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A Educação Permanente em Saúde (EPS) é um processo de formação contínua voltado para o aperfeiçoamento dos profissionais da saúde, permitindo a atualização e aprimoramento das práticas assistenciais, por meio da aprendizagem significativa, promovendo mudanças com base nas necessidades reais dos serviços e dos usuários. Neste contexto sabe-se que os impactos da pandemia de COVID-19 e os protocolos assistenciais de Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), foram suspensos e substituídos por orientações focadas no distanciamento social, especialmente para grupos prioritários. Com o retorno dos atendimentos presenciais, surgiram dificuldades na reorganização do processo de trabalho devido à alta demanda e outros desafios na retomada destes protocolos. Sendo assim, por se tratar de uma problemática de saúde de vários municípios, a Comissão Intergestora Regional (CIR), juntamente com o Departamento Regional de Saúde (DRS), realizaram uma pactuação e contrato entre ensino e serviço para a realização de um Curso de Formação de Facilitadores de Educação Permanente em Saúde e do Cuidado às Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT). Estes facilitadores são fundamentais para promover a capacitação e a reorganização do cuidado, tornando os processos de aprendizagem mais eficazes e contextualizados dentro dos problemas de saúde, tornando uma ótima estratégia para consolidar práticas baseadas em evidências e aprimorar o cuidado ofertado no SUS.
O objetivo geral desta experiência foi evidenciar a importância da Educação Permanente em Saúde (EPS) na criação de estratégias para aprimorar os processos de trabalho relacionados às Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT). Além disso, buscar destacar o papel dos facilitadores de EPS na qualificação das práticas assistenciais, incluindo a sistematização de um plano de intervenção baseado em protocolos atualizados para o manejo eficaz das DCNT.
Este estudo seguiu uma abordagem descritiva e qualitativa, baseada na experiência da regionalização da saúde no estado de São Paulo, com foco na Atenção Primária à Saúde (APS). A pesquisa foi conduzida na região de Bastos, onde gestores municipais identificaram as Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), como hipertensão e diabetes, como prioridades devido ao impacto na mortalidade e às dificuldades no acesso e gestão do cuidado. Para enfrentar esses desafios, foi elaborado um plano de ação em parceria com os municípios, prestadores de serviço e o hospital de referência da região. Como parte da estratégia, foi organizada uma capacitação para 50 profissionais de saúde, visando qualificar o manejo das DCNT dentro da lógica da Educação Permanente em Saúde (EPS). Os gestores locais selecionaram dez profissionais das áreas de enfermagem, medicina, farmácia, fisioterapia, odontologia, assistência social e gestão para participarem do treinamento. Durante a capacitação, a equipe optou por iniciar a implementação do aprendizado por meio da revisão e ajuste do protocolo de atendimento, além da criação de um fluxograma para o resgate de pacientes com DCNT em cada unidade básica de saúde. Para estruturar e operacionalizar essas ações, foi utilizado o método 5W2H, que permite um planejamento detalhado e sistemático, garantindo maior clareza e eficiência na execução das estratégias propostas.
A implementação de um plano estruturado de Educação Permanente em Saúde (EPS), associada ao fortalecimento do papel dos facilitadores, contribuiu de forma significativa para a melhoria da gestão do cuidado em saúde, especialmente no manejo das DCNT. Esse processo resultou em um SUS mais eficiente e resolutivo, com um impacto positivo na organização do atendimento e no acompanhamento dos pacientes.
Dessa forma, observa-se que a EPS não apenas aprimora a qualificação profissional, mas também fortalece o trabalho em equipe, a troca de experiências e a construção coletiva de soluções para desafios enfrentados na atenção à saúde. A continuidade desse processo é essencial para garantir um atendimento cada vez mais humanizado, acessível e de qualidade à população, consolidando o papel da EPS como um eixo fundamental na melhoria do Sistema Único de Saúde (SUS).
Educação Permanente; DCNT; Fortalecimento do SUS
MATHEUS LUÍS LEITE COCA