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Profissionais da saúde estão frequentemente expostos a riscos biológicos, como sangue e fluidos contaminados, durante suas atividades. Acidentes com materiais biológicos podem resultar em infecções graves, como HIV, Hepatite B e C. Garantir uma resposta rápida e eficaz nesses casos é essencial para a proteção dos trabalhadores. O diferencial deste protocolo é o monitoramento contínuo dos trabalhadores pelo CEREST durante 180 dias, adaptado à realidade local. Este acompanhamento permite o rastreamento de complicações e garante a adesão à profilaxia pós-exposição (PEP), proporcionando uma proteção mais eficaz a longo prazo. Embora o protocolo oficial do Ministério da Saúde não inclua essa abordagem, a implementação local no município de Diadema visa proporcionar um suporte contínuo, humanizado e mais completo. Essa adaptação foi identificada como essencial para garantir a segurança e saúde dos profissionais da saúde expostos a riscos biológicos, resultando em um protocolo mais eficaz e próximo das necessidades da realidade local
– Garantir atendimento imediato e adequado a profissionais acidentados com material biológico. – Estabelecer um fluxo claro e eficiente para a identificação de riscos e encaminhamento do trabalhador. – Reduzir o risco de transmissão de doenças infecciosas no ambiente de trabalho. – Assegurar a notificação de todos os casos e a adesão às normas regulamentadoras de segurança. – Promover capacitação contínua para os profissionais de saúde sobre medidas preventivas e condutas pós-exposição. – Implementar acompanhamento contínuo por 180 dias para monitoramento da saúde dos trabalhadores após o acidente.
O protocolo está dividido em etapas essenciais para garantir uma resposta eficaz aos acidentes: 1. **Primeiro Atendimento:** Lavagem imediata do local do acidente com água e sabão, sem fricção. Irrigação de mucosas expostas com soro fisiológico. Registro e notificação ao serviço de saúde do trabalhador. 2. **Solicitação de Exames:** Testes rápidos para HIV, Hepatite B e C do paciente fonte e coleta de sorologias do profissional acidentado. 3. **Decisão sobre Profilaxia:** Início da Profilaxia Pós-Exposição (PEP) em até 2 horas após o acidente, com duração de 28 dias. Encaminhamento para avaliação médica. 4. **Acompanhamento e Monitoramento:** Novas sorologias após 30, 90 e 180 dias, conforme protocolo. Encaminhamento para especialistas em casos de soroconversão. 5. **Registro e Notificação:** Preenchimento da RAAT e notificação ao SINAN. 6. **Implantação e Divulgação:** O fluxo foi apresentado em evento no auditório do Quarteirão da Saúde, em junho de 2024, e um grupo de WhatsApp foi criado, disponível 24×7 para esclarecimento de dúvidas, direcionado a coordenadores de serviços de saúde
Desde a implementação do protocolo, houve avanços notáveis no manejo de acidentes com material biológico: – Redução no tempo de resposta entre o acidente e o início da PEP. – Aumento na taxa de adesão à profilaxia e acompanhamento dos casos. – Maior segurança para os profissionais de saúde, com redução de riscos de transmissão. – Melhoria no registro e organização das ocorrências, garantindo conformidade com as normas de segurança. – Identificação de grupos mais vulneráveis, possibilitando ações personalizadas. – Produção de boletins epidemiológicos a partir dos dados do SINAN, permitindo o uso estratégico das informações para ações de vigilância. O acompanhamento contínuo permitiu identificar falhas no protocolo, promovendo ajustes para melhorar a segurança e otimizar a resposta aos casos.
A implementação deste fluxo de atendimento representa um avanço significativo na proteção dos profissionais da saúde e na prevenção de doenças ocupacionais. O monitoramento contínuo, adaptado pela equipe do CEREST, tem sido crucial para melhorar a adesão à profilaxia pós-exposição e aumentar a segurança no ambiente de trabalho. A proximidade entre o CEREST e os serviços de saúde tem fortalecido a colaboração e o compartilhamento de conhecimento, promovendo um atendimento mais eficiente e uma resposta mais rápida aos acidentes. A continuidade desse processo depende do compromisso de gestores e trabalhadores na adoção das medidas preventivas, assim como no fortalecimento da cultura de segurança no ambiente hospitalar. O sucesso dessa abordagem reforça a necessidade de capacitação constante, garantindo a eficácia das ações de prevenção e resposta a acidentes com materiais biológicos.
material biológico; ambiente hospitalar; prevenção
CLAUDIA LEONE, ARLINDO SILVEIRA, JULIANA ANTUNES, ARTUR MODENA, MARIA LUZIA CAETANO FERNANDES, WILLIAM FLORENCIO DA SILVA, DAFNE OLIVEIRA MATOS DA SILVA, DANIELE FERREIRA DE SOUZA GOMES, WILSON FERNANDES