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A proposta vem ao encontro de demandas reprimidas relacionadas a saúde de usuários da UBS Campo Limpo, especialmente público da terceira idade, saúde mental, possibilitando atividade de caráter mais direcionado e inclusivo. A ação para além dos espaços do serviço de saúde, retoma parcerias perdidas por força da Pandemia COVI-19, bem como, as fortalece a medida que cria laços de confiança e mútuo apoio institucional no contexto do território. Por meio do apoio da liderança religiosa, a atividade vem ganhando maior notoriedade, gerando convites para ações semelhantes em outros espaços, a exemplo de escolas, CCA\s, e igrejas de diferentes designações religiosas.
Possibilitar um espaço agradável e seguro para encontro e convivência do público frequentador; · Estimular nos participantes a promoção da saúde no âmbito do corpo, mente e relações intrapessoais e interpessoais; · Promover o aumento de conhecimentos acerca de temas correlatos a explicação e contextualização das Danças Circulares, no que se refere a cultura a identidade de diferentes povos; · Tornar-se um espaço de pesquisa e coleta de dados acerca da percepção dos participantes quanto a suas condições gerais de saúde.
A adesão às atividades de dança foi bastante gradativa, muito por conta do desconhecimento da prática e benefícios associados. Aos poucos um grupo tomou forma, com presenças recorrentes entre 4 a 6 pessoas. De forma estratégica, o APA em sua atribuição participava de grupo dentro e fora da UBS, sempre que possível difundindo a atividade em desenvolvimento na paróquia. Em resposta o número de participantes foi aumentando, vindo a beneficiar público de outras duas UBS, respectivamente Pq Regina e Jd. Olinda, dada a presença de usuárias de outras UBS que, através da prática na igreja, vieram participar. Um detalhe crucial a ser destacado foi a parceria da Paróquia nas ações de comunicação, por meio dos avisos ao longo das missas feitos pelo Pe Alessandro, e nas redes sociais e grupos de WhatsApp da igreja por meio da PasCom (Pastoral de Comunicação). O público participante é em sua grande maioria composto por mulheres 60+, tendo entre estas uma senhora de 89 anos, uma senhora acometida por Mal de Alzheimer, e um rapaz de meia idade com Down. A partir da condução a roda mostrou-se bastante inclusiva e seus participantes muito empáticos uns com os outros. Em termos de números, ao longo de 07 meses, participaram das atividades cerca de 50 pessoas, destas, cerca de 15 participantes fixos, que semanalmente se dirigem ao local para as vivências.
Dentre os resultados vale dar destaque: No contexto institucional, a retomada qualificada das relações entre serviço de saúde e ator social religioso do território; Melhoria na percepção da saúde pessoal dos participantes.
A partir da experiência em facilitar DCS no grupo da Paróquia São Francisco e Santo Estevão, foram possíveis novos convites para atividades dentro e fora do território da UBS Campo Limpo, dentre estes destaque para realização de Vivência em reunião técnica da UBS Pq Araribá; rodas facilitadas em unidades escolares e CCAs; rodas em outros serviços de saúde tendo por público usuários e equipe. Facilitar as danças é um momento de encontro, não apenas com o outro, mas especialmente consigo, desta forma manifesto neste espaço de considerações finais a minha enorme alegria pela oportunidade de levar as Danças Circulares e perceber no dia a dia, o quão pode ser transformadora esta prática na vida de diferentes pessoas.
Danças Circulares; terceira idade
FÁBIO HIDALGO VALENTE BORDALO