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A Parada Cardiorrespiratória (PCR) é a interrupção súbita da circulação sistêmica, exigindo intervenção imediata para evitar lesão neurológica irreversível ou óbito. O atendimento eficaz requer rapidez, conhecimento técnico e trabalho em equipe. A identificação precoce das causas da PCR é essencial para um bom prognóstico, e a assistência de enfermagem deve ser ágil, eficiente e baseada em conhecimento teórico e prático. O sucesso da ressuscitação depende de medidas imediatas realizadas por profissionais treinados e com recursos adequados. As Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) desempenham um papel essencial no atendimento a emergências, incluindo a PCR, que exige respostas rápidas e eficazes para salvar vidas. A ressuscitação intra-hospitalar é um desafio para investigação e avaliação, sendo a PCR definida pelo modelo Utstein como a ausência de pulso, inconsciência e apneia. A Equipe de Código Azul, composta por multiprofissionais treinados, assegura a aplicação rápida do protocolo de Ressuscitação Cardiopulmonar (RCP) conforme diretrizes do ACLS, aumentando as chances de sobrevida. A ausência de uma estrutura organizada pode causar atrasos, falhas na execução dos procedimentos e impactos negativos nos desfechos clínicos, além de elevar os custos para o serviço de saúde. Assim, investir em treinamentos contínuos e organização é essencial para um atendimento eficaz e seguro.
Verificar o impacto do treinamento na equipe multiprofissional após a implantação do código azul na unidade. Avaliar os indicadores de qualidade emergencial.(identificação da PCR, início precoce do atendimento, taxa de sucesso na desfibrilação, qualidade da RCP, comunicação fechada, sincronismo do atendimento)
Nesta seção, será apresentada uma visão geral da metodologia adotada para investigar a implantação da Equipe de Código Azul na UPA Vera Cruz, com foco na descrição detalhada das estratégias implantadas e nos impactos percebidos na assistência à saúde. Tipo de Pesquisa Este estudo utilizará uma abordagem mista, combinando elementos de pesquisa exploratória e descritiva. A pesquisa exploratória visa compreender o contexto da implantação da Equipe de Código Azul, explorar as percepções iniciais dos stakeholders e identificar os principais desafios enfrentados.Pesquisa Descritiva: Para descrever detalhadamente as estratégias adotadas na implantação da equipe de Código Azul e analisar os impactos na qualidade da assistência à saúde. População: Profissionais de saúde (médicos, enfermeiros, técnicos e fisioterapeutas.), gestores hospitalares da UPA Vera Cruz envolvidos direta ou indiretamente na implantação do Código Azul.A amostra será não probabilística intencional, selecionando participantes com experiência direta na implantação do Código Azul. Fontes de dados incluem documentação interna,questionários estruturados. Procedimentos A fase exploratória incluirá revisão de literatura exploratória, enquanto a fase descritiva envolverá estudo de caso, aplicação de questionários estruturados e análise de documentos. Quantitativa: Análise estatística descritiva dos dados coletados por meio de questionários estruturados para quantificar percepções e avaliações.
Os resultados demonstram que a implantação da equipe e a identificação dos membros(com uso de braçadeiras de função) resultaram em uma redução expressiva do tempo de resposta, além de promover o aprimoramento da comunicação e do trabalho em equipe entre os profissionais envolvidos no atendimento do código azul. Conclui-se que a implantação da Equipe de Código Azul configura-se como uma estratégia eficaz para a qualificação da assistência à saúde em unidades de urgência e emergência.
A implantação da Equipe de Código Azul na unidade se configura como uma intervenção eficaz para a melhora da qualidade da assistência à saúde em situações de emergência. Essa estratégia resultou no trabalho sincronizado, além de promover o aprimoramento da comunicação e do trabalho em equipe entre os profissionais envolvidos. Considera-se que os objetivos desta implantação foram alcançados, pois foi possível identificar o conhecimento dos profissionais de saúde atuantes na unidade acerca da comunicação em alça fechada. Pode-se observar que parte dos profissionais possuía conhecimento, mesmo que restrito, acerca da temática, enquanto outros referiram desconhecer a mesma. Esse dado denota o conhecimento ainda limitado acerca das questões referentes ao código azul e a comunicação em alça fechada e alerta à necessidade de se pensar e estratégias para auxiliar na sua implementação nos cenários de emergência. O estudo possibilitou aos participantes, a sugestão de estratégias que auxiliaram na elaboração e disponibilização de um POP para nortear a implementação da Comunicação em alça fechada e do código azul, na UPA cenário do estudo.
Implantação, Equipe de Código Azul,UPA
RONY COELHO DE SOUZA, WAGNER CELSO GOMES BARBOSA