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O desenvolvimento da comunicação e da linguagem em crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Deficiência Intelectual exige uma abordagem terapêutica ampliada e integrada. No contexto do SUS, a atuação da fonoaudiologia em Centros Especializados em Reabilitação (CER) tem se mostrado essencial na promoção da comunicação funcional, favorecendo a inclusão social e a autonomia. No CER IV de M’Boi Mirim, estratégias como o uso da música, brincadeiras lúdicas e intervenções multiprofissionais têm sido fundamentais para potencializar o neurodesenvolvimento dessas crianças. Essas práticas estimulam não apenas a oralidade, mas também a interação social e o engajamento nas terapias.
•Estimular o desenvolvimento da linguagem e da comunicação em crianças com TEA e deficiência intelectual, respeitando suas singularidades. •Utilizar recursos lúdicos, como música e brincadeiras, para promover engajamento e aprendizagem. •Favorecer a interação social e o desenvolvimento de habilidades comunicativas funcionais. •Integrar a fonoaudiologia a outras áreas da reabilitação, potencializando os ganhos terapêuticos.
A intervenção é realizada em um contexto multiprofissional, com participação de fonoaudiólogos, psicólogos, terapeutas ocupacionais e nutricionistas, adaptando estratégias às necessidades individuais das crianças. As sessões incluem: •Música e ritmo: utilizadas para estimular a vocalização, ampliar repertório verbal e facilitar a imitação de padrões sonoros e entonações. •Brincadeiras lúdicas e interação social: jogos simbólicos e atividades em grupo para desenvolver intenção comunicativa e ampliar trocas interpessoais. •Comunicação alternativa e aumentativa (CAA): uso de figuras, gestos e dispositivos para ampliar a comunicação funcional de crianças não verbais ou com dificuldades na oralidade. •Atuação integrada: planejamento conjunto das terapias para garantir que as estratégias de comunicação sejam aplicadas em diferentes contextos da reabilitação e do dia a dia da criança.
As abordagens lúdicas e musicais demonstraram alto impacto na adesão e no progresso terapêutico das crianças, favorecendo a ampliação do repertório verbal e gestual. O envolvimento multiprofissional possibilitou a aplicação transversal das estratégias, permitindo ganhos na interação social e no comportamento comunicativo. Observou-se uma maior participação das crianças nas atividades cotidianas, redução de frustrações relacionadas à dificuldade de comunicação e fortalecimento do vínculo com os familiares e cuidadores.
A experiência reforça a importância de uma abordagem terapêutica ampliada para crianças com TEA e deficiência intelectual no SUS. O uso da música e do brincar, associado ao trabalho multiprofissional, mostrou-se eficaz na estimulação da linguagem e da comunicação funcional. A continuidade dessas estratégias e a expansão para outras unidades de reabilitação podem garantir um atendimento cada vez mais humanizado e inclusivo, promovendo o desenvolvimento integral dessas crianças.
Fonoaudiologia, comunicação, TEA, reabilitação.
FERNANDA CRISTINE PIRES DE LIMA, LISIE CAROLINA RODRIGUES DOS SANTOS FERNANDES, THATIANE CORTES SANTOS MORAIS