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A AMA (Assistência Médica Ambulatorial) Juscelino Kubitschek fica localizada no distrito de Guainases, no extremo da zona leste da capital de São Paulo, atende à livre demanda de saúde, com perfil de um pronto-atendimento sem a necessidade de agendamento prévio, para casos de baixa e média complexidade. Em detrimento ao perfilde vulnerabilidade da região e em consonância com o Núcleo de Prevenção da Violência (NPV), é essencial que colaboradores sejam capacitados para reconhecimento das violências para condução adequada dos casos, ademais, atuar com a educação em saúde dos usuários do serviço para compreensão dos tipos de violência de gênero, atenua em desfechos desfavoráveis ao indivíduo e a comunidade.
• Objetivo Geral Identificar o conhecimento e relação entre os vários tipos de violência que a mulher pode estar susceptível. • Objetivo Específico Mitigar os riscos de ocorrência com a orientação acerca dos recursos de atendimento e enfrentamento à violência disponíveis.
Esta ação foi desenvolvida através do NPV da AMA Presidente Juscelino Kubitschek, ao qual utilizou o acolhimento antes do atendimento médico para homens e mulheres propondo que pudessem relacionar a partir do seu conhecimento pessoal, os 5 tipos de violência, sendo descritas como: violência física, psicológica, sexual, moral e patrimonial, associando aos exemplos atitudinais de: empurrar, caluniar, difamar, controlar o comportamento, impedir o uso de contraceptivos e esconder o celular. Por conseguinte, os usuários foram convidados a refletir sobre as associações, fortalecendo a importância de saber reconhecer os tipos de violência, mitigando os riscos que as mulheres enfrentam e sob essa análise, foi realizada uma orientação sobre a importância do vínculo da linha de cuidado saúde da mulher na atenção básica, bem como ofertado um folder orientativo dos serviços de suporte: Centro de Referência da Mulher, Centro de Cidadania da Mulher, Centro de Defesa e Convivência da Mulher.
Foram acolhidos 22 pacientes, sendo 15 participantes do gênero feminino e 07 masculinos. Destes, foi possível observar que 100% dos entrevistados souberam relacionar que o ato de empurrar se caracteriza em uma violência física. No entanto, 36,36% dos participantes apontaram que a violência psicológica está alinhada ao controle de comportamento, onde 9% destes, eram homens. No que tange o ato de calúnia e difamação, apenas 4% do público masculino soube relacionar e exemplificar como sendo uma violência moral, ao passo que as mulheres representaram o maior coeficiente para o correto apontamento. A violência sexual foi apontada por 95,45% dos participantes como ato de impedir o uso de contraceptivos e 72% relacionaram que esconder o celular se caracteriza em violência patrimonial.
Identificamos que existe uma vulnerabilidade acerca do reconhecimento sob os tipos de violência do público participante. Fortalecer a conscientização para combater o estigma associado à violência e encorajar o público suscetível a denunciarem, garante que as vítimas de violência tenham acesso a serviços médicos de qualidade integrado e seguro.
Saúde da Mulher, Prevenção, Violência
Daniela Cristina Podadera Rodrigues, Célia Cristina Pardinho Neves, Isabele Brandão de Assis, Joyce Machado Nunes