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A argila é um dos materiais mais antigos conhecidos pela humanidade. No entanto, seu uso terapêutico ainda é pouco explorado. É bastante reconhecida como um recurso valioso devido à rica quantidade de minerais que contém. A sua composição físico-química permite uma variedade de aplicações, que incluem a capacidade de absorver impurezas, revitalizar tecidos e estimular a circulação sanguínea (Truppel et al., 2020). Cada tipo de argila possui uma combinação única de minerais, responsáveis por suas tonalidades. Para ser natural, não deve conter corantes, conforme indicado no rótulo. Sua granulometria afeta os efeitos na pele: argilas com partículas finas são indicadas para hidratação, suavização, controle da oleosidade e combate ao envelhecimento, enquanto as de granulometria maior são melhores para esfoliação e renovação celular (Amaral, 2015). A argila verde devido à montmorilonita, é eficaz no controle da oleosidade, também indicada no tratamento de dor, como no caso de dores musculares e articulares, diminuindo inflamações (Amaral, 2015). Face à crescente demanda por terapias complementares que ofereçam alívio sintomático para dores articulares, a geoterapia desponta como uma alternativa terapêutica acessível e de baixo custo; essa característica torna-se especialmente relevante no contexto da atenção primária à saúde, onde a implementação de soluções eficazes e economicamente viáveis é crucial para atender às necessidades da população.
Este relato de experiência tem como objetivo promover a divulgação dos benefícios da geoterapia à comunidade da UBS Jardim São Francisco II. Visa informar os usuários sobre as propriedades terapêuticas da argila e suas aplicações tanto individuais quanto em grupos, destacando-a como uma alternativa natural no cuidado à saúde. A proposta é difundir conhecimentos sobre seus benefícios, incentivando o uso consciente desta prática dentro do escopo das práticas integrativas e complementares em saúde (PICS).
Este relato de experiência tem como objetivo promover a divulgação dos benefícios da geoterapia à comunidade da UBS Jardim São Francisco II. Visa informar os usuários sobre as propriedades terapêuticas da argila e suas aplicações tanto individuais quanto em grupos, destacando-a como uma alternativa natural no cuidado à saúde. A proposta é difundir conhecimentos sobre seus benefícios, incentivando o uso consciente desta prática dentro do escopo das práticas integrativas e complementares em saúde (PICS).
Foram realizados dois grupos de discussão sobre geoterapia com usuários da Unidade Básica de Saúde (UBS), nos quais foram abordados os benefícios e as formas de aplicação da argila no tratamento de diversas condições de saúde. Durante os atendimentos foram ofertadas orientações individuais, tanto nas consultas de acompanhamento contínuo quanto nas de alta. Os pacientes que utilizaram a argila verde relataram melhorias significativas, especialmente no alívio de dores articulares, destacando a redução da inflamação e desconforto associado a condições como artrite e outras disfunções musculoesqueléticas. A argila verde foi particularmente eficaz devido à sua capacidade de absorver impurezas e estimular a circulação, contribuindo para a melhora dos sintomas. Os resultados foram apresentados no Seminário de Experiências Exitosas com Idosos, destinado à rede de profissionais de saúde das UBS, com o objetivo de compartilhar as evidências observadas e fomentar a adoção de práticas terapêuticas complementares no atendimento aos pacientes. A palestra também proporcionou troca de experiências sobre a eficácia da geoterapia, demonstrando seu potencial no alívio de dores e na melhoria da qualidade de vida, ampliando seu uso como ferramenta terapêutica acessível e de baixo custo. Vale ressaltar que residentes em práticas integrativas e complementares em saúde (PICS) desempenharam um papel ativo nesse processo, contribuindo com seus conhecimentos e apoio durante as orientações e grupos.
Os resultados desta experiência demonstram o potencial da geoterapia como prática terapêutica complementar eficaz, especialmente no alívio de dores articulares e no manejo de condições musculoesqueléticas. A utilização da argila verde foi amplamente benéfica para os pacientes, proporcionando uma melhoria significativa na qualidade de vida e no controle dos sintomas. A realização de grupos de discussão, juntamente com orientações individualizadas durante as consultas de acompanhamento e nas altas, permitiu um atendimento mais personalizado e eficaz. A participação ativa dos residentes em PICS (Práticas Integrativas e Complementares em Saúde) foi essencial para o sucesso da implementação da geoterapia pois garantiu a troca de conhecimentos e o fortalecimento da abordagem terapêutica. A experiência também evidenciou a importância de disseminar o uso de terapias complementares no contexto da atenção básica, promovendo cuidados acessíveis e de baixo custo para a população, ampliando o acesso a práticas naturais e sustentáveis para a promoção da saúde.
geoterapia
BYANCA BRUZZESE PRATA, EMERSON PINHEIRO FERREIRA, IACY MILLONE, ALEXANDRA CORRÊA DE FREITAS, ANA HONORATO, AUGUSTO VERSURI, KARINA FERREIRA DA SILVA