Siga a gente
Av. Angélica, 2466 - 17º Andar
Consolação - São Paulo / SP
CEP 01228-200
55 11 3083-7225
cosemssp@cosemssp.org.br
Diante de um cenário tão complexo como o do setor saúde, é necessário buscar ferramentas que proporcionem soluções factíveis para os diversos problemas encontrados. Nesse sentido, incorporar o uso de tecnologias inovadoras no cotidiano da instituição através da qualificação dos profissionais é um recurso indispensável. O Design Thinking como abordagem para resolver problemas complexos e impulsionar a inovação começou a ganhar destaque na década de 1990, aplicando-o em uma variedade de contextos, desde o design de produtos até a melhoria de processos e serviços. Se destaca por sua abordagem holística, centrada no usuário e iterativa para resolução de problemas, enfatizando a empatia, a colaboração, a experimentação e o pensamento criativo. A proposta do uso de um método prático-criativo de solução de problemas, tem revolucionado a forma de enfrentar os problemas no setor público e privado. Desta forma, diante da necessidade de revisão, reflexão e avaliação dos processos de trabalho, apresentada por um grupo específico de servidores em uma unidade de vigilância em saúde, o setor de desenvolvimento e da escola municipal de saúde da divisão de gestão de pessoas, em conjunto com a divisão regional de vigilância em saúde, utilizou esta abordagem a fim de identificar e solucionar problemas existentes nos processos de trabalho, e colaborando na educação permanente em saúde daqueles servidores.
Objetivo: Rever os processos de trabalho de uma Unidade de Vigilância em Saúde. Objetivos Específicos: Promover o debate e a reflexão sobre o processo de trabalho da vigilância em saúde no território; Encontrar soluções para o aprimoramento das demandas levantadas; e estabelecer soluções criativas para os desafios do trabalho diário.
Foi utilizada metodologia problematizadora e ativo participativa, com a abordagem de Design Thinking. Foram realizados 4 encontros com 31 participantes, envolvendo todos os servidores da vigilância ambiental de uma unidade de vigilância em saúde. Cada encontro contou com fases propostas pela metodologia utilizada. Fase 1: Empatia – leitura sobre as legislações pertinentes a UVIS, ao processo de trabalho de cada profissão, ao mapeamento da estrutura física e de pessoal, a fim de entender suas necessidades, desafios e pontos de vista. Isso ajudou a criar empatia com a situação. Fase 2: Definição do Problema – Com base nas informações coletadas na fase de empatia, os participantes definiram um problema a ser resolvido. Isso envolveu a criação de um ponto de vista do usuário para orientar o processo de design. Fase 3: Ideação – Os participantes realizaram sessão de brainstorming para gerar uma ampla variedade de ideias para resolver o problema identificado. Foram encorajados a pensar de forma criativa e sem restrições. Fase 4: Prototipagem – Com base nas melhores ideias geradas na fase de ideação, os participantes desenvolveram protótipos de soluções. Isso envolveu a criação de modelos, desenhos e simulações dos serviços. Fase 5: Teste e Aprimoramento – Os protótipos foram apresentados, e os feedbacks foram usados para aprimorar as soluções. O feedback foi realizado por profissionais convidados, que atuam na área da vigilância ambiental.
A utilização da atividade educativa utilizando o Design Thinking, propiciou aos participantes a revisão, reflexão e aprimoramento dos processos de trabalho daquela unidade. Os participantes demonstraram entendimento dos princípios do Design Thinking. Foram desenvolvidas soluções criativas e centradas no processo de trabalho para os problemas definidos. A colaboração entre os participantes foi incentivada, resultando em uma abordagem interdisciplinar para a resolução de problemas. Proporcionou uma escuta ativa aos participantes, por ser uma metodologia centrada no usuário.
A atividade proposta utilizando a abordagem de Design Thinking foi bem-sucedida. Os participantes adquiriram habilidades valiosas em empatia, criatividade e resolução de problemas que podem ser aplicadas em seu cotidiano e atividades futuras. Como o principal objetivo da utilização do Design Thinking é criar propostas de soluções com base nas necessidades reais das pessoas constatamos que o Design Thinking pode ser uma ferramenta poderosa para promover a inovação, a eficiência e a eficácia na gestão de pessoas na administração pública, ajudando a criar ambientes de trabalho mais satisfatórios para os servidores públicos e assim possibilitar um serviço de qualidade para a comunidade. O que nos incentiva a continuar integrando tal abordagem e outras inovadoras em desenvolvimento de habilidades e programas educacionais para promover habilidades de resolução de problemas, com engajamento dos servidores e auxiliando na reflexão e realinhamento dos processos de trabalho.
Design thinking, gestão, inovação
Tania Gonçalves Vieira Caçador, Fernanda Ferrari, Giuliano Michel Mussi, Salete Monteiro Amador