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Durante a abertura do pré-natal e acompanhamento, pode-se de forma precoce diagnosticar a sífilis na gestante, oferecer tratamento adequado, dela e do parceiro, bem como o monitoramento do caso. Na UBS Iaçapé, em 2021 foram realizadas nove notificações de sífilis em gestante, que resultaram em cinco notificações de sífilis congênita. Percebemos a necessidade de organização do processo de Trabalho, realizamos a construção das estratégias na abordagem de sífilis gestacional com base no levantamento dos problemas de vigilância epidemiológica em nossa unidade. Organizamos o serviço através de reuniões técnicas, oficinas, educação continuada com os interlocutores de sífilis da STS /OSS. Em outubro de 2021, iniciamos com a identificação dos problemas e levantamentos dos nós críticos, como resultado obtivemos a não realização do TR, falta de entendimento ao protocolo de prevenção da transmissão vertical da sífilis , não realização do VDRL na abertura do pré natal; falha no fluxo de notificação dos casos de gestante com sífilis, realização de teste rápido de gravidez e não realização dos testes rápidos de HIV, Sífilis, Hepatite B e C; definição de casos como cicatriz sorológica, porém sem comprovação de tratamento, centralização da gestante com sífilis no enfermeiro da vigilância; falta de tratamento do parceiro, falha no plano terapêutico das gestantes e parceiros sexuais, atraso na análise dos exames laboratoriais e no acompanhamento periódico das consultas pré-natais.
Elaborar estratégias para diminuição de taxas de sífilis congênita, seguindo criteriosamente o protocolo vigente; Organizar o fluxo de atendimento de gestantes com sífilis; Otimizar o tratamento de sífilis na gestante por prescrição de enfermeiros; Monitorar infecções tratadas de sífilis em gestantes mensalmente.
Trata-se de estudo descritivo-exploratório de natureza qualitativa e quantitativa. Para o presente estudo, optou-se por abordar dados dos sistemas SIGA, BI mãe paulistana, ficha de notificação, onde foi retirado relatórios alimentados previamente com dados de atendimento das gestantes e todos os ciclos da gestação e profissionais que os realizaram. A coleta de dados foi realizada de outubro de 2021 a dezembro 2023.
Como plano de ação discutimos com os profissionais o adequado acompanhamento da gestante com sífilis e os casos da Unidade discutidos nas reuniões do Comite de Sífilis, levantamento das falhas no pré-natal e a atuação do enfermeiro no tratamento da sífilis em gestante. Durante o processo de padronização, houve fortalecimento da equipe NUVIS, com a construção de POP para segmento de gestante com sífilis, obrigatoriedade de preenchimento de planilha de monitoramento de sífilis gestacional, controle de infecção de sífilis através de coleta de VDRL; realização de controle no prazo da aplicação do tratamento gestante e parceiro, prescrição de tratamento de sífilis pelos enfermeiros na abertura do pré-natal, teste rápido e realização de sorologia antes do tratamento, avaliação de resultados de exames, garantia de realização de teste rápido em todas as mulheres com atraso menstrual, acompanhamento adequado da criança exposta/ congênita. Observamos melhora no acompanhamento de maneira significativa, além do entendimento dos profissionais com os protocolos estabelecidos, contudo obtivemos resultados exitosos no ano de 2021 foram realizadas nove notificações de sífilis gestacional sendo cinco sífilis congênitas, em 2022 foram realizadas trinta e três notificações de sífilis gestacional sendo zero congênita, em 2023 foram realizadas dezenove notificações de sífilis gestacional sendo zero sífilis congênita
Conclui-se que a avaliação da assistência ao pré-natal a gestante com sífilis é possível. Na avaliação da equipe as estratégias criadas e implantadas foram excelentes para a análise da qualidade dos serviços de saúde direcionados às gestantes com sífilis desde o acompanhamento e monitoramento eficaz das consultas, trazendo resultados exitosos para a gestante e a equipe. A Atenção Primária é grande expoente no controle de sífilis, a necessidade de estratégias eficazes para controle da doença é de extrema importância. O trabalho na UBS continua de forma diária, ainda precisamos monitorar de acordo com o protocolo o controle de exames no paciente com sífilis adquirida, pois futuramente algum caso pode se tornar de gestante. Almejamos em breve nenhum caso de sífilis congênita na nossa região e que isso se propague para o município São Paulo e quem sabe Brasil.
Sífilis, gestante, monitoramento
Cristiane Santos da Silva, Camila Vieira Cavalheiro, Lais Leiko Batista Azuma, Samara Candido de Jesus, Patricia Costa dos Santos