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A epidemia de dengue desafiou os municípios a repensarem estratégias para conter os casos, especialmente em Araçatuba/SP, que apresenta índices elevados. Medidas eficazes e rápidas são essenciais para diminuir a transmissão, sobretudo com estratégias coletivas. A participação do serviço público, incluindo secretarias e departamentos municipais, além do envolvimento popular, é fundamental para combater a proliferação do Aedes aegypti. Criar um ambiente seguro e saudável fortalece a promoção e prevenção da saúde. Ações como mutirões de limpeza, campanhas educativas e mobilização comunitária são indispensáveis para eliminar criadouros e reduzir a incidência da doença. As redes colaborativas com intersetorialidade são essenciais, pois articulam diferentes setores da sociedade, otimizando recursos e potencializando impactos. A cooperação entre Saúde, Educação, Meio Ambiente e Assistência Social amplia a eficácia das ações. Parcerias com instituições de ensino, empresas e ONGs permitem o uso de tecnologias inovadoras, como drones para monitoramento e aplicativos para denúncias. A intersetorialidade assegura que o combate à dengue seja um compromisso coletivo, garantindo políticas públicas mais eficazes e sustentáveis. Somente com esforços conjuntos será possível minimizar os impactos da epidemia e proteger a saúde da população.
Realizar INTEGRAÇÃO com os agentes de endemias e de saúde, enfermeiros, médicos, além de todos os profissionais municipais. Mobilizar a comunidade da importância dos cuidados com os possíveis criadouros do mosquito A. aegypti, a fim de prevenir, promover saúde e consolidar uma rede colaborativa de ações intersetorias. realizar mutirão para a limpeza de áreas públicas e privadas, removendo objetos que acumulam água e podem servir como locais de reprodução do mosquito, realizando assim parcerias intersoriais. Informar os moradores sobre os riscos da dengue, os sintomas da doença e as medidas preventivas que podem ser adotadas no dia a dia. Incentivar a participação ativa de moradores, escolas, empresas e instituições locais, fortalecendo o senso de responsabilidade coletiva na luta contra a dengue fortalecendo uma grande rede colaborativa de ações. Trabalhar em conjunto com órgãos de saúde, associações de moradores e outras entidades. Monitorar Resultados: Avaliar a eficácia das ações
Com o aumento dos casos de dengue, o município adotou mutirões para integrar as ações dos Agentes Comunitários de Saúde (ACSs), Agentes de Combate a Endemias (ACEs), equipes de saúde e demais setores, para essa ação, cerca de 92 ACSs e 60 ACEs atuaram em conjunto na eliminação de criadouros e identificação de locais de risco, conforme a situação epidemiológica. Foram realizadas visitas, controle de criadouros, nebulização costal, inspeção de imóveis e orientação à população. O município promoveu também ações de manejo ambiental, com remoção de objetos que acumulam água, além da fiscalização de borracharias e imóveis de risco em parceria com fiscais sanitários. A fiscalização municipal também responsabilizou proprietários de terrenos e imóveis desabitados pela manutenção sanitária, enquanto a Secretaria de Obras cuida da manutenção de praças e fontes. As equipes de ACEs atuam com a Coordenadoria do Controle de Doenças (CCD) na aplicação de inseticida Nebulização Montada a Veículo em áreas críticas, reforçando o combate ao Aedes aegypti e reduzindo a incidência da doença.
Essa estratégia de mutirões no município ampliou a cobertura no combate à dengue. Com a mobilização dos ACSs e ACEs, mais de 75% dos quarteirões foram visitados, superando a meta de 50% de visitas mensais. Identificou-se que 28,2% desses locais possuíam larvas do Aedes aegypti, que foram eliminadas. Das 176 borracharias cadastradas, 108 foram vistoriadas, com apoio da fiscalização sanitária, que autuou estabelecimentos irregulares. A fiscalização de postura também atuou em terrenos sujos e imóveis desabitados, responsabilizando proprietários pelo descuido. Para reduzir criadouros, os ecopontos – locais de descarte de materiais recicláveis e inservíveis – tiveram horário ampliado, facilitando o acesso da população. Como resultado das ações, registrou-se uma redução de até 29% nos casos de dengue já em janeiro, um período historicamente sazonal, no qual se espera um aumento contínuo dos registros da doença. A integração entre setores garantiu a manutenção de espaços públicos, a fiscalização de áreas críticas e a aplicação de inseticida em pontos estratégicos. Essas ações reforçam o compromisso do município com a saúde pública, promovendo medidas preventivas eficazes e sustentáveis no enfrentamento da dengue.
Para não receber o nosso hospede em casa, precisamos eliminar o local de hospedagem, para tanto, as ações intersetoriais no município tiveram impacto significativo no combate à dengue, fortalecendo a vigilância epidemiológica. A ampla cobertura territorial, aliada à eliminação de criadouros e à fiscalização intensificada, resultou em uma redução de até 29% dos casos já em janeiro, período em que historicamente se espera um aumento da doença. Apesar dos avanços, a integração entre ACSs e ACEs apresentou desafios, especialmente na unificação dos fluxos de trabalho. Para aprimorar a atuação conjunta, a gestão municipal realizou reuniões contínuas com escuta ativa dos agentes, promovendo ajustes e maior alinhamento das equipes. A ampliação dos horários dos ecopontos, a fiscalização rigorosa e a mobilização da população foram essenciais para o sucesso das ações. O município reafirma seu compromisso com a saúde pública, destacando a importância da cooperação entre setores e da participação ativa da sociedade no controle da dengue.
DENGUE, INTEGRAÇÃO, MUTIRÃO
GUILHERME JUAN PONTE REGO DOS SANTOS, PRISCILA NOGUEIRA DE MORAIS CESTARO, GRAZIELA GON DA SILVA, TALITA CAROLINA BRAGANÇA DE OLIVEIRA, ELISABETE CRISTINA VELLO, FERNANDO HENRIQUE THONHOM DE CAMILO MELOTI