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A atividade física é reconhecida como uma das principais estratégias de promoção da saúde, prevenção de agravos e melhoria da qualidade de vida, especialmente na população idosa. No âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), ações que estimulem o movimento corporal aliado ao convívio social contribuem para o envelhecimento ativo, a autonomia e o fortalecimento de vínculos comunitários. No município de Matão, a implantação da dança circular conduzida por educadora física nas Unidades de Saúde surgiu como uma experiência inovadora e inclusiva, voltada principalmente aos idosos acompanhados pela Atenção Primária à Saúde. A atividade teve início em março de 2024 e passou a integrar o conjunto de ações de promoção da saúde desenvolvidas nas unidades, com encontros semanais. Participaram da experiência idosos de ambos os sexos, em sua maioria usuários frequentes dos serviços de saúde, muitos com doenças crônicas como hipertensão e diabetes, além de queixas relacionadas ao isolamento social, ansiedade e limitações funcionais. A dança circular mostrou-se adequada por ser uma prática de baixo impacto, adaptável às condições físicas dos participantes e por valorizar a coletividade, o respeito às individualidades e a integração social, fortalecendo o papel do SUS municipal na promoção do cuidado integral.
Promover a saúde integral da população idosa por meio da prática regular da dança circular nas Unidades de Saúde do município. Estimular a prática de atividade física orientada por profissional habilitada, respeitando os limites e potencialidades dos participantes. Favorecer a socialização, o fortalecimento de vínculos comunitários e a redução do isolamento social entre os idosos. Contribuir para a melhora do equilíbrio, coordenação motora, mobilidade, autoestima e bem-estar físico e emocional. Fortalecer as ações de promoção e prevenção em saúde no âmbito da Atenção Primária do SUS municipal.
A experiência foi desenvolvida nas Unidades de Saúde do município, com encontros semanais conduzidos por uma educadora física integrante da rede municipal de saúde. As atividades ocorreram em espaços adequados das unidades ou em áreas comunitárias próximas, garantindo acessibilidade e segurança aos participantes. A dança circular foi escolhida por sua característica inclusiva, permitindo a participação de idosos com diferentes níveis de condicionamento físico. As sessões tiveram duração média de 60 minutos e incluíram alongamento inicial, prática de danças circulares com músicas nacionais e internacionais, e momento final de relaxamento e conversa. Participaram em média de 15 a 30 idosos por grupo. As equipes de Saúde da Família apoiaram a divulgação, o acolhimento e o acompanhamento dos participantes, fortalecendo a integração multiprofissional. Quando necessário, houve articulação com outros serviços da rede, como NASF/eMulti e ações de educação em saúde, ampliando o cuidado e a resolutividade da Atenção Primária.
Os resultados observados foram positivos tanto do ponto de vista físico quanto psicossocial. Houve aumento da adesão dos idosos às atividades coletivas nas Unidades de Saúde, fortalecimento do vínculo com as equipes e maior participação em outras ações de promoção da saúde. De forma qualitativa, os participantes relataram melhora do humor, redução de sintomas de ansiedade e solidão, aumento da disposição física e sensação de pertencimento ao grupo. Observou-se melhora do equilíbrio, da coordenação motora e da mobilidade, contribuindo para a prevenção de quedas. A experiência também favoreceu a ressignificação das Unidades de Saúde como espaços de convivência, cuidado e promoção da vida, indo além do atendimento curativo. A atuação da educadora física foi reconhecida como fundamental para a segurança, qualidade e continuidade da prática, reforçando a importância do profissional de Educação Física no SUS.
A experiência da dança circular nas Unidades de Saúde de Matão demonstrou ser uma estratégia eficaz, humanizada e de baixo custo para a promoção da saúde do idoso no SUS municipal. A presença da educadora física garantiu a adequação dos movimentos, o respeito às limitações individuais e a condução segura das atividades. As reflexões ao longo do processo evidenciam que práticas corporais integrativas fortalecem o cuidado integral, ampliam o olhar sobre saúde e contribuem para a autonomia e o bem-estar dos idosos. Como perspectiva futura, espera-se a ampliação da experiência para outras unidades, a inclusão de novos grupos e a consolidação da dança circular como ação permanente na Atenção Primária, fortalecendo as políticas públicas de envelhecimento ativo e saudável no município.
DANÇA CIRCULAR MATÃO
LUCIANA BASTIA DE ARRUDA ASSUMPCAO MINGOSSI