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A crescente prevalência de depressão e ansiedade entre jovens e adultos jovens é uma preocupação de saúde pública tanto no Brasil quanto globalmente. Conforme apontado por Oreliana e Horta (2020), estima-se que cerca de 16% dessa população seja afetada por essas condições, destacando a importância de estratégias eficazes para lidar com esses problemas de saúde mental. A complexidade dessas doenças se manifesta de maneira significativa, impactando adversamente as relações sociais, familiares e acadêmicas dos indivíduos (Rodrigues, 2011). Diante desse contexto, este estudo concentrou-se na avaliação do impacto positivo resultante da implementação de práticas específicas de acolhimento e tratamento de pacientes depressivos adultos e jovens adultos na população atendida pela Estratégia Saúde da Família I, abrangendo aproximadamente 4000 residentes em quatro bairros de Batatais, SP, desde fevereiro de 2023. O objetivo principal foi analisar a eficácia do protocolo adotado pela equipe de saúde, especialmente no que diz respeito à identificação precoce, intervenção imediata e acompanhamento sistemático desses casos. A atuação proativa dos agentes de saúde desempenhou um papel crucial na identificação dos pacientes, enquanto a rápida resposta da equipe de enfermagem e a prontidão para atender às demandas espontâneas contribuíram para a efetividade do tratamento.
Demonstrar a importância e o êxito do acolhimento e tratamento ágil de jovens e adultos jovens com depressão e ansiedade por parte de toda a equipe da Estratégia Saúde da Família I (ESF I). Destacar a relevância da coesão e harmonia entre os membros da equipe de saúde da família, trabalhando em uníssono para alcançar o objetivo comum de auxiliar a população. Avaliar a eficácia do protocolo de tratamento, identificando a não necessidade de encaminhamento de novos pacientes com ansiedade e depressão leve a moderada para o ambulatório de psiquiatria (CAPS), aliviando a carga do departamento e permitindo uma maior dedicação aos casos graves dessa especialidade.
A experiência teve início em julho de 2022 e ainda está em andamento. Participaram da atividade quatro agentes comunitários de saúde, uma técnica de enfermagem, uma auxiliar de enfermagem, uma enfermeira, uma estagiária de enfermagem, uma psicóloga, uma fonoaudióloga, uma assistente de consultório odontológico, uma odontologista, a gerente da unidade e a médica da Estratégia Saúde da Família. Inicialmente, os agentes de saúde, junto com o restante da equipe interna da unidade, identificaram jovens e jovens adultos que necessitavam de atendimento devido à ansiedade e depressão leve a moderada. Os critérios utilizados para chegar a essas conclusões foram questionários simples sobre as atividades de vida diária, evidenciando desmotivação em relação à vida e/ou apatia e/ou diminuição da alegria. Não raramente, pacientes chegaram espontaneamente à unidade de saúde com queixas vagas e indefinidas, como, por exemplo, algo está errado em minha vida. O tratamento instituído incluiu psicoterapia por três meses (uma vez por semana) e medicamentos alopáticos em doses baixas (inibidores de recaptação de serotonina): Sertralina 10mg e Fluoxetina 10mg, associados a medicamentos naturais (5-hidroxi-triptofano 50mg e erva de São João 100mg). Os pacientes tinham retornos variáveis, de 15 em 15 dias até dois meses, dependendo da disponibilidade dos mesmos.
Dos pacientes acolhidos e tratados, aproximadamente 60% apresentaram melhora moderada a significativa nos transtornos de ansiedade ou depressão leve a moderada. É crucial destacar que a maioria que alcançou tal resultado combinou a psicoterapia com o tratamento medicamentoso, utilizando inibidores de recaptação de serotonina em doses baixas, conforme mencionado anteriormente, associados ao 5-hidroxitriptofano (50mg) e à erva de São João (100mg). A combinação dos remédios naturais variava de acordo com a intensidade dos sintomas. Durante os 12 meses de acompanhamento, aproximadamente 50% dos pacientes suspenderam o tratamento. Alguns por decisão própria e outros por orientação da equipe médica da Estratégia de Saúde da Família.
Dos pacientes acolhidos e tratados, aproximadamente 60% apresentaram melhora moderada a significativa nos transtornos de ansiedade ou depressão leve a moderada. É crucial destacar que a maioria que alcançou tal resultado combinou a psicoterapia com o tratamento medicamentoso, utilizando inibidores de recaptação de serotonina em doses baixas, conforme mencionado anteriormente, associados ao 5-hidroxitriptofano (50mg) e à erva de São João (100mg). A combinação dos remédios naturais variava de acordo com a intensidade dos sintomas. Durante os 12 meses de acompanhamento, aproximadamente 50% dos pacientes suspenderam o tratamento. Alguns por decisão própria e outros por orientação da equipe médica da Estratégia de Saúde da Família.
Saúde Mental, Depressão, Ansiedade, ESF,
Adriana Barbarioli Netto, Gabriela de Sousa Trindade, Bruna Francielle Toneti, Rogério Donizeti Tercal, Luciana Menari, Maristela de Sousa