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A educação em saúde em unidades escolares é importante ferramenta para disseminação do conhecimento, especialmente através de atividades lúdicas e que incentivem a curiosidade própria da criança em idade escolar, contribuindo para a prevenção de doenças transmitidas por animais sinantrópicos ou por vetores, como a dengue, por exemplo. Com o crescimento desordenado das cidades e o ambiente criado pelo homem, muitos animais que antes habitavam áreas verdes, se habituaram a morar em área urbana dada à grande oferta de alimento, água, abrigo e acesso, resultado das condições inadequadas de infraestrutura e descarte irregular de lixo. Por isso, torna-se de grande importância que toda a população conheça os cuidados e manejos ambientais necessários no seu cotidiano, a fim de evitar a proliferação destes espécimes e a transmissão de doenças e agravos por eles causados. Apresentar tais informações para crianças em idade escolar promove conscientização pública e formação de uma sociedade mais comprometida com a sua comunidade, bem como reforça a sua importância e seu papel no mundo como agentes transformadores para uma sociedade mais saudável e sustentável.
– Sensibilizar as crianças para que estas atuem como agentes multiplicadores no território, mobilizando toda a comunidade local e suas famílias para adotarem medidas concretas de combate à dengue e controle de animais sinantrópicos. – Disseminar o conhecimento, através de ação lúdica (teatro de fantoches) entre crianças frequentadoras das Escolas Municipais de Educação Infantil (EMEIs), acerca dos sintomas da dengue e ciclo de vida do mosquito Aedes aegypti, bem como das formas de se prevenir sua proliferação, reduzindo a ocorrência da doença. – Exibir coleção de animais sinantrópicos (carrapatos, aranhas, escorpiões, roedores, barbeiros, caramujos, morcegos, entre outros), entre crianças frequentadoras das EMEIs e Escolas Municipais de Ensino Fundamental (EMEFs), orientando sobre seu papel na transmissão de doenças e/ou agravos e medidas preventivas para evitar sua instalação e proliferação.
Em parceria com a Diretoria Regional de Ensino (DRE), a Vigilância Ambiental da Unidade de Vigilância em Saúde Santo Amaro & Cidade Ademar organiza apresentações lúdicas com o tema combate à dengue para crianças das EMEIs, e exposição de animais sinantrópicos, álbum seriado e maquete para crianças das EMEIs e EMEFs do território. As ações seguem um cronograma anual, entre os meses de fevereiro e dezembro, em que a DRE sugere uma EMEI e uma EMEF por mês. O teatro de fantoches dura cerca de 20 minutos e contempla de 50 a 60 alunos por sessão, sendo necessárias 2 a 3 sessões para alcançar todas as crianças. A ação inicia com uma conversa, com cartazes e desenhos, entre um agente de combate a endemias (ACE) e as crianças, acerca do vetor (Aedes aegypti), das doenças transmitidas por ele, de sua proliferação e meios para interromper seu ciclo de vida. Em seguida, o teatro de fantoches, conduzido por três ACEs, conta a história do menino Xerebébeu, que foi picado pelo mosquito e diagnosticado com dengue. Neste momento, tem início a interação entre os fantoches e as crianças, ensinando a limpar o domicílio, com uso de recicláveis e brincadeiras para achar o fantoche do mosquito. Ao final, é cantada uma paródia e apresentada a mesa de animais sinantrópicos. A exposição da mesa versa sobre cada espécie animal e meios de conter sua instalação e proliferação; é um momento em que as crianças manuseam e interagem, aguçando a curiosidade e esclarecendo dúvidas.
Entre fevereiro de 2023 e dezembro de 2024, foram atendidas 43 unidades educacionais e aproximadamente 2850 crianças do território sob responsabilidade da Unidade de Vigilância em Saúde Santo Amaro & Cidade Ademar. Em 2023 foram realizadas ações em 9 EMEIs e 10 EMEFs elencadas pela DRE, totalizando 9 apresentações do teatro de fantoches e 19 exposições da coleção de animais sinantropicos, álbum seriado e maquete. Em 2024 foram realizadas ações em 10 EMEIS, 3 CEIS e 11 EMEFS elencadas pela DRE, totalizando 13 apresentações do teatro de fantoches e 21 exposições da coleção de animais sinantropicos, álbum seriado e maquete.
A educação em saúde tem por objetivo a transformação da realidade existente, em consonância com os princípios do Sistema Único de Saúde e com o trabalho em rede intersetorial. Considerando que 2024 foi um ano epidêmico para a dengue no município de São Paulo, verifica-se a relevância da realização destas ações educativas que consolidam a importância da parceria entre saúde e educação, uma vez que as crianças são potenciais agentes de transformação em suas casas e comunidade, contribuindo para a prevenção da dengue e demais doenças transmitidas por vetores e animais sinantrópicos, além de conhecerem os sintomas relacionados às mesmas favorecendo a busca pelo atendimento de saúde em tempo oportuno, reduzindo complicações, promovendo a saúde e prevenindo danos.
dengue, animais sinantrópicos, educação em saúde.
JULIANA NUNES MECCA DE OLIVEIRA ALVES, ADRIANO POVRESLO MELO, DANIELA CRISTINA PROFITTI DE PAIVA, EDER LAGO DE SANTANA, FERNANDA PIMENTA HOFFMANN, MELANIE GUTJAHR, SANDRA REGINA MILAN, SANDRA REGINA PIRES, VALDETE PEREIRA GOES DA LUZ