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A abordagem sensorial e lúdica da Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional com crianças dentro do espectro autista é fundamental para promover experiências terapêuticas eficazes e exitosas. Técnicas sensoriais, como usar texturas diferentes ou brinquedos táteis, ajudam a desenvolver a consciência sensorial e visando a melhora de resposta ao estímulo. Abordagens lúdicas incorporando jogos e atividades interativas, não apenas tornam a terapia mais atraente, mas também facilitam o aprendizado de habilidades básicas, linguísticas e o brincar funcional. Essa parceria entre Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional busca otimizar os recursos e adaptar as estratégias terapêuticas para atender às necessidades especificas e preferencias individuais das crianças com autismo. No contexto do Centro de Atenção Psicossocial Infantil a aplicação de estratégias lúdicas e sensoriais com pacientes com autismo é essencial, se utiliza abordagens sensoriais para ajudar na regulação emocional e gerenciamento de comportamentos. A Fonoaudiologia concentra-se nas habilidades de comunicação, linguagem e interação social, podendo também incluir atividades lúdicas e sensoriais para melhorar a expressão verbal, a compreensão e as habilidades sociais. Já a Terapia Ocupacional foca no desenvolvimento das habilidades motoras finas, grossas e globais, bem como na promoção da independência nas atividades diárias e organização da rotina.
Descrever o relato de experiência de atendimentos de crianças em tratamento no CAPS II Infantil e que apresentam diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista.
A intervenção terapêutica está dirigida às crianças com faixa etária de 4 à 8 anos, usuários do CAPS II Infantil de São Bernardo do Campo. Os principais sintomas apresentados são: comportamentos repetitivos e restritos, comunicação não verbal, dificuldade na interação social e prejuízo cognitivos; hipo ou hipersensibilidade a estímulos sensoriais e dificuldade na rotina. O atendimento poderá ser realizado semanal, quinzenal ou mensalmente, a depender da necessidade do caso, com orientação familiar. A duração do atendimento individual é de 45 minutos, estendendo quando o profissional considerar necessário. Os instrumentos utilizados são caixa lúdica, materiais sensoriais, jogos e observações clínicas, podendo acontecer atividades externas.
Entre os meses de junho e outubro de 2023 já foram atendidos mais de 40 usuários e suas famílias. O TEA é um transtorno do neurodesenvolvimento permanente, o qual necessita de tratamento durante toda a vida, devido aos prejuízos na comunicação, nas habilidades básicas como “sentar, esperar, contato visual, imitação, linguagem receptiva e expressiva”, interação social, autonomia e alterações sensoriais. As intervenções baseadas em evidências científicas com a fonoaudiologia e terapia ocupacional podem melhorar o prognóstico e minimizar os sintomas, através dos treinamentos das habilidades que irá aperfeiçoar a comunicação e interação social. As crianças que chegaram ao CAPS Infantil com emissão de sons ininteligíveis e questões sensoriais, desenvolveram a intenção de comunicar-se através de sinais como, conduzir o terapeuta até a porta da sala quando deseja entrar ou sair e o gesto “apontar” para solicitar algo que deseja. Além da melhora na aversão tátil em diferentes texturas, que contribuíram para o avanço na exploração do ambiente, das habilidades básicas, do brincar funcional e do desenvolvimento da criança.
Por causa desses desafios na comunicação, a criança com autismo necessita de estímulos, podendo desenvolver ou não a fala ou o uso da comunicação alternativa para se comunicar. Quanto as questões sensoriais e de autonomia, a estimulação sensorial irá ajudar no desenvolvimento motor, cognitivo e regulação emocional, proporcionando respostas mais adequadas. Os resultados demonstram que as intervenções apontaram para aumento das potencialidades no desenvolvimento das habilidades básicas, sociocomunicativo, e sensorial das crianças em tratamento.
Autismo
Livia Cristina Moreira da Cruz, Thais dos Santos Menezes, Leticia de Jesus Leite