Siga a gente
Av. Angélica, 2466 - 17º Andar
Consolação - São Paulo / SP
CEP 01228-200
55 11 3083-7225
cosemssp@cosemssp.org.br
Em 30/03/2009, foi implantada a Seção de Captação de Transporte de Órgãos (SECAPT), pertencente a Secretária de Saúde (SMS), da Prefeitura Municipal de Santos (PMS), atuando tanto na sensibilização, orientação e educação sobre doação e transplante na comunidade quanto na identificação e condução de protocolos de Protocolos de Morte Encefálica, e entrevista familiar. O que se identifica no país é uma elevada demanda de pessoas a espera de um doador de órgãos compatível e uma baixa oferta destes. A lista de espera hoje no Brasil por um transplante é além de 60 mil pessoas. A escassez de doadores é atribuída ao desconhecimento dos familiares em relação ao desejo do seu ente. Iniciou-se em conjunto com a Secretaria Municipal de Educação (SEDUC), um projeto de sensibilização da comunidade na Educação de Jovens e Adultos (EJA) do município.
Objetivo é conscientizar e priorizar as informações básicas sobre doação de órgãos e tecidos.
A SECAPT, então, iniciou o processo de sensibilização através de apresentação de multimídias: vídeo explicativo seguido de uma aula teórica com slides sobre Doação de Órgãos e Tecidos (legislação, processos de doação e transplante, exames). Cada ação durou aproximadamente 1 hora, sendo iniciado em maio de 2023 e finalizado em junho do mesmo ano.
Em um período de 02 meses, foram visitadas 10 unidades municipais de ensino (UME), onde foram sensibilizados 208 alunos da EJA, sendo que desse total 30% não tiveram nenhum conhecimento sobre o tema e 70% já tinham ouvido falar informalmente sobre doação e captação de órgãos. Ainda 82% desses alunos, desconhecem alguém que recebeu ou doou órgãos. Ao final, fez-se uma roda de conversa, na qual os alunos puderam sanar dúvidas e reforçar conceitos adquiridos.
Ao final, constatou-se o desconhecimento do sistema transplantador brasileiro, muitas informações conflitantes, por vezes inverídicas, mistificando o tema e criando dificuldades para um debate em família, gerando a necessidade de ações de conscientização. Baseado no PL supracitado, nota-se que há uma necessidade de trazer o tema aos ambientes acadêmicos para mais esclarecimentos, já que nesse momento da sensibilização ficou constatada a falta de informação e o quanto isso pode dificultar em todo o processo de captar um possível doador. Após a sensibilização, muitos alunos alegaram que se tornariam multiplicadores com a promessa de levar o tema aos seus entes e amigos.
EDUCACAO EM SAÚDE; DOAÇÃO DE ÓRGÃOS E TECIDOS
ANDRÉA MAURICIO DE GOUVEIA OLIVEIRA, Kelly de Jesus Andrade Nogueira, Carla Rottlisberger Sousa da Silva