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A esporotricose é causada pelo fungo Sporothrix brasiliensis e afeta tanto humanos quanto animais, especialmente gatos, com transmissão ocorrendo por contato com material orgânico contaminado. A cidade de São Paulo viu um aumento dramático nos casos desde 2011, principalmente entre felinos, o que levou à implementação de medidas de notificação compulsória e estratégias de controle. O projeto enfatiza a importância da guarda responsável de animais, incluindo medidas como manter os gatos domiciliados, esterilização cirúrgica ou castração e cuidados especiais durante o tratamento de animais infectados.
OBJETIVO GERAL: Sensibilizar a população do território sobre a identificação, prevenção e tratamento da esporotricose felina e humana por meio da promoção da guarda responsável de animais domésticos. OBJETIVOS ESPECÍFICOS: 1. Orientar a população do território sobre prevenção e tratamento da esporotricose felina e humana por meio de ações coletivas, visitas domiciliares e ações em escolas. 2. Realizar o censo animal felino do território da UBS Jardim Indaiá. 3. Identificar casos suspeitos de esporotricose felina e humana no território da UBS Jardim Indaiá.
A metodologia do Projeto PAVS inclui ações ambientais coletivas, mutirões e visitas domiciliares para identificação precoce de sintomas em humanos e animais. Profissionais de saúde divulgarão serviços municipais de apoio à guarda responsável, enquanto um painel informativo na UBS Jardim Indaiá reforçará a conscientização sobre a doença e a importância do tratamento adequado. Lideranças locais e recursos da Unidade de Vigilância em Saúde do Itaim Paulista serão mobilizados para apoiar a implementação e monitoramento das atividades, focadas especialmente em áreas com notificações de casos ou suspeitas da doença.
A execução do projeto “Protegendo o Jardim Indaiá: Estratégias para prevenção da esporotricose na atenção básica ” apresentou resultados significativos no território da UBS Jardim Indaiá. Foram realizadas 15 ações educativas, alcançando um total de 592 participantes, além de 95 visitas ambientais e 95 visitas domiciliares, com 146 pessoas orientadas em cada modalidade. As atividades envolveram ações integradas com a UVIS, parceiros institucionais e o Programa Saúde na Escola (PSE), fortalecendo a articulação intersetorial no enfrentamento da esporotricose. Como avanço importante, 100% das Agentes Comunitárias de Saúde foram capacitadas sobre a identificação e orientação relacionada à esporotricose, ampliando a capacidade de vigilância e intervenção no território. Estima-se que cerca de 30% da população adscrita já tenha sido sensibilizada quanto à prevenção, tratamento e guarda responsável de animais. O censo animal felino foi realizado com sucesso, possibilitando a identificação de casos suspeitos e o acompanhamento de animais em tratamento, com registros de cura em menos de dois meses em alguns casos. Entre as dificuldades encontradas, destaca-se a presença de gatos errantes sem tutores, considerados importantes vetores de transmissão da doença no território. Ainda assim, os resultados demonstram efetividade das ações educativas e assistenciais, com avanços contínuos na redução da transmissão da esporotricose e no fortalecimento da saúde única no território
O desenvolvimento do projeto ao longo das últimas quatro avaliações, demonstrou impacto positivo no território da UBS Jardim Indaiá. As ações educativas coletivas, visitas domiciliares e atividades intersetoriais possibilitaram maior disseminação de informações sobre identificação, prevenção e tratamento da esporotricose felina e humana, contribuindo para a sensibilização gradual da população adscrita. A capacitação integral das Agentes Comunitárias de Saúde ampliou a capacidade de identificação precoce de casos suspeitos, bem como o direcionamento adequado para tratamento e acompanhamento dos animais infectados. A realização do censo animal felino permitiu maior conhecimento da realidade do território, favorecendo o planejamento de intervenções mais eficazes e direcionadas. Observou-se também maior adesão ao tratamento por parte de tutores de animais, com registros de evolução clínica favorável e cura em alguns casos. Apesar dos avanços, a presença de gatos errantes sem tutores permanece como um desafio relevante, exigindo a continuidade das ações educativas, articulação com outros setores e estratégias sustentáveis de controle populacional.
ATENÇÃO BÁSICA
KELLY GARLET, CARLOS WANDERLEY CALADO BATISTA NEVES, GISELE BATISTA CHUANG