Siga a gente
Av. Angélica, 2466 - 17º Andar
Consolação - São Paulo / SP
CEP 01228-200
55 11 3083-7225
cosemssp@cosemssp.org.br
A Atenção Primária à Saúde (APS) é a porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS) devendo ser ordenadora do cuidado e desempenhando papel estratégico de articulação do território. Notou-se um aumento significativo da procura por atendimento com queixas de adoecimento psíquico, em especial, no período pós-pandemia. Além disso, muitos casos leves e moderados eram encaminhados precocemente para os Centros de Atenção Psicossocial – CAPS o que sobrecarregava a atenção especializada e acabava fragmentando o cuidado. Diante deste cenário, identificou-se a necessidade de qualificar o cuidado da Atenção Primária em Saúde, saindo da lógica do encaminhamento para a lógica do cuidado compartilhado atendendo as diretrizes do SUS.
Qualificar a equipe da Atenção Primária para o acolhimento, manejo e acompanhamento de pacientes em sofrimento psíquico; Promover a segurança técnica dos profissionais; Fortalecer o trabalho em rede e o cuidado compartilhado; Qualificar os encaminhamentos para a Atenção Especializada
À partir da construção de um calendário anual elaborado pela Seção de Apoio à Saúde Mental em conjunto com Núcleos da Atenção Primária, a última quarta-feira do mês ficou destinada para as atividades de Educação Permanente em Saúde Mental. Essa articulação foi fundamental para garantir espaço protegido na agenda dos profissionais médicos. Os encontros mensais foram centralizados no auditório do Paço Municipal e a partir de um tema previamente estabelecido e de palestras expositivas com abertura para dialogo e trocas de experiências entre os profissionais.
Ao final de 01 ano de atividades os profissionais responderam um pesquisa de satisfação. Os resultaram mostraram que 79,5% dos médicos declararam-se Satisfeitos ou Muito Satisfeitos com os encontros. Quando perguntados sobre os impacto no trabalho Diário: 89,7% dos participantes afirmaram que os conteúdos contribuíram ou contribuíram muito para o aprimoramento do seu trabalho diário. Na prática, observou-se diminuição expressiva no número de encaminhamentos e alta resolutividade na condução de casos de menor complexidade na Atenção Primária.
A periodicidade mensal e o foco nas necessidades reais dos médicos permitiram que a Educação Permanente em Saúde fosse uma ferramenta de gestão eficaz. O sucesso da experiência demonstra que a educação contínua, quando pautada na prática cotidiana e no matriciamento, é capaz de desmistificar a saúde mental na atenção primária, fortalecer a autonomia do profissional médico, resultando em um cuidado humanizado e resolutivo para o usuário.
Educação Permanente, saúde mental,Atenção Primária
CARMEN LUCIA DE OLIVEIRA PEREIRA