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O sangramento gastrointestinal agudo é uma condição comum que requer admissão de emergência e pode ocorrer tanto em pacientes hospitalizados quanto em pacientes internados. Clinicamente, manifesta-se por sintomas como hematêmese, melena ou enterorragia. Lesões gástricas relacionadas ao estresse são uma possível causa, envolvendo alterações nos mecanismos de proteção gástrica e comprometimento da microcirculação mucosa. A farmacoterapia profilática inclui o uso de medicamentos como cimetidina, antiácidos, sucralfato e inibidores da bomba de prótons (IBP), como o omeprazol e o esomeprazol, que são eficazes na redução da produção ácida gástrica. Do ponto de vista econômico, os medicamentos representam uma parte significativa dos gastos com saúde, mas quando utilizados corretamente, são recursos terapêuticos custo-efetivos. A farmacoeconomia, uma disciplina que avalia a relação entre custos e benefícios dos medicamentos, é essencial para otimizar o uso de recursos financeiros e garantir eficiência clínica, oferecendo informações valiosas para os gestores de saúde na busca pelas melhores soluções para as necessidades do serviço, considerando tanto os aspectos econômicos quanto os benefícios clínicos.
Baseado no perfil de utilização de omeprazol EV (endovenoso) em pacientes do Hospital Municipal Bela Vista, de acordo com os protocolos existentes utilizando a mesma estratégia terapêutica, levantar a redução de custo na substituição por esomeprazol CP (comprimido).
Foi realizado um estudo de custo-minimização, através do levantamento dos valores de compra dos medicamentos nas formas farmacêuticas, comprimido e solução endovenosa.
Durante o ano de 2023, foram analisados custos na compra dos medicamentos esomeprazol comprimido e omeprazol endovenoso. Através do estudo de custo-minimização, comprovamos que a troca da via de administração do omeprazol EV por esomeprazol CP mostra-se extremamente relevante, uma vez que contribui com o melhor uso dessa alternativa terapêutica seja no campo clínico ou econômico. A economia de recursos foi de R$ 53.351,85 ao longo do ano analisado, caso houvesse a troca da via de administração. Espera-se que os resultados aqui citados possam contribuir para a utilização racional desse medicamento tanto na instituição utilizada para pesquisa, quanto em outras instituições de saúde, com ênfase na utilização moderada do medicamento assim como a economia de recursos pode proporcionar aos sistemas de saúde, sem que a qualidade do tratamento do paciente seja prejudicada.
A execução deste estudo teve como objetivo demonstrar a economia financeira no Hospital Municipal Bela Vista, na realização de intervenções farmacêuticas onde sugere se a troca de omeprazol EV por esomeprazol CP, garantindo o uso correto, seguindo as diretrizes terapêuticas e realizando a análise precisa dos benefícios. Assim, é concluso através do estudo, que a farmacoeconomia é uma valiosa ferramenta de apoio à tomada de decisão, pois envolve avaliar e direcionar investimentos a partir de uma alocação mais racional de recursos, permitindo que os profissionais conciliem as necessidades de tratamento com o financiamento fornecido pelos sistemas de saúde.
Farmacoeconomia, omeprazol e ezomeprazol.
Danillo Schimith de Almeida, Roberta Santos e Baldim