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A expansão das Danças Circulares nos contextos de saúde, educacionais, sociais e inclusivos repercute diretamente no senso de bem-estar, pertencimento, cooperação e interconexão para as pessoas e comunidades envolvidas. Há 36 anos no Brasil, as Danças Circulares ocorrem sistematicamente em rodas mensais nos Parques e na cidade de Guarulhos/SP acontece há 10 anos Bosque Maia, mensalmente no último domingo do mês às 10 horas, com participação fixa de alguns dançantes, por todos estes anos. A Roda foi se tornando uma comunidade dançante do Bosque, fortalecendo laços e bem estar pessoal e coletivo. Reconhecida como uma Prática Integrativa e Complementar de Saúde – PICS, desde 2017, para o cuidado no Sistema Único de Saúde (SUS), através da Portaria 849/20178. O principal enfoque na dança circular não é a técnica em si, mas o sentimento de união do grupo. O espírito comunitário que se instala a partir do momento em que todos, de mãos dadas, apoiam e auxiliam os companheiros. Por ser uma atividade aberta a atividade atinge diversidade de faixa etária, condição social e apresenta característica fundante ao acolher a diversidade, como por exemplo na interação de integrantes de serviços de saúde mental do município e pessoas com deficiências, agregando as pessoas das mais diversas motivações, como atividade de lazer, integração grupal e com a natureza, trocas afetivas, como também de intervenção urbana, em um parque público, ao qualificar sua utilização com as danças circulares.
Garantir espaço e encontro mensal de convívio e de promoção da saúde a partir de rodas abertas de danças circulares em espaço público – principal parque da cidade e favorecer a ampliação da consciência sobre estilo de vida saudável, relação harmoniosa com a natureza, fortalecimento de laços sociais, abrangendo públicos heterogêneos e de diferentes faixas etárias.
Para desenvolvimento da atividade aglutinou-se focalizadores, voluntários da cidade, sendo uma delas gestora de saúde de um serviço do município para oficina mensal de Danças Circulares no Bosque Maia- GRU. Durante as atividades os participantes são instruídos a dançarem juntos, em círculos, internalizando os movimentos, liberando a mente, o corpo e as emoções. Por meio do ritmo, da melodia e dos movimentos, os integrantes da roda são estimulados a respeitar (harmonização), ensino das coreografias das diversas culturas dos povos e contemporâneas, sendo a formação circular e de mãos dadas propício para se criar senso de pertencimento e apoio na diversidade. A partir da parceria com o Programa Movimenta Saúde da Secretaria de Saúde a oficina se fortaleceu sendo divulgada nas mídias oficiais da prefeitura através de posts e release convidando os munícipes para participação, o que ampliou o alcance e entrada de novos municípios, sendo esta ação de comunicação, uma importante ferramenta de educação em saúde e diálogo com as ações temáticas de promoção em saúde, utilizando as cores elegidas MS para organizar as ações e temáticas das danças. A regularidade da oficina na tenda Verde do Bosque Maia – parceria estabelecida com Secretaria do Meio Ambiente, garantiu a identidade desta roda no âmbito municipal e nacional. A identidade visual da oficina foi a criação de um logo que remete a conexão com com a natureza, mãos dadas e diversidade.
As oficinas de danças circulares constituem-se como importante recurso para Cultura de Paz, ao favorecer mudanças de atitudes e a valorização do ser humano e do Planeta, pois entende-se que ela cumpre o papel de despertar no ser humano o respeito por si mesmo, pelo seu próprio ritmo, pelo outro e pelo ambiente, constituindo como uma ferramenta importante para sensibilização da consciência ambiental, bem estar e mudanças significativas no estilo de vida das pessoas envolvidas. Proporciona também ressignificação de histórias de vida e a criação de um campo energético capaz de sincronizar os ritmos individuais e do grupo com os ritmos da natureza. As danças circulares, transformam sentimentos e visão de mundo, aproximam as pessoas, favorecem a cooperação, integra a diversidade e complexidade humana, nos conectando com o Todo, ao sensibilizar para tornarmos indivíduos mais humanizados, éticos, solidários e conscientes de seu lugar no mundo. A história de 10 anos da oficina de Danças Circulares do Bosque Maia Guarulhos/SP foi retardada em capítulo de livro que versa sobre a experiências das danças circulares em parques públicos, vídeos e participação em congressos nacionais e internacionais, ressaltando as evidências de um espaço potente para ampliação do senso de bem estar, trocas sociais e sustentabilidade.
No entanto, novas pesquisas serão benéficas para verificar os efeitos da PICS – danças circulares em espaços públicos, destacando evidências já observadas nos passos trilhados ao longo deste anos e relatos dos dançantes, como espaço que proporciona autoconhecimento, senso de bem estar, promotora de saúde emocionalmental e inteligência social, como um importante espaço de fortalecimento de laços sociais, bem como de consciência para o cuidado com meio ambiente e senso de pertencimento entre as pessoas e o local que residem.
danças circulares, diversidade, sustentabilidade
Denise Castanho Antunes, Keila Costa, Maria Vilma Carneiro