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O fluxo de atendimento no pré-natal de alto risco envolve a integração entre a Atenção Primária à Saúde (APS) e a Atenção Especializada, com o enfermeiro atuando na estratificação de risco, acolhimento e monitoramento contínuo. A Atenção Primária (UBS) terá o primeiro contato com essa gestante, já realiza o Acolhimento e Estratificação de Risco, através do histórico familiar e gestacional. A estratificação é contínua e deve ser refeita em todas as consultas (sendo pelo médico e ou enfermeiro). O vínculo com a UBS de origem deve ser mantido para vacinação e cuidados básicos. No município de Taboão da Serra, os atendimentos já ocorriam anteriormente de forma ativa, ocorreu mudança de prédio, no centro de Referência de Saúde da Mulher iniciamos em outubro de 2023, local de fácil acesso, ocorre de segunda a sexta feira, contamos com 2 médicos especializados e capacitados, 1 enfermeira, auxiliares de enfermagem e administrativo, realizando por mês em torno de 530 atendimentos. O público-alvo são gestantes identificadas como alto risco, garantindo que a gestante não fique solta na rede após a estratificação de risco. Atendemos atualmente as 14 unidades básicas de saúde dentro do município de Taboão da Serra.
Considerar o trabalho da enfermagem na realização da pré-consulta com abertura de prontuário físico e eletrônico, triagem dos sinais vitais, testes rápidos, conferência de exames; na pós consulta, orientação sobre uso de medicações, controle glicêmico, insulinoterapia, importância dos exames de imagens e laboratoriais, orientações sobre o plano de parto e acesso à maternidade de referência. Estender o acompanhamento da enfermagem ao puerpério, amamentação e planejamento familiar, garantindo a continuidade do cuidado na UBS após a alta. Esse suporte integral visa reduzir a mortalidade materna/fetal e transmitir segurança à gestante.
O ambulatório de Pré-natal de alto risco (PNAR) obteve nova acuidade após destinar uma enfermeira responsável para acompanhamento e gestão administrativa, melhorou a comunicação entre as unidades de baixo risco e atendimento especializado, garantindo que a gestante não fique solta na rede após a estratificação de risco, embora o PNAR seja conduzido por especialista, a Atenção Primária (UBS) nunca perde o vínculo com a gestante. Introduzimos o Pagli (Programa de Autocuidado Glicêmico), a gestante ao identificar alteração glicêmica no exame laboratorial, recebe glicosímetro e inicia controle glicêmico, aparelho e insumos ficam no Centro de referência de saúde da mulher, pós parto realiza devolução no local. Contamos com atendimento nutricional, orientações sobre dieta, hipertensão gestacional, obesidade, diabetes gestacional e entre outros. Temos agendamento de exames de imagens (Ultrassonografias sendo morfológico 1 e 2 trimestres, doppler obstétrico e Ecocardiograma fetal) fica restrito para enfermeira responsável pelo PNAR, na qual realiza o agendamento dentro do período necessário verificando vaga pela regulação via Siresp (CROSS). Mantemos vínculo com a unidade de origem para intervir em casos de vulnerabilidade e realizar encaminhamentos. Realizamos o matriciamento de enfermeiros que atuam nas 14 unidades, para melhora no atendimento do fluxo do PNAR.
Estamos nesse local de atendimento há 2 ano e 3 meses, tento nossa maior demanda de atendimento as gestantes com diagnóstico de: diabetes gestacional e hipertensão gestacional, em busca de melhoras no atendimento a gestante, diminuir óbito fetal, complicações durante e parto e pós-parto e risco de prematuridade.
A enfermagem vai além do cuidado técnico, utilizando tecnologias leves (escuta ativa, vínculo, acolhimento) para garantir a adesão ao tratamento e o suporte emocional necessário à gestante de alto risco. O enfermeiro é crucial no mapeamento de fluxos e na detecção precoce de complicações (como pré-eclâmpsia e diabetes gestacional), permitindo a intervenção oportuna e a reclassificação de risco sempre que necessário. O fluxo de alto risco exige um atendimento integral, que engloba cuidados nutricionais, vacinais, de saúde mental e o planejamento reprodutivo, muitas vezes iniciado na atenção primária e compartilhado com a atenção especializada. A educação em saúde para o autocuidado é um componente vital, empoderando a gestante para reconhecer sinais de alerta. paciente e a equipe multiprofissional para um desfecho positivo e seguro.
enfermagem; alto risco; SUS
LILIAN PIMENTEL DA SILVA CARVALHO, AILTON GARCIA BOGALHO JUNIOR