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A humanização do cuidado é um dos pilares do Sistema Único de Saúde (SUS), reconhecendo o usuário em sua integralidade, incluindo dimensões biológica, psicológica, social e espiritual. A assistência religiosa é um direito assegurado por legislação federal e municipal e constitui importante estratégia de acolhimento e suporte emocional durante a hospitalização. No município de São Vicente, a assistência religiosa ocorria sem fluxos padronizados, gerando insegurança institucional e desigualdade no acesso. Essa lacuna evidenciou a necessidade de normatização para garantir o direito dos pacientes e organizar o processo de trabalho nas unidades hospitalares municipais. Em 2025, a Secretaria Municipal da Saúde iniciou processo participativo para elaboração da Cartilha de Orientação para Assistência Religiosa, orientado pela Educação Permanente e Humanização em Saúde, com o apoio da Gestão ,Diretoria de Atenção Hospitalar, Urgência e Emergência e dos representantes da educação permanente dos serviços. A iniciativa resultou na publicação da Portaria nº 014/SESAU/2025, beneficiando pacientes internados, familiares e profissionais, fortalecendo a humanização e qualificando o cuidado no SUS municipal.
,Objetivo Geral Descrever a experiência de elaboração da Cartilha de Orientação para Assistência Religiosa nas unidades hospitalares de São Vicente como estratégia de humanização e qualificação do processo de trabalho. Objetivos Específicos • Garantir o direito à assistência religiosa de forma organizada e segura; • Padronizar fluxos institucionais nas unidades hospitalares; • Qualificar os processos de trabalho por meio da educação permanente; • Fortalecer práticas de humanização no cuidado hospitalar; • Promover respeito à autonomia, dignidade e singularidade dos usuários;
Trata-se de relato de experiência desenvolvido pela Secretaria Municipal da Saúde de São Vicente em 2025. A elaboração da cartilha ocorreu por meio de cronograma de reuniões técnicas intersetoriais, envolvendo a Gestão, Coordenação de Educação Permanente e Humanização em Saúde, Diretoria de Atenção Hospitalar, Urgência e Emergência e representantes da educação permanente das unidades hospitalares. Foram realizadas reuniões para diagnóstico situacional, levantamento de práticas existentes, identificação de desafios, discussão de aspectos éticos e legais e construção coletiva dos fluxos institucionais. A cartilha foi fundamentada na Lei Federal nº 9.982/2000 e na Lei Municipal nº 4.265/2022. Após validação institucional, foi oficializada pela Portaria nº 014/SESAU/2025. A implementação incluiu divulgação institucional, orientação às equipes e ações de educação permanente, envolvendo profissionais das três unidades hospitalares municipais, fortalecendo o alinhamento dos processos de trabalho.
A implantação da cartilha promoveu padronização institucional da assistência religiosa nas unidades hospitalares municipais. As equipes passaram a contar com diretrizes claras, reduzindo inseguranças operacionais e fortalecendo o respeito aos direitos dos pacientes. Promoveu maior organização dos fluxos, melhoria na condução das solicitações e fortalecimento da humanização do cuidado hospitalar. A iniciativa qualificou os processos de trabalho por meio da educação permanente, promovendo alinhamento institucional e integração entre gestão e serviços assistenciais. A experiência contribuiu para consolidar práticas mais seguras, éticas e organizadas, fortalecendo o cuidado centrado no usuário. Também reforçou o papel da educação permanente como ferramenta estratégica de qualificação do trabalho e melhoria contínua da assistência.
A construção e implementação da Cartilhailha de Orientação para Assistência Religiosa fortaleceu a humanização do cuidado hospitalar e qualificou os processos de trabalho no SUS municipal. A experiência demonstra o papel estratégico da educação permanente e da gestão participativa na construção de práticas mais organizadas, seguras e centradas no usuário. A normatização institucional garantiu o direito à assistência religiosa, promovendo dignidade, respeito e acolhimento durante a hospitalização. Também contribuiu para maior segurança das equipes e organização dos serviços. A iniciativa dialoga com a perspectiva do cuidado integral ao longo do curso de vida, ao reconhecer a importância do respeito às dimensões subjetivas e espirituais na promoção da saúde, especialmente diante do crescimento da população idosa e da necessidade de um envelhecimento com dignidade. Evidencia-se, assim, o potencial da gestão municipal na implementação de políticas humanizadas e alinhadas aos princípios do SUS.
humanização, atenção hospitalar, gestão
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