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A equidade em saúde, princípio do SUS, garante acesso à saúde considerando necessidades específicas. As Políticas de Promoção da Equidade buscam respeito à diversidade e atendimento integral a populações vulneráveis. Como porta de entrada do SUS, a Atenção Primária à Saúde (APS) deve fomentar políticas intersetoriais, acolhendo e articulando demandas de grupos com iniquidade no acesso à saúde. O GT Equidades surge com a missão de sensibilizar equipes para o atendimento a populações marginalizadas: População de Rua, Negra, Imigrantes, LGBTIA+ e Homens. O grupo trabalha diretrizes para fortalecer e criar ações que deem visibilidade às áreas temáticas, promovendo inclusão e apoiando a educação permanente, capacitando multiplicadores dentro das unidades. Projetos e ações nas unidades estimulam acolhimento, mudança cultural na equipe, geração de dados e possibilitam novas políticas públicas.
Sensibilizar e capacitar as equipes das unidades de saúde para que possam trabalhar e acolher as populações historicamente marginalizadas que adentram as unidades do território e subsidiar a busca e identificação dos munícipes que não chegam até a unidade para buscar cuidados em saúde, promovendo acesso igualitário, humanizado, resolutivo e equitativo aos serviços de saúde, maior satisfação aos profissionais envolvidos no processo do cuidado, agregação de valores e qualidade no atendimento, promoção de uma comunicação mais efetiva, precisa e empática entre o profissional e o munícipe, potencializando a eficiência, a produtividade e acessibilidade das ações em saúde ofertadas, considerando as necessidades e especificidades de cada individuo.
Foi instituído um Grupo de Trabalho intitulado GT Equidades, estruturado em torno do compromisso de constituir-se em um espaço aberto e plural de debate, articulação, mobilização e construção coletiva, comprometido com a melhoria em Saúde dos grupos populacionais trabalhados, movido pelo objetivo de contribuir para a implementação de mudanças nas práticas em saúde que impactem positivamente nos processos de saúde-doença-cuidado no território, com a primazia dos interesses públicos, promovendo acolhida com escuta qualificada e acessibilidade aos públicos trabalhados. No ano de 2024 foram realizados encontros com os profissionais das unidades bimestralmente com a continuidade do projeto em 2025 migrando para reuniões mensais. Foram realizados grupos de trabalho, rodas de conversa e capacitações diversas acerca dos temas de trabalho elencados.
A instituição do GT Equidades no território possibilitou a capacitação e sensibilização dos profissionais de saúde diretamente envolvidos no atendimento à população, impactando diretamente na promoção de ações em saúde, com melhoria da qualidade da atenção à saúde e do acesso aos serviços pelos grupos populacionais abordados. As unidades do território apresentaram projetos direcionados a essas populações, que foram realizados em seus locais de trabalho, evidenciando a importância dos temas propostos e a sensibilização dos profissionais para acolher os munícipes com escuta qualificada, resolutividade e livre de preconceitos. Fica evidenciada a necessidade de mobilização, capacitação, articulação e sensibilização contínua dos profissionais envolvidos em saúde pública do território, promovendo a implementação de políticas e ações que oportunizem o acesso e atendimento qualificado em saúde às populações historicamente marginalizadas.
A equidade em saúde é um marco ético da bioética que busca reduzir as desigualdades de saúde e garantir que todos tenham acesso a cuidados de saúde adequados. Tendo em vista as desigualdades sociais e a negligência histórica em relação ao acesso às políticas públicas e ao cuidado em saúde relacionadas a determinados grupos populacionais, faz-se necessário abordar, em todos os níveis de atenção do SUS, as políticas de equidade em saúde, destacando as singularidades de cada grupo, e garantindo o atendimento integral, humanizado e resolutivo à esses grupos. Com a abordagem direcionada aos grupos citados, vivenciamos os preconceitos, barreiras culturais e a dificuldade de acessar o serviço de saúde pelos munícipes, bem como a necessidade de capacitar e sensibilizar os profissionais de saúde sobre estas temáticas tão antigas e ao mesmo tempo atuais para estes grupos.
equidade, inclusão, população, vulnerável
VANESSA CRISTINA SILVA CAVALCANTE, ELISA CRISTINA SIMPLICÍO DE LIMA, CARINA REZENDE DE MELO BOAVENTURA, JOANA RODRIGUES LOBO, LILIAN SANTIAGO FERNANDES