, especialmente usuários de EMAD, EMAP, EMULT, ESF, saúde mental e vigilância, promovendo acesso, resolutividade e humanização do cuidado.
Reorganizar a rede municipal, saindo da fragmentação para o cuidado compartilhado, ampliando acesso, qualificando fluxos, fortalecendo equipes estratégicas (EMAD, EMAP, EMULT, ESF), integrando saúde e educação, organizando regulação e instituindo educação permanente como eixo de sustentação das mudanças.
A experiência foi conduzida por gestão compartilhada, com reuniões semanais de diretores, reestruturação de equipes (EMAD, EMAP, EMULTI ampliada), implantação de ESF em Ajicê, criação de PA de baixa complexidade, organização da regulação com protocolo e estratificação de risco, integração da psiquiatria com a educação para TEA, fortalecimento da vigilância e instituição do Núcleo de Educação Permanente. As ações envolveram levantamento de demandas, contratação de especialistas, reuniões de equipe, grupos educativos e análise de dados para tomada de decisão.
Após a reestruturação, o número de atendimentos do EMAD triplicou e o EMAP passou a ter produção real. A EMULTI ampliada aumentou a resolutividade da atenção básica. A regulação organizada reduziu filas e tempo de espera. A integração saúde–educação qualificou o cuidado de crianças com TEA. A vigilância reduziu casos de sífilis e fortaleceu o controle de arboviroses. A ESF em Ajicê e atendimento de urgências de baixa complexidade ampliaram o acesso e melhoraram o fluxo. O cuidado compartilhado tornou-se prática, com maior integração entre equipes e setores.
A experiência mostra que, mesmo com recursos limitados, é possível transformar a rede municipal ao apostar em gestão compartilhada, cuidado compartilhado e educação permanente. A reorganização das equipes, a integração entre setores e a valorização do trabalho em rede resultaram em acesso ampliado, filas mais justas e cuidado mais humano. O desafio agora é consolidar essas práticas, fortalecer o monitoramento de indicadores e garantir que o cuidado compartilhado continue sendo o fio condutor do SUS em Rancharia.
CUIDADO COMPARTILHADO, ORGANIZAÇÃO DA REDE
LARISSA GALINDO CASÇÃO DAS FLORES, AMANDA DE ARAÚJO FONTES, VALERIA CRISTINA DAS FLORES BONANATO