Siga a gente
Av. Angélica, 2466 - 17º Andar
Consolação - São Paulo / SP
CEP 01228-200
55 11 3083-7225
cosemssp@cosemssp.org.br
Os escorpiões são animais predadores e se alimentam principalmente de animais invertebrados e insetos. Atualmente existem cerca de 2200 espécies de escorpiões conhecidas no mundo. Dessas, cerca de 160 vivem no Brasil. De todas essas espécies, somente duas espécies são relevantes para a saúde pública na cidade de São Bernardo do Campo: Tityus Serrulatus (escorpião amarelo) e Tityus Bahiensis (escorpião marrom) e podem ser encontrados em área urbana, ocorrendo em áreas verdes, parques, cemitérios, terrenos baldios, linhas de trem, em galerias de esgoto, de águas pluviais e de instalações elétricas, em meio a materiais de construção e entulhos. Se alimentam principalmente de insetos e invertebrados, como baratas, muito comuns e abundantes nas cidades. Os escorpiões são animais peçonhentos pois podem inocular veneno através de um ferrão localizado na ponta de sua cauda. Os acidentes ocorrem com mais frequência durante a primavera e o verão, períodos de reprodução das espécies. É fundamental monitoramento de populações de escorpiões, pois medidas devem ser adotadas para que seja evitada a sua proliferação, por meio de ações de controle, captura (busca ativa) e manejo ambiental, sendo importante identificar e conhecer a distribuição de escorpiões prevalentes o que permite planejar e dimensionar as estratégias mais adequadas de controle para uma determinada área, e assim, é possível realizar o serviço de conscientização da população e prevenção dos acidentes por escorpião.
Apresentar estratégias de manejo e controle da população de escorpiões no município de São Bernardo do Campo/SP.
Recebimento da demanda pelos canais oficiais do município; abertura de ordem de serviço referente a demanda apresentada; visita e vistoria de uma equipe técnica para avaliação e providências, tais como orientação técnica ao solicitante, recolhimento de amostra previamente coletada (quando houver), varredura e recolhimento de amostras nas proximidades do local do foco, culminando na desinsetização em rede de esgoto e bueiros no logradouro do local do foco e quando necessário encaminhamento para fiscalização zoosanitária para propositura por parte do responsável do imóvel para adequação do local para evitar proliferação das espécies.
Nos anos de 2022 e 2023 foram coletados 68 amostras de escorpiões no município, destes 30,9% são da espécie T.Bahiensis, conhecido como escorpião marrom e 69,1% de T.Serrulatus conhecido como escorpião amarelo, sendo 25% no território 2; 23,5% no território 4; 22% no território 1; 16% no território 6; 7,4%no território 8 e 3% respectivamente nos territórios 5 e 7, não houve incidência nos territórios 3 e 9.
Para se ter sucesso no controle da população de escorpiões se faz necessário o trabalho em duas frentes principais: a orientativa, que consiste em alertar a população sobre os perigos dos acidentes provocados por escorpiões através de folhetos informativos e esclarecimento de dúvidas in loco; e a operacional, que consiste em providências tomadas pela equipe técnica de prevenção e controle de vetores, tais como o recolhimento de amostra no local do foco e a varredura nas proximidades para coletar amostras de escorpiões; e o controle químico, através de aplicação de inseticida em rede de esgoto e bueiros no logradouro do local de foco. A conscientização da população e o trabalho de controle de manejo pelas equipes de prevenção e controle de vetores do município, em demonstrando resultados satisfatórios. É possível observar que o território de saúde 2 apresenta maior incidência, seguido por território 4 e território 1, em contrapartida o território 3 e o 9 não ocorreu nenhum aparecimento.
Peçonhentos; escorpião; monitoramento; controle
Marco Aurélio Ferreira, Alexandre de Oliveira Chagas