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A sífilis continua sendo um grande desafio para a saúde pública, impactando significativamente diferentes populações, especialmente gestantes e recém-nascidos. O aumento no número de casos nos últimos anos ressalta a necessidade de estratégias para monitoramento, controle e prevenção. Um dos grandes desafios enfrentados é a dificuldade no acompanhamento dos casos, de acordo com o protocolo da Secretaria Estadual de Saúde, Guia de Bolso para o Manejo de Sífilis em Gestantes e Sífilis Congênita, os casos de sífilis em gestantes precisam realizar coleta mensal de VDRL, enquanto a coleta para os casos de sífilis congênita e crianças expostas à sífilis deve ser realizada aos 30 dias, 3 meses, 6 meses, 9 meses, 12 meses, 18 meses e 24 meses, além do encaminhamento dos casos confirmados para os especialistas. A implementação de planilhas compartilhadas online surge como uma solução acessível e eficaz onde não requer aumento de custos e proporcionando um melhor acompanhamento dos casos de sífilis e facilitando o controle do seguimento. Com a utilização de planilhas compartilhadas, é possível organizar, em tempo real, informações essenciais, como dados sociodemográficos, adesão ao tratamento e histórico de exames laboratoriais. Além de agilizar o fluxo de informações, já que anteriormente as informações eram fornecidas via papel impresso, a planilha compartilhada facilita o controle, uma vez que todos os dados pertinentes estão concentrados em um único local.
Objetivo geral: Apresentar a implementação de planilhas compartilhadas online como uma estratégia para o monitoramento e controle de sífilis no município de Mauá, garantindo maior adesão ao tratamento e melhorando a resposta das equipes de saúde. Objetivos específicos: Demonstrar os benefícios da digitalização dos registros para a organização dos dados. Promover a agilidade no fluxo de informações relacionadas ao monitoramento da sífilis. Facilitar a integração entre os profissionais da atenção básica e da vigilância epidemiológica.
A estratégia foi implementada no município de Mauá, localizado na região do ABC Paulista, na Grande São Paulo. O município enfrenta desafios significativos no controle da sífilis, especialmente entre gestantes e recém-nascidos. Diante disso, a adoção de ferramentas digitais para aprimorar a vigilância epidemiológica foi considerada uma prioridade. A metodologia consistiu na implementação de planilhas compartilhadas online como ferramenta principal para o registro, monitoramento e análise dos casos de sífilis. A iniciativa foi desenvolvida por profissionais da vigilância epidemiológica e da atenção básica. Os dados foram coletados a partir de notificações compulsórias de sífilis. As informações incluíram: Dados sociodemográficos (idade, sexo, gestação, estágio da doença); Histórico de exames laboratoriais; Adesão ao tratamento; Identificação de contatos e controle da transmissão; Encaminhamentos para especialistas, quando necessário. Cada uma das 23 unidades básicas de saúde do município recebeu uma planilha compartilhada online, com informações dos respetivos pacientes que são alimentadas conforme a realização dos seguimentos. Antes da implementação, os profissionais de saúde foram capacitados para o uso das planilhas compartilhadas, com foco na padronização do preenchimento. A capacitação incluiu: Orientações sobre a estrutura das planilhas; Importância da atualização em tempo real além de protocolos de segurança e privacidade dos dados.
A implementação das planilhas compartilhadas online no município de Mauá teve impacto significativo em diversos aspectos. O monitoramento contínuo da adesão ao tratamento, viabilizado pelas planilhas, permitiu a identificação rápida de pacientes que abandonaram ou atrasaram o tratamento, com isso, as equipes puderam intervir de forma proativa, realizando busca ativa e reforçando a importância da continuidade do tratamento. Como resultado, observou-se um aumento na taxa de adesão em comparação ao período anterior à implementação da ferramenta. Além disso, a ferramenta demonstrou impactos positivos no monitoramento e seguimento tanto da sífilis em gestantes quanto nos casos de crianças expostas e com sífilis congênita confirmada, o que melhorou o cumprimento dos protocolos. O sistema foi desenvolvido gerando alertas em caso de atraso nas coletas e reduzindo as falhas no seguimento, garantindo uma resposta mais rápida e eficaz. Outro ponto relevante foi a substituição do sistema de registros em papel por planilhas digitais compartilhadas, o que agilizou significativamente o fluxo de informações. Esse novo formato permitiu maior integração entre as equipes, facilitando a troca de dados e evitando erros decorrentes da escrita manual ou perda de documentos físicos. Em síntese, a implementação das planilhas compartilhadas online otimizou o monitoramento, fortaleceu a adesão ao tratamento e aprimorou o controle da sífilis, resultando em um sistema de saúde mais eficiente.
A adoção de planilhas compartilhadas online para o monitoramento da sífilis no município de Mauá demonstrou ser uma estratégia eficaz para aprimorar a vigilância epidemiológica, garantindo maior controle e adesão ao tratamento. A digitalização dos registros permitiu o acompanhamento em tempo real, facilitando a identificação de casos que necessitam de intervenção e reduzindo falhas no seguimento. Além disso, a substituição do sistema manual por ferramentas digitais melhorou a comunicação entre as equipes de saúde, otimizando a troca de informações e garantindo um atendimento mais eficiente. A experiência em Mauá reforça a importância da tecnologia na saúde pública, servindo como modelo para outras localidades que buscam aprimorar o monitoramento e controle da sífilis.
indicador sifilis, monitoramento, compartilhado.
KELLY CRISTINA DEL RÉ, CAMILA LOUZADA DE PAULA