Siga a gente
Av. Angélica, 2466 - 17º Andar
Consolação - São Paulo / SP
CEP 01228-200
55 11 3083-7225
cosemssp@cosemssp.org.br
Realizar planejamento de forma ascendente em um município com as dimensões e a complexidade da cidade de São Paulo é com certeza um grande desafio. No início desta gestão, a Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo realizou seu planejamento estratégico para o período 2022-2025, vinculando o seu processo de planejamento estratégico à elaboração do Plano Municipal de Saúde (PMS), o principal instrumento municipal de saúde. A construção do PMS 2022-2025 foi realizada a partir de quatro diretrizes pensadas como guias para orientar as áreas técnicas na elaboração das metas, dos indicadores e do plano de trabalho, de modo a melhorar a integração entre as diversas áreas da rede municipal do SUS. As Diretrizes 1, 2 e 3 foram elaboradas a partir do diagnóstico das áreas técnicas, enquanto a Diretriz 4, partiu das demandas dos territórios, como forma de readequar as políticas públicas em saúde às prioridades locais. Pautados no compromisso do planejamento participativo, a Assessoria de Planejamento disponibilizou uma ferramenta e demandou às Coordenadorias Regionais de Saúde a criação dos Grupos de Planejamento Regionais (GPR), com o objetivo de apoiar o processo de acompanhamento e monitoramento das ações e metas do plano e em especial as ações e metas de cada território. Desta forma, a CRS Sul, desde dezembro de 2021, instituiu seu GPR e busca qualificar o processo de planejamento nas regiões de forma a atender as necessidades de saúde da população e aprimorar a gestão do SUS.
Objetivo geral – Fortalecer e qualificar o processo de Planejamento Regional na CRS Sul para o aprimoramento da gestão das políticas públicas de saúde, reconhecendo suas especificidades. Objetivos específicos – 1- Disseminar o conhecimento do PMS 2022-2025 e os demais instrumentos de planejamento do SUS; 2- Envolver os interlocutores das áreas técnicas e da gestão participativa da CRS e Supervisões Técnicas de Saúde (STS); 3- Promover um planejamento mais integrado, transparente, efetivo e eficaz; 4- Incentivar a cultura do planejamento como base para definir as ações de acordo com a singularidade em cada território; 5- Monitorar as ações e metas do Plano Municipal de Saúde.
A proposta de fortalecimento do Planejamento Regional na CRS Sul foi estruturada desde dezembro de 2021, com a criação do Grupo de Planejamento Regional (GPR) e a partir dele a organização do trabalho em 3 estratégias: 1- Divulgação e Formação – Apresentação do PMS 2022-2025 para a gestão e assessoria da CRS; Realização de 9 oficinas de planejamento estratégico com STS/OSS para apropriação e das Diretrizes, Objetivos, Metas e Indicadores do Plano de Saúde; Plano de EP alinhado com as ações e metas do PMS. 2 – Apoio aos territórios – Discussão das Metas por área temática; Proposta de ajustes com o envolvimento das áreas técnicas; Apoio à gestão participativa na interlocução com os Conselhos Gestores. 3 – Monitoramento – Acompanhamento das ações e metas através de um formulário disponibilizado pela ASPLAN; Alimentação dos Instrumentos de Gestão (PAS, RDQA, RAG); Avaliação e aprovação pelos Conselhos Gestores. Em maio de 2023, a CRS reestruturou o seu GPR ampliando a participação e envolvendo Gestores locais, Áreas técnicas, Informação em Saúde, Gestão Participativa e Educação Permanente. Foi instituído agenda de encontros e a utilização de metodologias ativas, elegendo 1 Meta ou mais para discussão com o grupo para a tomada de decisão. Esse novo processo, coordenado pelo gabinete da CRS, possibilitou o grupo ampliar o seu olhar e o seu papel matricial dentro do planejamento e o reconhecimento do PMS como instrumento balizador da política de saúde nos territórios.
Como resultado desse trabalho, destacamos: • Avanço no reconhecimento das diretrizes, objetivos, metas e indicadores do PMS e como elas se relacionam com os diversos cenários existentes na CRS Sul; • Promoção de maior integração e alinhamento entre a Coordenadoria Regional de Saúde Sul, Supervisões Técnicas de Saúde e a Gestão Participativa das STS; • Modificação no processo de elaboração do PLAMEP considerando o PMS como base para as ações de Educação Permanente; • Maior envolvimento da área de Gestão Participativa das STS no monitoramento dos instrumentos de planejamento; • Maior participação dos Conselheiros Regionais na avaliação do RAG 2023 e na indicação de novas propostas para a Programação Anual de Saúde 2024 (25% das propostas recebidas foram da CRS Sul); • Efetivação do apoio no processo de planejamento local; • Consolidação de agenda regional para avaliar e socializar o andamento dos planos propostos, mesmo que a meta seja monitorada pela área responsável.
Consideramos que organizar o processo de planejamento olhando para os territórios e envolvendo a gestão, os trabalhadores e a comunidade é um trabalho complexo, porém, necessário para alcançarmos melhores resultados. Entendemos que ainda existem muitos desafios a serem superados, principalmente os relacionados à grande demanda de trabalho e a volatilidade da participação das áreas técnicas e gestores, mas, apostamos que esse é o caminho a trilhar na busca de maior resolubilidade na gestão da saúde.
Planejamento, Metas, Gestão Participativa
Nádia Regina Ravani Gurgel, Maria Laura Deorsola, Bianca Pareja Gonzales Colomba, Danielle de Cássia Souza Macedo, Francidalva Cantuário Gonçalves Carneiro, Isabel Cristina Pagliarini Fuentes, Samara Bragagnolo