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O exame do pezinho é essencial para a detecção precoce de doenças raras e graves em recém-nascidos (RN), prevenindo danos irreversíveis, deficiência intelectual e óbitos. No Brasil, o exame é um direito garantido em Lei e faz parte do Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN) , Ministério da Saúde, que padroniza o diagnostico e garante tratamento das doenças: fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, anemia falciforme, fibrose cística, deficiência de biotinidase e hiperplasia adrenal congênita. Dependendo da região e das pactuações laboratoriais, o exame pode abranger 55 doenças . A coleta deve ser realizada entre 48 horas e o 5º dia de vida do recém-nascido, independentemente da condição clínica, em todas as maternidades do país. A amostra de sangue é retirada do calcanhar do bebê e aplicada em papel-filtro anexo a um cartão de coleta com informações do RN. Se a coleta não for feita, a família deve ser orientada a procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima ou um laboratório cadastrado. A orientação se aplica para recoletas em casos de resultados inconclusivos ou amostras rejeitadas. No cenário municipal, identificou-se uma falha no acolhimento dos pacientes nas UBS, que muitas vezes eram orientados ao laboratório cadastrado distante, gerando absenteísmo e abandono do tratamento. Apesar de ser obrigatório e gratuito no Sistema Único de Saúde (SUS), há barreiras de acesso em algumas regiões, destacando a necessidade de estratégias para ampliar a cobertura.
Objetivo Geral: Apresentar as estratégias adotadas pela Comissão da Assistência Laboratorial do Departamento Integral à Saúde (DAIS) para conscientizar os profissionais da Atenção Primária e, assim, ampliar o acesso da população às recoletas do exame do pezinho nas UBS de Guarulhos. Objetivos Específicos: •Sensibilizar a rede sobre a importância do diagnóstico, acompanhamento, tratamento e monitoramento precoce dessas doenças; •Utilizar a educação permanente para alinhar o fluxo de trabalho e promover a capacitação da equipe de enfermagem envolvida no processo de coleta desses exames; •Revisar os Procedimentos Operacionais Padrão (POP) e atualizar manuais de coleta para fornecer apoio técnico à rede; •Aprimorar o procedimento e qualificar a coleta do exame do pezinho pelos profissionais da enfermagem;
A partir do diagnóstico situacional, obtido através de reuniões regionais com representantes das unidades de saúde. Com base nesse diagnóstico, foi proposta a elaboração de uma planilha regional para controlar o encaminhamento das amostras coletadas. Além disso, atualizamos o Procedimento Operacional Padrão (POP) para a coleta do exame do pezinho e disponibilizamos o manual atualizado do laboratório responsável pela análise, Instituto Jô Clemente (IJC), para todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Realizamos a sensibilização das equipes durante as reuniões da Assistência Laboratorial, envolvendo gerentes e responsáveis técnicos de enfermagem. Em parceria com o laboratório, oferecemos capacitações mensais online com carga horária de 3 horas para toda a rede envolvida no processo de coleta. Simulações da técnica de coleta foram realizadas nas quatro regiões de saúde durante as reuniões de Assistência Laboratorial, incluindo a aplicação de estudos de caso e o preenchimento do cartão de coleta como dinâmica de fixação. Por fim, fornecemos apoio presencial às UBS com maior dificuldade de recursos humanos e indicamos um multiplicador para melhorar a eficiência na coleta do exame.
•Maior sensibilização dos profissionais sobre a importância da coleta dos exames para fins de diagnóstico e tratamento; •121 servidores concluiriam o curso promovido pelo IJC. •Aumento no número de amostras por recoleta encaminhadas pelas UBS municipais; •Mudança de postura no acolhimento dos usuários que buscam as UBSs para o agendamento dessas coletas, com melhor conhecimento do fluxo de agendamento tanto pela equipe de enfermagem quanto pelos administrativos, que passaram a orientar corretamente os pacientes; •Agilidade nos retornos dos casos que necessitam de busca ativa por abandono de tratamento, em colaboração com o Instituto Jô Clemente (IJC).
O trabalho evidenciou estratégias eficazes para melhorar o acesso às recoletas do exame do pezinho nas UBS de Guarulhos. Identificamos fragilidades no acolhimento dos pacientes e desenvolvemos ações corretivas, como a atualização dos Procedimentos Operacionais Padrão (POP) e a criação de uma planilha regional para monitoramento das amostras coletadas. Capacitações mensais e simulações práticas foram realizadas para sensibilizar e treinar a equipe de enfermagem, aprimorando o conhecimento sobre a importância do exame e os procedimentos corretos. Os resultados mostraram aumento no número de recoletas e uma mudança positiva na orientação dos pacientes, com uma melhor compreensão do fluxo de agendamento tanto pelos profissionais de enfermagem quanto pelos administrativos. Além disso, houve uma colaboração efetiva com o Instituto Jô Clemente (IJC) para a gestão dos casos de abandono de tratamento, promovendo uma resposta mais ágil. As ações contribuíram para um ambiente mais informativo e acessível, garantindo a realização adequada e oportuna do exame do pezinho, essencial para a triagem precoce de doenças graves em recém-nascidos.
Teste do pezinho; Triagem Neonatal; Doenças Raras;
CRISTIANE DO VALE ANDRADE KURODA, VIVIANE SIDOR, ELAINE SANTIAGO GOMES, ROSEMEIRE NERIS SANTOS, SOLANGE RIBEIRO DA SILVA, NILTON JOSE DA SILVA