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Este relato apresenta a experiência de organização do cuidado em saúde mental na atenção primária do município de Lagoinha-SP, iniciada em julho de 2024. Essa organização aborda estratificação de risco, Níveis de intensiva de cuidado, tipos de cuidados ofertados e fluxograma. Foram definidos na estratificação de risco quatro níveis de risco, sendo estes: Urgência; Alto risco; médio risco; Baixo risco. Cada um destes recebeu um profundo detalhamento de características, sinais e sintomas. A partir disso, foi estabelecido os níveis de intensidade de cuidado, na qual é articulando o nível de risco com a oferta de cuidado correspondente. A proposta consistiu na criação de um sistema de estratificação de risco, categorizando os usuários em diferentes níveis de gravidade e definindo a intensidade de cuidado para cada caso. Essa abordagem permitiu qualificar a assistência, otimizar os recursos da rede de atenção e promover um acompanhamento mais humanizado e efetivo. A falta de um fluxo estruturado e de critérios claros para o manejo dos casos de sofrimento psíquico resultava em sobrecarga da equipe e descontinuidade do cuidado. Diante desse cenário, surgiu a necessidade de estabelecer um modelo sistematizado que garantisse um atendimento equitativo e resolutivo.
•Estruturar um modelo de estratificação de risco para qualificar o atendimento em saúde mental. •oferecer intervenções qualificadas, acessíveis e articuladas às necessidades individuais dos usuários, priorizando a integralidade, a humanização e a continuidade do cuidado. •Definir níveis de intensidade de cuidado, assegurando que cada paciente receba a assistência adequada. •Melhorar a alocação de recursos e evitar encaminhamentos desnecessários. •Ampliar a integração entre os profissionais da atenção primária e os serviços especializados.
Inicialmente, foi identificado de forma orgânica no cotidiano de trabalho a necessidade de elaborar uma organização e sistematização dos processos, fluxos e linhas de cuidados ofertados no serviço de saúde mental do município. Posteriormente, foi realizado intenso estudo de outros modelos de estratificação de risco e de gestão em saúde mental de outros municípios. A partir disso foi elaborado um sistema de estratificação de risco com base na funcionalidade do usuário, sua rede de apoio e intensidade dos sintomas. Com isso, foram definidos quatro níveis de risco (altíssimo, alto, médio e baixo) e a intensidade correspondente do cuidado (emergencial-integral, intensivo, semi-intensivo e não intensivo). O modelo foi inserido na rotina dos serviços de saúde e passou a orientar o acolhimento, os atendimentos individuais e coletivos, as visitas domiciliares e as intervenções multiprofissionais. Por fim, foi implementado e colocado em pratica os processos estabelecidos, havendo ainda monitoramento e análise constante.
A estratificação de risco impactou positivamente a organização do cuidado em saúde mental. A definição de níveis de risco possibilitou um direcionamento mais assertivo dos usuários, garantindo que os casos de maior gravidade recebessem atendimento prioritário. Com a maior clareza de critérios de risco, e definição de linhas e caminhos de cuidado a partir de cada necessidade, o fluxo se mostrou mais fluido e as demandas com melhor resolutividade. Houve uma redução na sobrecarga dos profissionais, já que os pacientes passaram a ser atendidos conforme sua necessidade real, garantindo o princípio da equidade. Outro avanço significativo foi a melhoria na prevenção de crises e agravos, com o monitoramento contínuo dos casos de alto risco. o processo clínico, no que diz respeito a evolução e melhora dos pacientes, também apresentou melhores resultados. Com a organização e sistematizações, foi possível dar maior atenção par aqueles casos que demandam mais cuidados, e com isso foi possível notar avanços.
A experiência de estratificação de risco demonstrou ser uma estratégia eficiente para qualificar o cuidado em saúde mental na atenção primária. O modelo estruturado permitiu maior previsibilidade e organização do fluxo assistencial, garantindo uma distribuição equitativa dos recursos e um atendimento mais adequado às necessidades dos usuários. Apesar dos avanços, alguns desafios permanecem, como a necessidade de capacitação contínua da equipe e a ampliação das ofertas de cuidado. Os próximos passos incluem a consolidação da estratificação como protocolo municipal e o fortalecimento da articulação com outros serviços da rede de saúde. A experiência de Lagoinha-SP pode servir como referência para outros municípios interessados em aprimorar a organização do cuidado em saúde mental dentro da atenção primária.
SAÚDE MENTAL ,ESTRATIFICAÇÃO DE RISCO
RENAN DA COSTA ROQUE